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Friday, May 14, 2010

Homeschooling


Um dos aspectos que mais me fascinam na paternidade (ainda por vir), é a possibilidade de acompanhar o processo de aprendizado de uma criança, as descobertas, as curiosidades, e também a possibilidade de explicar-lhe como funciona o mundo.
A educação privada, em casa, sempre foi um privilégio, é verdade.
Hoje, proletários como você e eu dificilmente encontrariam tempo para educar filhos em casa, o que não quer dizer que seja impossível.
Eu adoraria poder ser o responsável pela educação básica do meu filho, se tivesse tempo e dinheiro para isso. A maioria dos pais usa a escola mesmo é para se livrar do guri metade do dia. A outra metade é no inglês, natação, computação e o que mais conseguirem encaixar.
O homeschooling, tendência que vem crescendo em países desenvolvidos no Brasil é considerado crime. Pais que querem educar os filhos em casa podem ser processados por negligência pelo ministério público, como aconteceu com um casal de Minas Gerais, embora seus filhos de 13 e 14 anos fossem capazes de passar até em vestibular de Direito.
Diz o MP que a escola é necessária para socialização da criança. Há controvérsias. Não há indícios de que crianças educadas em homeschooling tenham qualquer problema de socialização. E qualquer um que converse com professores da rede primária pública ou privada sabe exatamente em que estado anda o comportamento de crianças e pré-adolescentes em salas de aula.
O que o MP não admite, é que a possibilidade de doutrinação da juventude seja tirada do nosso todo poderoso Estado. Robespierre, o terrorista da Revolução Francesa, foi um dos primeiros a perceber o imenso poder de modificar e doutrinar a sociedade que a educação pública oferecia.
De livros didáticos a vestibulares e provas do Enem, sabemos exatamente que tipo de cidadão nosso governo "humanista" ã la Paulo Vanucchi quer formar.
Alguém que seja educado fora desse esquema bolivarianista, para nossos supremos guias é simplesmente impensável...

Wednesday, November 04, 2009

O caso Uniban


O Discovery Channel tem uma série chamada Fora de Controle, sobre fenômenos e manifestações naturais ou não que começam com pequenos incidentes e escalam para uma magnitude destruidora.
Muitas das reportagens da série tratam de multidões que de repente se tornam ensandecidas, com pessoas cometendo atos que em seu perfeito juízo considerariam bárbaros.
Me lembro certa vez ao sair da escola de ver um suicida escalando uma torre de televisão com o propósito de se atirar lá de cima. Juntou-se uma turba de curiosos embaixo e logo um gaiato começou um coro de "pula, pula!". Fugi dali.
Me lembrei disso ao ver as cenas de horror da semana passada na Uniban de São Bernardo, cujos alunos promoveram o linchamento moral (e faltou pouco para o físico) de uma aluna de saia curta.
Deve haver algum estudo antropológico que diga porque os indivíduos em multidão podem tão facilmente delegar a própria consciência aos desejos da malta enlouquecida. O genocídio de Rwanda é o exemplo mais abjeto disso, junto com as juventudes fascistas, hitleristas e maoístas que gostavam de difundir a própria moral no marra.
Reinaldo Azevedo fez uma boa comparação dos estudantes da Uniban apinhados nas galerias da faculdade com uma cena de Os Pássaros de Hitchcock.
A coisa fica ainda mais grave por ter acontecido no meio de uma instituição que se chama de Universidade mas que na realidade está a anos luz de ser uma. Que espécie de gente vai sair dali? É o futuro do país?

no YouTube

Thursday, September 17, 2009

Analfabetização, by USP


Dia 08/09 foi o Dia Mundial da Alfabetização. Não é de se estranhar que a data tenha passado sem grandes comemorações por aqui, já que a maioria dos brasileiros não consegue interpretar um enunciado simples.
Até eu esqueceria a data se um post do Flanela Paulistana não tivesse chamado minha atenção para a seguinte notícia:

Pesquisadores da USP de São Carlos estão criando ferramentas capazes de reduzir a complexidade linguística dos textos, substituindo palavras raras (menos frequentes) por palavras mais usuais e dividindo e reorganizando orações longas e complexas.
O objetivo dos programas PorSimples e Facilita é simplificar a leitura de textos em português disponíveis na internet e, com isso, facilitar a compreensão das informações para crianças e adultos em processo de alfabetização ou pessoas com algum tipo de deficiência de leitura.
Já o editor Simplifica é voltado para produtores de conteúdo (escritores, professores, webmasters, jornalistas, por exemplo) que desejam criar textos simplificados adequados ao mesmo público.


É a típica solução botocuda para o analfabetismo do país, estilo matar a vaca para curar o carrapato...
Comentário impagável da Letícia do Flanela:

Bem, o mundo acabou mesmo. Se o próprio release tem a necessidade de explicar que palavras raras é o mesmo que palavras menos frequentes, e assume que, para um texto ser entendido deve ser escrito em tatibitate tardio, é pra esquecer tudo mesmo e se dedicar com afinco a um curso de decupagem com motivos matinais em caixinhas de mdf.

Pois é, a USP, ao invés de criar um programa que permitisse que as pessoas menos letradas pudessem aprender melhor a ler, escrever, interpretar um texto ou aumentar o vocabulário, faz um programa destinado a emburrecer nosso português. O Lula pode até gostar do novo sófitiuér, mas é uma vergonha que esta idéia tenha saído da maior Universidade do País.
Prêmio IgNobel aos pesquisadores de São Carlos...

Em tempo, o Flanela Paulistana para mim é o melhor blog de São Paulo, e a Letícia é dona de um estilo de texto primoroso e cheio de graça.

Friday, August 14, 2009

Doutrinação


O Congresso da Venezuela acaba de aprovar uma Lei para Educação, através da qual o ditador Hugo Chávez pretende acelerar a Revolução Bolivariana no país.
O projeto muda o currículo escolar instituindo uma Doutrina Bolivariana, que pretende que as disciplinas sejam estudadas sobo ponto de vista socialista. As escolas também vão se transformar em centro de reunião da comunidade sob a supervisão de funcionários do governo. O governo também ganhou o direito de definir quais carreiras os estudantes universitários deverão seguir.
Os manifestantes pró-Chávez baixaram o sarrafo nos jornalistas e nos manifestantes contra o projeto que estavam na porta do Congresso.
Chávez tem agora em seu poder a maior máquina de doutrinação que uma sociedade pode dispor, o sistema público de ensino. Este é de longe o passo mais desastroso que o ditador tomou para o futuro do seu país. Os venezuelanos deram sua economia ao governo, agora vão dar seus corpos e mentes aos delírios deste gorila.
Embora a Venezuela tenha se tornado um paraíso do tráfico e Caracas a cidade mais violenta das Américas, Chávez poderá ensinar às crianças que este é o caminho para um mundo melhor.
Educação é um assunto privado. Cabe aos pais escolherem o tipo de educação que devem dar aos filhos, e cabe aos filhos decidirem oque querem ser da vida quando adultos.
É mentira que o governo seja responsável por dar educação ao povo. Ele pode e deve facilitar o acesso dos menos favorecidos às escolas, mas não pode nos dizer o que devemos aprender.
Educação bancada e estruturada pelo governo, não é educação, é doutrinação. Educação é dar ferramentas para que o estudante descubra o mundo por si mesmo. Doutrinação é forçar uma visão de mundo ao estudante.
Antonio Gramsci sabia do imenso potencial de doutrinação do sistema público de educação, não admira que aconselhasse os socialistas a começar por ali a Revolução, aparelhando escolas e universidades.
No Brasil há dezenas de exemplos em livros didáticos oficiais e provas de vestibulares com claro viés ideológico. As faculdades de Ciências Humanas, Direito e Jornalismo estão infestadas de militantes, embora a doutrinação não seja oficial como na Venezuela. Mas a doutrinação oficial já começou aqui também, a Universidade Federal do Ceará acaba de criar um curso de jornalismo exclusivo para membros do MST. É a quota marxista. Imaginem o quão isentas serão essas reportagens...
Enquanto isso, pais que querem educar os filhos em casa podem até parar na cadeia, por negligência.

Wednesday, November 26, 2008

Escola sem Partido II


Imperdível a entrevista da antropóloga Eunice Graham nas Amarelas da VEJA.

"As faculdades de pedagogia formam professores incapazes de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria. Mais grave ainda, muitos desses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade."

"Eles confundem pensamento crítico com falar mal do governo ou do capitalismo. Não passam de manuais com uma visão simplificada, e por vezes preconceituosa, do mundo."

"Em vez de aprenderem a dar aula, os aspirantes a professor são expostos a uma coleção de jargões. Tudo precisa ser democrático, participativo, dialógico e, naturalmente, decidido em assembléia. "

"Eles (professores) são corporativistas ao extremo. Podem até estar cientes do baixo nível do ensino no país, mas costumam atribuir o fiasco a fatores externos, como o fato de o governo não lhes prover a formação necessária e de eles ganharem pouco. É um cenário preocupante. Os professores se eximem da culpa pelo mau ensino – e, conseqüentemente, da responsabilidade. Nos sindicatos, todo esse corporativismo se exacerba."

Sunday, November 23, 2008

Escola sem Partido


A Veja já publicou, Reinaldo Azevedo já denunciou, Ali Kamel já falou, mas ainda são poucos, muito poucos, os que se dão conta da enorme doutrinação esquerdista em prática nas escolas públicas e privadas do país.
Eu mesmo adorava geografia quando criança. Queria saber nomes de rios e cordilheiras. Curiosamente nunca aprendi isso em aulas de geografia. Os professores estavam mais preocupados com os problemas sociais e a consciência crítica dos alunos. É por isso que é acada vez mais difícil achar um energúmeno na rua capaz de apontar nosso continente no mapa.
Dificilmente haverá maneira mais eficiente de se manipular uma massa imensa de mentes ainda imaturas do que usando a rede de educação primária.
A verdade é que a educação é uma arma muito poderosa para poder ser usada assim deliberadamente por grupos interessados em pregar uma determinada versão da história, sejam eles comunistas, militares, creacionistas ou seja lá o que for. Aliás eu não sei quem inventou a idéia de que a educação deve ser uma prerrogativa do Estado.
É uma idéia demasiadamente perigosa. A mente de seus filhos nas mãos do governo. Aarrgh.
O que é mais incrível é que no Brasil, se você quiser educar seus filhos em casa, pode ser acusado de negligência parental.
E por mais que a humanidade tenha se desenvolvido, a maioria das pessoas não conseguiria ler hoje livros que eram lidos há cem anos atrás por considerá-los demasiadamente complicados. Aliás, apesar do grande acesso a escolas, a grande maioria da população não consegue nem interpretar um texto.
Bem, na vida de hoje, os pais querem mesmo é se livrar dos filhos ao menos por um período do dia. E esperam que os filhos estejam aprendendo alguma coisa. Só que aqui no Brasil pelo menos, eles não tem idéia do que os filhos estão aprendendo.
A estratégia da doutrinação foi bem usada, não só no Brasil como no resto do mundo, e o resultado desastroso é o que Olavo de Carvalho chama de padronização da opinião pública.
O triângulo academia-imprensa-show business que ocupa todo o espaço na mídia foi dominado, com raras exceções, pelo esquerdismo militante. É o sonho de Antonio Gramsci tornado realidade. Do aquecimento global a Barack Obama, visões divergentes daquela divulgada pelo beautiful people desse triângulo são descartadas como fruto de conspirações, delírios, racismos e reacionarismos.
É uma bola de neve, a universidade contamina a escola, a escola forma os profissionais que vão ocupar o espaço da mídia, a mídia padroniza a informação segundo a doutrina recebida na escola.
Livros, livros e mais livros neles.
Por uma escola sem partido!