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Thursday, October 28, 2010
Monday, August 16, 2010
Thursday, June 24, 2010
Bird Song
A partir de uma fotografia de pássaros nos fios dos postes de iluminação pública, publicada no jornal 'Estado', o músico e publicitário Jarbas Agnelli compôs uma música.
Jarbas Agnelli explica que os "pássaros empilhados viraram acordes e os solitários, notas no teclado. Depois coloquei o xilofone e, na sequência, clarinete, fagote e oboé". Explica ainda que "A inspiração pode vir de qualquer lugar, mas é preciso estar atento".
Agnelli estava desenvolvendo a partitura dos pássaros quando resolveu entrar em contato com Paulo, que enviou a foto integral. "Não acreditei que ele tivesse entendido o que eu vi na hora que fiz a foto. Para mim, os pássaros também pareciam notas" afirmou Paulo.
Somente após o contato é que a composição foi totalmente concluída. "Quando recebi, vi que a versão editada no jornal tinha eliminado oito pássaros, ou seja, quatro notas no início e quatro no final da música. Fiquei surpreso porque era exatamente o que faltava para finalizar a melodia" disse Agnelli.
O repórter fotográfico é Paulo Pinto, 49 anos, do jornal 'Estado'. O compositor é Jarbas Agnelli, 46 anos. Agnelli é um premiado publicitário, que já trabalhou na W/Brasil e hoje é proprietário da AD Studio.
Há gente ainda capaz de achar beleza no mais inusitado...
Jarbas Agnelli explica que os "pássaros empilhados viraram acordes e os solitários, notas no teclado. Depois coloquei o xilofone e, na sequência, clarinete, fagote e oboé". Explica ainda que "A inspiração pode vir de qualquer lugar, mas é preciso estar atento".
Agnelli estava desenvolvendo a partitura dos pássaros quando resolveu entrar em contato com Paulo, que enviou a foto integral. "Não acreditei que ele tivesse entendido o que eu vi na hora que fiz a foto. Para mim, os pássaros também pareciam notas" afirmou Paulo.
Somente após o contato é que a composição foi totalmente concluída. "Quando recebi, vi que a versão editada no jornal tinha eliminado oito pássaros, ou seja, quatro notas no início e quatro no final da música. Fiquei surpreso porque era exatamente o que faltava para finalizar a melodia" disse Agnelli.
O repórter fotográfico é Paulo Pinto, 49 anos, do jornal 'Estado'. O compositor é Jarbas Agnelli, 46 anos. Agnelli é um premiado publicitário, que já trabalhou na W/Brasil e hoje é proprietário da AD Studio.
Há gente ainda capaz de achar beleza no mais inusitado...
Wednesday, June 23, 2010
Tuesday, June 22, 2010
Monday, May 31, 2010
Wednesday, May 26, 2010
O sertão vai virar mar

Vosmecê conhece a caatinga?
Eu já andei pela caatinga do sertão nordestino.
Sertão mesmo, de caatinga, aquele descrito por Euclides da Cunha e Graciliano Ramos. O céu é daquele “azul terrível, que deslumbrava e endoidecia a gente”. O sol, inclemente. A poeira, as pedras, os leitos de rios secos, os mandacarus e xiquexiques.
E no meio de tudo o homem, o sertanejo. Casas de pau a pique, paredes de barro, telhado de palha, chão de terra batida, sem água, nem luz, nem gás. Esgoto nem pensar.
Às vezes, na beira da estrada, em açudes, mulheres que aparentavam 20 anos a mais do que realmente tinham, tomavam banho com suas crianças. Elas, seminuas, peitos encostando nos joelhos, judiadas. As crianças magricelas, com aquele bucho de verminose. Freqüentemente o que tinham para comer era caju com farinha.
O sertão sempre maltratou o homem, não é à toa que tantos fugiram dali, inclusive nosso presidente.
No fim dos anos 80, me lembro de ter feito uma viagem de carro com meu pai do Piauí a São Paulo. De Teresina a Floriano, dali a Gilbués, Corrente, Formosa, Riachão das Neves, aí chegava-se a Barreiras na Bahia.
Virando à esquerda, ia-se até Mimoso do Oeste, um distrito de Barreiras, e dali pegava-se a BR-020 que cortava o sertão baiano até entrar em Goiás e chegar-se ao Distrito Federal.
Era o trecho mais desolador da viagem. Passamos 4 horas na estrada reta, sem cruzar viv’alma pelo caminho. Só caatinga, sequidão, buracos e poeira. Nenhum sinal de vida. Aqui e acolá um bode, ou uma carcaça de vaca embranquecendo ao sol.
Meu pai percorreu a mesma estrada esses dias. Mimoso do Oeste virou hoje o município de Luís Eduardo Magalhães, é a décima economia da Bahia e tem uma das maiores rendas per capita do Brasil. A região, a de maior concentração de pivôs de irrigação do país, produz 60% dos grãos do estado.
O gadinho curraleiro, de costelas aparecendo, sumiu para dar lugar a gado com a melhor genética brasileira.
Campos de soja são intermináveis, algodoais fazem crer que caiu neve no sertão.
No sul do Piauí a mesma coisa. Agora o eucalipto chega por ali, e a Embrapa faz experimentos com figos, maçãs, uvas e até oliveiras israelenses.
O que era caatinga virou uma promissora fronteira da agroeconomia. Mesmo no que ainda é caatinga, como na região em volta de Picos no Piauí, hoje existem alternativas para o homem do campo. Picos é um dos maiores pólos exportadores de mel do país, mel silvestre, sem contaminação e de excelente qualidade.
Por isso, quando vosmecê ouvir alguém dizer que o agronegócio oprime o trabalhador, quando um padre ou um bispo de olhos vermelhos falar que o agronegócio cria uma multidão de excluídos, quando uma atriz de rosto bonito e cabeça oca dizer que é contra a obra de transposição de um rio, quando um intelectual de apartamento e bandeira vermelha na mão dizer que o agronegócio provoca o êxodo rural e que é por causa dele que há favelas na cidade, desconfie.
Dê uma volta em Luís Eduardo Magalhães. Veja se a vida do sertanejo do lugar, que hoje tem emprego, plano de saúde e pode pagar escola está melhor ou pior de quando não havia agronegócio por ali.
Ou seria preferível amarrá-los para sempre à própria miséria condenando-os a viver com uma bolsa-esmola todo mês em troca da adulação eterna?
O sertão pode sim, virar um mar de prosperidade. E não vai ser com esmola, vai ser com a força de quem trabalha e produz.
Monday, April 19, 2010
Sunday, April 11, 2010
Friday, April 09, 2010
Friday, March 26, 2010
Tuesday, March 23, 2010
Sonetto 104

Sonetto 104
Pace non trovo, et non ò da far guerra;
et temo, et spero; et ardo, et son un ghiaccio;
et volo sopra il cielo, et giaccio in terra;
et nulla stringo, et tutto 'l mondo abbraccio.
Tal m'à in pregion, che non m'apre né serra,
né per suo mi riten né scioglie il laccio;
et non m'ancide Amore, et non mi sferra,
né mi vuol vivo, né mi trae d'impaccio.
Veggio senza occhi, et non ò lingua et grido;
et bramo di perir, et cheggio aita;
et ò in odio me stesso, et amo altrui.
Pascomi di dolor, piangendo rido;
egualmente mi spiace morte e vita:
in questo stato son, donna, per voi.
Petrarca
Thursday, February 18, 2010
Pra Você Guardei o Amor

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Nando Reis
(Só tinha clipe brega mas fazer o quê, a música é bonita)
Wednesday, February 17, 2010
Wednesday, February 03, 2010
Grammy Awards
Tenho minhas dúvidas se isso ainda é country, mas gostei dela. Ladies and gentlemen: Taylor Swift!
Sherlock Holmes

Eu li toda a obra de Conan Doyle. Sei exatamente como era o Sherlock literário imaginado por Doyle.
Em aparência é verdade que Sherlock Holmes estava muito mais para Basil Rathbone do que para Robert Downey Jr. E no entanto, assim como o James Bond de Daniel Craig, achei que esse outro ícone britânico merecia uma repaginada no cinema.
Bond deixou de ser o cara de pau meio cafajeste e irônico para se tornar o assassino fleugmático, físico e brilhante que um agente secreto deve ser, sem no entanto perder o que lhe faz ser Bond.
O Sherlock Holmes de Downey Jr. também é mais físico, sem perder a agudeza mental. E esse ar de superioridade irritante é a especialidade do ator. A dupla com o Watson de Jude Law fica melhor ainda. Perde-se aquela imagem de Dom Quixote e Sancho Pança e o que vemos é uma dupla que realmente se completa em qualidades e defeitos.
Além do mais é divertido ver o detetive em vez daquele ar sério de lupa e cachimbo torto de ressaca em casa, fazendo experimentos estranhos, brigando na ruae sacaneando o Watson em um cenário fantástico da sombria Londres vitoriana.
E vale a pena a música divertida do filme também. Aqui, The Dubliners:
Monday, January 11, 2010
Sunday, November 29, 2009
Tuesday, November 17, 2009
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