Showing posts with label Economia. Show all posts
Showing posts with label Economia. Show all posts

Friday, July 30, 2010

Entraves para a Indústria


A apresentação acima, feita pela FIESP sintetiza de maneira rápida e clara através de gráficos quais são os entraves para o desenvolvimento da indústria no país.
Algumas conclusões rápidas:

1. Crescimento do PIB é diretamente ligado ao crescimento da indústria de transformação
2. O crescimento da nossa indústria está estagnado
3. Os principais entraves são tributação, juros/crédito e mão de obra qualificada
4. Temos uma carga tributária que não é condizente nem com o PIB, nem com a renda e nem com o IDH do país
5. Carga alta = estagnação da indústria, que paradoxalmente é a atividade que mais arrecada
6. Carga alta = maior necessidade de capital de giro, que no Brasil têm o maior custo do planeta
7. Juros e spread limitam crédito e crescimento
8. Alfabetização e escolaridade melhorando, mas ainda abaixo dos países competitivos. A China forma 600 mil engenheiros por ano (40% dos formandos), o Brasil, 30 mil (8% dos formandos.
9. Investimento em P&D não se reflete em patentes e uso comercial
10. Corrupção custa R$ 41,5 bilhões ao ano ao país, a burocracia outros R$ 46,3 bilhões

E a Dilma ainda discursa para empresários dizendo que não vai reduzir a carga tributária de maneira nenhuma sem escutar um pio de volta.
E la nave va...

Wednesday, May 26, 2010

O sertão vai virar mar


Vosmecê conhece a caatinga?
Eu já andei pela caatinga do sertão nordestino.
Sertão mesmo, de caatinga, aquele descrito por Euclides da Cunha e Graciliano Ramos. O céu é daquele “azul terrível, que deslumbrava e endoidecia a gente”. O sol, inclemente. A poeira, as pedras, os leitos de rios secos, os mandacarus e xiquexiques.
E no meio de tudo o homem, o sertanejo. Casas de pau a pique, paredes de barro, telhado de palha, chão de terra batida, sem água, nem luz, nem gás. Esgoto nem pensar.
Às vezes, na beira da estrada, em açudes, mulheres que aparentavam 20 anos a mais do que realmente tinham, tomavam banho com suas crianças. Elas, seminuas, peitos encostando nos joelhos, judiadas. As crianças magricelas, com aquele bucho de verminose. Freqüentemente o que tinham para comer era caju com farinha.
O sertão sempre maltratou o homem, não é à toa que tantos fugiram dali, inclusive nosso presidente.
No fim dos anos 80, me lembro de ter feito uma viagem de carro com meu pai do Piauí a São Paulo. De Teresina a Floriano, dali a Gilbués, Corrente, Formosa, Riachão das Neves, aí chegava-se a Barreiras na Bahia.
Virando à esquerda, ia-se até Mimoso do Oeste, um distrito de Barreiras, e dali pegava-se a BR-020 que cortava o sertão baiano até entrar em Goiás e chegar-se ao Distrito Federal.
Era o trecho mais desolador da viagem. Passamos 4 horas na estrada reta, sem cruzar viv’alma pelo caminho. Só caatinga, sequidão, buracos e poeira. Nenhum sinal de vida. Aqui e acolá um bode, ou uma carcaça de vaca embranquecendo ao sol.
Meu pai percorreu a mesma estrada esses dias. Mimoso do Oeste virou hoje o município de Luís Eduardo Magalhães, é a décima economia da Bahia e tem uma das maiores rendas per capita do Brasil. A região, a de maior concentração de pivôs de irrigação do país, produz 60% dos grãos do estado.
O gadinho curraleiro, de costelas aparecendo, sumiu para dar lugar a gado com a melhor genética brasileira.
Campos de soja são intermináveis, algodoais fazem crer que caiu neve no sertão.
No sul do Piauí a mesma coisa. Agora o eucalipto chega por ali, e a Embrapa faz experimentos com figos, maçãs, uvas e até oliveiras israelenses.
O que era caatinga virou uma promissora fronteira da agroeconomia. Mesmo no que ainda é caatinga, como na região em volta de Picos no Piauí, hoje existem alternativas para o homem do campo. Picos é um dos maiores pólos exportadores de mel do país, mel silvestre, sem contaminação e de excelente qualidade.
Por isso, quando vosmecê ouvir alguém dizer que o agronegócio oprime o trabalhador, quando um padre ou um bispo de olhos vermelhos falar que o agronegócio cria uma multidão de excluídos, quando uma atriz de rosto bonito e cabeça oca dizer que é contra a obra de transposição de um rio, quando um intelectual de apartamento e bandeira vermelha na mão dizer que o agronegócio provoca o êxodo rural e que é por causa dele que há favelas na cidade, desconfie.
Dê uma volta em Luís Eduardo Magalhães. Veja se a vida do sertanejo do lugar, que hoje tem emprego, plano de saúde e pode pagar escola está melhor ou pior de quando não havia agronegócio por ali.
Ou seria preferível amarrá-los para sempre à própria miséria condenando-os a viver com uma bolsa-esmola todo mês em troca da adulação eterna?
O sertão pode sim, virar um mar de prosperidade. E não vai ser com esmola, vai ser com a força de quem trabalha e produz.

Saturday, November 07, 2009

Monkey business


A Brasil Telecom me ligou para estar me oferecendo um pacote muito bom para meu telefone fixo, mas eu era obrigado a levar um celular junto.
Eu não queria mas inexplicavelmente ia sair mais barato se eu aceitasse e simplesmente não usasse o celular. Foi o que eu fiz. O celular ficou na gaveta.
A GVT chegou na minha rua, mais barata do que a Brasil Telecom. Pedi a portabilidade do fixo e me deram, mas avisaram que eu não poderia cancelar o celular e continuaria pagando a franquia.
O celular tinha uma fidelidade de um ano.
Por sugestão do próprio atendente, pedi que mudassem o celular da Brasil Telecom para a Oi. Como agora é a mesma empresa, fizeram sem reclamar.
A Oi me mandou um chip. Meu celular virou Oi, o contrato com a Brasil Telecom foi terminado, e não havia mais fidelidade.
Liguei para a Oi e cancelei a linha de celular que eu nunca havia usado em primeiro lugar.
Monkey business.
Porque não aparece uma operadora que diga o preço do minuto é x, pra qualquer lugar, pra qualquer operadora, você paga o que usar...
Mas para que simplificar se a gente pode complicar não é?

Thursday, October 08, 2009

Leviathan


A revista Exame de 07/10 traz uma série de reportagens que nos fazem refletir sobre o tema estampado em seu editorial: qual o nível ideal de intromissão do Estado no mercado?
Bem, a capa da revista é sobre a notável expansão do frigorífico JBS, e o sucesso do estilo Frog (from Goiás) de administrar dos irmãos Batista, que elimina degraus na hierarquia e na cadeia de comando, fazendo as decisões mais rápidas e o contato da gerência com as fábricas mais eficiente.
A reportagem deixa claro no entanto que as formidáveis aquisições do JBS no mundo inteiro (Swift, Smithfield, Inalca, Pilgrim's Pride, Bertin etc) só foram possíveis graças aos aportes de capital efetuados pelo BNDES, que também já é sócio da BR Foods (Sadia+Perdigão) e do Marfrig, para ficar só na área de alimentos. Enquanto centenas de pequenas indústrias lutam para sobreviver em meio a fúria da Receita Federal e enterradas na burocracia legislativa, um punhado de famílias se regala com o leite de pata da viúva, que nem mesmo sabe como essas mega-neo-semi-estatais podem ser administradas em todo seu gigantismo.
Outra reportagem mostra os desentendimentos entre o presidente da Vale Roger Agnelli e o governo Lula, que insiste em dar palpites nos negócios da empresa. Agnelli, outrora aliado de Lula está a perigo na diretoria da empresa por confrontar figuras como Edison Lobão, mionistro das Minas e Energia que quer criar uma nova estatal mineradora, Guido Mantega do Planejamento e o próprio Lula que acha por exemplo um absurdo que a Vale exporte minério de ferro em vez de aço, mesmo se aquele dá à empresa uma margem de lucro muito maior.
A revista também mostra como a Receita tem retido o dinheiro de incentivos fiscais que deveriam ser devolvidos à empresas exportadoras, que chegam a brigar até 10 anos na justiça para reaver oq ue é delas por lei. Enquanto isso, o governo insiste em enfrentar a crise aumentando seus gastos com funcionalismo, uma estratégia que no futuro irá certamente demandar novos aumentos de impostos. O PAC? O PAC não existe, é uma ficção eleitoreira de Dilma Roussef. Os investimentos do PAC até agora representam 0,36% do PIB brasileiro.
O Pré Sal e sua nova estatal é outro tema. Como a Petrosal, o gasto é do contribuinte e o risco de exploração é do País. Tudo por causa do pavor da iniciativa privada.
Esse neo-estatismo, cuja inspiração vem da China e da extinta União Soviética todos nós sabemos onde vai dar. Em nenhum lugar do mundo, em nenhum momento da história, o Estado foi mais competente para administrar empresas do que a iniciativa privada.
Reduzir impostos e investir em educação e pesquisa faria à economia nacional um bem muito maior do que qualquer nova estatal e as obras de papel do PAC.
A crise recente no sistema financeiro mundial foi a desculpa que a esquerda precisava para que o Estado extendesse seus tentáculos pela sociedade como um câncer. E no entanto reflitam. O capitalismo amoral que gerou a crise financeira foi criado pela própria esquerda, aquela de maio de 68. Em sua guerra cultural, lutou para destruir tudo o que dava sustentação moral à sociedade ocidental. Lutou, e ainda luta, para destruir o conceito de família, a religião e as tradições. E dessa sociedade amoral que nasce a selvageria do mercado. É essa selvageria que o Estado hoje deve regular. O resto é andar para trás.

Wednesday, September 23, 2009

Chorando o leite derramado



Agricultores europeus aspergindo leite sobre um campo belga, em protesto contra a política agrícola comunitária e a situação das leiterias.
Esse é um exemplo do que acontece quando um Super-Estado centralizador tenta regular o mercado.

Saturday, June 27, 2009

A Embraer é nossa


Meu irmão, pai da minha afilhada, trabalha na Embraer como engenheiro. Mas do que ninguém ele sabe do sucesso que a empresa anda fazendo por aí. Pois ele me presenteou, para fazer graça, com um livrinho escrito por sindicalistas de São José dos Campos intitulado A Embraer é Nossa. E o prefácio, chiquérrimamente vermelho é escrito por Plínio de Arruda Sampaio. Eles acham que os trabalhadores devem tomar conta da empresa antes que ela vire uma subsidiária da Boeing ou da Airbus. Abaixo algumas conclusões tiradas da "obra" com os meus comentários:

"Nossa tese é simples: se a iniciativa privada é incapaz de proteger e defender a indústria aeronáutica brasileira e seu patrimônio mais importante (o corpo de operários, técnicos e engenheiros), deve sair de cena e entregar para o Estado a gerência de nossos recursos, sob controle dos trabalhadores."
Ah, o proletariado no poder, aí a gerência vai ser boa mesmo. Olha o exemplo que vem de Brasília!

"A burguesia nacional, rvelando sua debilidade histórica, para não falar de sua covardia como classe, prefere associar-se ao grande capital financeiro multinacional, comendo as migalhas que caem do prato imperial, do que assumir o papel dirigente de um projeto de desenvolvimento genuinamente nacional, independente do imperialismo e em confronto com ele."
Depende, no prato imperial tem peru e melão com presunto?

"Ou a Embraer toma o caminho da reestatização ou se resignará ao nicho de mercado, sujeitando-se a uma concorrência brutal... Ou toma o caminho da reestatização ou se tornará, nas mãos de especuladores internacionais, uma empresa subcontratada, como montadora final, sem domínio da tecnologia e a serviço das gigantes do setor."
Concorrência pra quê, bom mesmo é monopólio não é? Os russos eram tão felizes com a Lada! E o sindicato domina bem a tecnologia aeroespacial?

"...o Estado brasileiro, ao reestatizar a Embraer, somente estaria reavendo o controle de uma empresa que ele segue financiando com os cofres públicos. Neste sentido, a reestatização da empresa sem nenhuma indenização é o caminho para reestruturar a empresa e recuperar os postos de trabalho."
Opa, olha o fantasma chavista aparecendo... Toma de volta e nem precisa pagar nada.

"Aparentemente, a mudança de donos da Embraer não teria muitas consequências para o país, mas não é assim: a venda da Embraer para banqueiros estrangeiros é a culminação de um processo de recolonização do Brasil e a perda da soberania nacional."
Pois é perdemos tanta soberania que agora estamos vendendo mais aviões do que nunca aos gringos. Precisamos parar com isso...Chega de andar de avião, além de tudo olha o tamanho da pegada de carbono. Vamos expulsar os imperialistas daqui, reabrir a Gurgel e botar todo mundo para andar de X-12.

Alguém aí em sã consciência acha que a Embraer, a Vale do Rio Doce, as empresas de telefonia estariam melhores do que estão hoje se tivessem sido deixadas nas mãos do governo? Ou que nossos automóveis e computadores hoje seriam melhores se ainda houvesse reserva de mercado? Os sindicalistas acham. E pior é que o governo do PT também acha, já que está tentando reestatizar a telefonia e as empresas de alimentos através do BNDES e dos Fundos de Pensão. Credo!
E adivinha onde havia uma faixa bem grande escrita A EMBRAER É NOSSA? No meio dos grevistas do Sintusp, lá na Fefeléchi, como se o problema fosse deles.
Essa turma acha que vive em outubro de 1917.

Wednesday, June 17, 2009

Brasil, um país de...


Carga tributária brasileira atinge 38,45% do PIB!
Isso porque ela diminuiu um pouquinho...

Tuesday, May 26, 2009

Dia da liberdade de impostos


Hoje é 25 de maio.
Até agora os brasileiros já pagaram este ano mais de R$ 400 bilhões em impostos.
A data é significativa porque do dia 1° de janeiro até hoje, você trabalhou para o governo.
É isso mesmo, tudo o que você ganhou com o seu trabalho de 01/01/2009 até 25/05/2009 equivale ao que você paga no ano em tributos ao Estado.
Hoje, em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte será realizado o dia da Liberdade de Impostos.
Para lembrar a data e chamar a atenção da opinião pública para a questão, a população pode adquirir gasolina (embora em quantidade limitada) sem o preço dos tributos.
Em São Paulo, o Dia da Liberdade de Impostos está sendo organizado pelo Instituto Mises Brasil.
Recebi esses dias uma simpática mensagem de Hélio Beltrão neste blog.
Hélio é do Instituto Mises.
E é filho de outro Hélio que deu nome ao Instituto Hélio Beltrão que trabalha pela desburocratização do Estado.
Fazem parte dos poucos e bravos que combatem esse câncer do Estatismo em nossa sociedade.

Subsídios


Mais de um terço de todo o orçamento da União Européia é destinado a subsídios agrícolas.
A Europa justifica os subsídios em nome da própria segurança alimentar. Com elevados custos de produção, a comercialização e industrialização dos produtos agrícolas europeus seria inviável se não fosse a interferência do Estado.
Fora isso os subsídios ajudam a manter a população rural no campo, a conservar a paisagem e o meio ambiente e a manter a produção das regiões rurais mais tradicionais.
Para o resto do mundo, os subsídios distorcem preços e o mercado internacional, e penalizam produtores mais eficientes e não subsidiados como o Brasil.
Até aí tudo bem, mas se você achava que quem estava recebendo o tutu de Bruxelas era aquele típico paisano criando ovelha na montanha e fazendo queijo bolorento, pense de novo.
Pela primeira vez a UE obrigou seus países membros a tornar público o nome dos beneficiários dos subsídios agrícolas.
E ao que parece, a realeza e multinacionais são os maiores beneficiários da mamata.
A rainha da Inglaterra recebeu em subsídios no ano passado a módica quantia de 530.000 euros. O príncipe Charles e sua horta orgânica 180.000 euros.
Duas empresas italianas produtoras de açúcar receberam mais de 100 milhões de euros cada uma.
Dos top 5 da lista, só a multi irlandesa Greencore Group, processadora de alimentos, não era italiana. A Greencore recebeu 83 milhões.
A francesa Doux, produtora de frangos e dona da Frangosul recebeu 62 milhões.
Na Holanda, foram duas produtoras de açúcar também as maiores beneficiárias, com mais de 26 milhões de euros cada uma.
A Alemanha se recusou a publicar os dados em nome da privacidade das empresas e a Comissão Européia vai iniciar uma ação legal contra o país. A idéia é tornar o sistema todo mais transparente.
Enquanto isso o mega-estado europeu faz seu contribuinte pagar cada vez mais por uma política agrícola insustentável.
E graças às taxas extorsivas cobradas por exemplo em cima do açúcar brasileiro, indiano ou sul africano, os consumidores europeus pagam o dobro do que pagariam por uma colherzinha do produto para por no café.
A UE parece não entender também que o livre comércio ajudaria mais o Terceiro Mundo a sair da pobreza do que toda a ajuda financeira e toda a miríade de ONGs inúteis que eles despacham mundo afora.
Deveriam usar seus subsídios para proteger realmente o paisano queijeiro e a agricultura familiar tradicional com suas hortas orgânicas (mas não a do príncipe, eu acho que ele pode muito bem se virar sozinho).

Thursday, May 21, 2009

Negócio da China


Há uns dias escrevi que o governo Lula estava tentando reestatizar a economia brasileira através de massivos investimentos do BNDES em empresas privadas.
O Estadão divulgou agora que os fundos de pensão - que controlam a Perdigão - e o BNDES planejam comprar pelo menos 50% - se possível até 65% - das ações a serem emitidas até o fim de julho pela Brasil Foods, a companhia formada por Sadia e Perdigão.
Os fundos contam com o BNDES para criar um grupo de acionistas afinado e forte o suficiente para definir os rumos da Brasil Foods, sem depender de outros sócios. Pertencentes a estatais, são liderados pela Previ, do Banco do Brasil. Deverão investir de R$ 1,3 bilhão a R$ 2 bilhões.O BNDES planeja investir de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão.
É a Terceira Via Bananeira, o Capitalismo de Estado no melhor estilo chinês.
Está acontecendo nos frigoríficos, aconteceu na telefonia e vai acontecer cada vez mais.
Empresas que foram irresponsáveis em suas decisões financeiras e administrativas são recompensadas pelo governo.
Perde o contribuinte, perde o consumidor e perdem os produtores rurais com a eliminação da livre concorrência, um dos pilares do mercado.
Ganham os donos do poder com mais algumas boquinhas e cargos a distribuir. Y otras cositas más.
Vejam o exemplo da Petrobrás, uma verdadeira caixa-preta em segredos administrativos. Sua função mais estratégica não é extrair petróleo para combater a pobreza (como se isso acontecesse em qualquer país produtor de petróleo do terceiro mundo), é a de sustentar com suas verbas de publicidade os veículos de imprensa que apóiam o governo.
Enquanto isso pequenos empresários têm que sobreviver e investir com o crédito mais caro e curto do planeta, uma burocracia sufocante e com uma carga tributária escandinava em troca de serviços públicos africanos. Se a Sadia quebrasse seriam 60.000 empregos perdidos. Mas suas fábricas seriam compradas por outros que continuariam produzindo. E quantos empregos seriam criados se os problemas aqui citados de burocracia, carga tributária e crédito para investimentos fossem resolvidos?

Friday, May 08, 2009

Yes, nós somos bananas

Andei passeando por São Paulo, conversando com gente importante das indústrias de alimentos deste país.

Depois da era do dinheiro fácil, onde todo mundo recebia crédito a rodo, a marolinha do Lula chegou para trazer todo mundo de volta à Terra.

Hoje, esses grandes empresários estão todos com a corda no pescoço, precisando desesperadamente de crédito, alguns já quebrados, outros com dívidas impagáveis, outros estudando fusões e joint-ventures.

A quem eles recorrem nessa hora? Ao todo poderoso BNDES.

É interessante notar como o governo Lula está fazendo uma gigantesca reestatização da economia através do BNDES. Comprando ações das empresas em crise para tirá-las do sufoco, o BNDES já virou sócio dos maiores frigoríficos do país. E não vai parar por aí.

Coisa típica de socialista que adora essas empresas mastodônticas e mal geridas onde a chance de corrupção e intervenção é imensa.

Ah, mas um dia a casa cai.

O governo poderia ajudar muito mais a indústria brasileira (toda ela, não só seus sócios) de outras formas, como por exemplo mandar deputado parar de pagar passagem pra família visitar a Europa e duplicar uma BR163 que mata vários desgraçados por dia tentando transportar nossa produção agrícola para o porto.

Um outro exemplo? Nos procedimentos para a exportação de alimentos foi criado o Vigiagro, uma invenção estúpida para checar a qualidade do que é exportado. Só que é um trabalho que já havia sido feito pelo Serviço de Inspeção Federal e pelas secretarias de Defesa. É o governo checando o que já estava checado.

Isso atrasa uns três dias a exportação de qualquer coisa. Imaginem o valor de tudo o que o Brasil exporta em alimentos, três dias parado, a juros de 12%. Quanto vale o show?

O pior é que essa mentalidade burocrática parece ser um mal deste país bananeiro, parece ser absorvida por todo mundo. Levei um importador de vinhos holandês à Expovinis em São Paulo, a maior feira de vinhos do Brasil. Ele queria comprar vinho brasileiro. Ganhamos dois convites, e no verso preenchemos todos os dados que nos pediram, nome, cpf, endereço, data de nascimento (para que?), empresa e etc. Na entrada da exposição haviam 4 gurias passando todos os dados do convite para um computador para em seguida imprimir um crachá. Isso criou uma fila gigantesca de uma hora de duração. Parecia o crediário das Casas Bahia ou a fila da Caixa em dia de pagamento do funcionalismo.

O holandês desistiu daquilo e eu só não disse à cretina que nos proibiu de entrar o que ela deveria fazer com o convite porque mamãe me deu educação.

Para comprar um maldito caderno na papelaria preciso fazer um cadastro, o vendedor passa um pedido, eu pago no caixa e busco o raio do caderno no balcão de pacotes.

Porque tudo aqui precisa virar um cartório, uma enrolação, uma perda de tempo, de paciência e obviamente de dinheiro?

Um outro exemplo? Eu levei meses tentando descobrir os meandros da Receita Federal para conseguir uma habilitação para fazer importação e exportação, para finalmente descobrir que o estado do Mato Grosso do Sul recolhe ICMS de quem exporta. Ou seja, em vez de incentivar a exportação ele a penaliza. Só se consegue isenção se você der um jeitinho com o governo.

Eu digo que todo empresário que recolhe seus impostos, paga seus trabalhadores, cria empregos e sobrevive do que produz e vende, sem boquinha do BNDES, mereceria um troféu do tamanho da catedral de Brasília.

O que ele ganha hoje é uma banana.

Sunday, April 19, 2009

Friday, April 17, 2009

Garrote Fiscal


Do site de Joelmir Beting:

Segundo o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, a arrecadação total de tributos federais, estaduais e municipais, desde 1º de janeiro, vai alcançar R$ 300 bilhões, redondão, nesta sexta-feira, 17 de abril.
Ano passado, essa marca foi atingida dia 14, três dias antes. E em 2007, quase meio mês depois, em 1º de maio.
Na marcha de agora, os brasileiros pagarão de impostos cerca de R$ 1 trilhão, este ano - ou R$ 2,8 bilhões por dia.
Carga tributária da ordem de 38% do PIB, para uma capacidade contributiva da economia e da sociedade de, no máximo, 24% do PIB.
É garrote puro.


Enquanto isso tem deputado levando Adriane Galisteu e suas amigas passear no Carnaval de graça! E pensar que esse é o mais pé rapado dos picaretas...

Thursday, April 09, 2009

Populismo rasteiro


Lembram dessa campanha do Banco do Brasil? É o Banco do Bruno, é o Banco da Dona Maria, agora é o Banco do Lula e da Dilma.
Sigam o raciocínio.
O PSDB tem Serra e Aécio, fortes candidatos à Presidência em 2010.
O PT tem Dilma, com aquele carisma de atendente de cartório, que vai na onda da popularidade de Lula.
A popularidade de Lula está diretamente ligada à economia do país.
A economia descobriu que o que está atravessando não é uma marolinha.
A popularidade de Lula, e de Dilma no vácuo, escorrega.
Lula e Dilma tomam uma medida populista com a de demitir o presidente do Banco do Brasil, interferindo indevidamente não só na economia como na direção de um banco com ações negociadas em bolsa.
A petralhada aplaude.
As ações do BB caem 9%.
O governo dá mais um passo para controlar a sociedade.

Tuesday, January 27, 2009

Crise econômica, by Calvin & Hobbes


Do blog da Dicta & Contradicta

Monday, January 19, 2009

Banzai


E nestes tempos de crise, Haruka Nishimatsu, o CEO da Japan Airlines virou uma espécie de novo ídolo do proletariado.
Ao contrário de outros dirigentes de grandes empresas acostumados com gastos excessivos, grandes pompas e salários maiores ainda, Nishimatsu prima pela austeridade. Vai ao trabalho de trem, almoça no refeitório com os outros empregados e acaba de cortar 60% do próprio salário para ajudar a JAL sair da crise.
A CNN fez uma reportagem sobre seu estilo de vida em dezembro. O vídeo foi parar no YouTube e virou hit no mundo empresarial. O japonês está recebendo cartas de apoio de empresários e fãs do mundo inteiro.
Mas realmente, tem gente que come o pão que o diabo amassou em suas empresas e que realmente não merece perder o emprego e ainda por cima ver os big bosses, aqueles responsáveis por perdas de trilhões de dólares de pura incompetência, saírem com bônus de bilhões no bolso enquanto a casa cai. Caso dos bancos e montadoras americanos. Que aprendam um mínimo de decoro e sobriedade com Haruka Nishimatsu.

Mas...



Nada está tão ruim que não possa piorar. Se aqui é assim, imagine no Zimbábue.
A nota de 100 bilhões de dólares lançada há pouco tempo só compra uns três ovos.
Daqui a um mês não vai dar nem para comprar um chicrete de segunda mão.
Agora a Casa da Moeda de lá acaba de lançar a nota de 1 trilhão de dólares.
Ah se fosse do verdinho...
E enquanto o resto do mundo calcula o quanto a economia vai encolher, aqui no Brasil, mesmo os mais pessimistas falam em crescer menos. Não é assim uma marolinha mas dá para encarar. Afinal somos brasileiros e não desistimos nunca, só aos domingos e feriados.
E como lembra o amigo blogueiro empresário e marketeiro Miguel Cavalcanti: A crise chegou. E você, vai chorar ou vai vender lenço?
Boa essa.

Carga Pesada

Essa vem do blog Arrastão:

Leio no Congresso em Foco: "Segundo o IBPT, os brasileiros pagam em média R$ 800 de tributos por segundo, R$ 50 mil por minuto, R$ 3 milhões por hora, R$ 51 milhões por dia e R$ 2,2 bilhões por mês."
A reportagem, escrita por Eduardo Militão, informa ainda que "apenas nos primeiro cinco dias de janeiro foram arrecadados R$ 16 bilhões em impostos, contribuições e taxas", mesmo sem a CPMF. Em 2008, o recolhimento bateu R$ 1,06 trilhão.
Não sei você, mas de vez em quando eu penso a sério em desobediência civil.

Eu também, Janaína, eu também...
Impostos escandinavos, serviços africanos... os males do Brasil.

Monday, December 08, 2008

The Story of Stuff


Outro dia falei sobre consumo, e da minha ojeriza a essa vida moderna onde nos tornamos marionetes do marketing, gente que passa o dia todo tentando criar necessidades que até então não sabíamos que á gente tinha.
The Story of Stuff é um vídeo feito para internet produzido por Annie Leonard uma ongueira especialista em sustentabilidade. O vídeo, que me foi indicado por um amigo, apresenta um resumo bastante didático de como funciona nossa economia hoje.
Extração, processamento, distribuição, consumo, lixo. É essa basicamente a história das coisas. Só que no ritmo em que estamos em algum ponto o sistema vai quebrar.
Porquê? Bem, o consumo é o motor de toda a cadeia. Só que para acelerar o crescimento econômico, as pessoas precisam consumir mais. E como fazer isso?
É fácil, fabricando tranqueiras que vão estar obsoletas ou fora de moda em seis meses, aí você faz uma propaganda convencendo as pessoas de que elas precisam de uma tranqueira nova rapidinho.
O filme traz dados interessantes especialmente sobre os Estados Unidos:
- das 100 maiores economias do mundo hoje, 51 são corporações;
- Em 1950 os americanos consumiam em média metade do que consomem hoje;
- Cada americano é alvo de 3.000 propagandas por dia;
- 99% dos bens de consumo nos Estados Unidos são jogados no lixo no espaço de seis meses;
- Os Estados Unidos consomem 30% dos recursos naturais do planeta, com 5% de sua população;
A visão de Annie pode ser radical, mas qualquer um com um mínimo de massa cinzenta percebe que essa história vai acabar mal.
Eu sou um capitalista, um defensor da livre iniciativa. Mas o meu ideal de capitalismo é aquele onde cada homem pode ser dono do seu negócio, ser um padeiro, um fazendeiro, um sapateiro, um quitandeiro, um alfaiate. No meu capitalismo não existe telemarketing, outdoor, fashion week, big corporations fechando fábricas aqui e abrindo na China onde se paga uma merreca pelo dia de trabalho de alguém. E a big corporation não se junta com a very big corporation para criar uma extremely big corporation que em vez de criar oportunidades e opções, na verdade cria um monopólio que nos deixa sem escolha nenhuma.
Sim, eu sei, estou um século atrasado. Mas fazer o quê, sou um nostálgico conservador. Mas ainda sei me livrar das armadilhas do marketing.
O vídeo está aqui:
e dublado em português aqui: