Friday, August 06, 2010
Friday, July 30, 2010
Entraves para a Indústria
A apresentação acima, feita pela FIESP sintetiza de maneira rápida e clara através de gráficos quais são os entraves para o desenvolvimento da indústria no país.
Algumas conclusões rápidas:
1. Crescimento do PIB é diretamente ligado ao crescimento da indústria de transformação
2. O crescimento da nossa indústria está estagnado
3. Os principais entraves são tributação, juros/crédito e mão de obra qualificada
4. Temos uma carga tributária que não é condizente nem com o PIB, nem com a renda e nem com o IDH do país
5. Carga alta = estagnação da indústria, que paradoxalmente é a atividade que mais arrecada
6. Carga alta = maior necessidade de capital de giro, que no Brasil têm o maior custo do planeta
7. Juros e spread limitam crédito e crescimento
8. Alfabetização e escolaridade melhorando, mas ainda abaixo dos países competitivos. A China forma 600 mil engenheiros por ano (40% dos formandos), o Brasil, 30 mil (8% dos formandos.
9. Investimento em P&D não se reflete em patentes e uso comercial
10. Corrupção custa R$ 41,5 bilhões ao ano ao país, a burocracia outros R$ 46,3 bilhões
E a Dilma ainda discursa para empresários dizendo que não vai reduzir a carga tributária de maneira nenhuma sem escutar um pio de volta.
E la nave va...
Wednesday, May 26, 2010
O sertão vai virar mar

Vosmecê conhece a caatinga?
Eu já andei pela caatinga do sertão nordestino.
Sertão mesmo, de caatinga, aquele descrito por Euclides da Cunha e Graciliano Ramos. O céu é daquele “azul terrível, que deslumbrava e endoidecia a gente”. O sol, inclemente. A poeira, as pedras, os leitos de rios secos, os mandacarus e xiquexiques.
E no meio de tudo o homem, o sertanejo. Casas de pau a pique, paredes de barro, telhado de palha, chão de terra batida, sem água, nem luz, nem gás. Esgoto nem pensar.
Às vezes, na beira da estrada, em açudes, mulheres que aparentavam 20 anos a mais do que realmente tinham, tomavam banho com suas crianças. Elas, seminuas, peitos encostando nos joelhos, judiadas. As crianças magricelas, com aquele bucho de verminose. Freqüentemente o que tinham para comer era caju com farinha.
O sertão sempre maltratou o homem, não é à toa que tantos fugiram dali, inclusive nosso presidente.
No fim dos anos 80, me lembro de ter feito uma viagem de carro com meu pai do Piauí a São Paulo. De Teresina a Floriano, dali a Gilbués, Corrente, Formosa, Riachão das Neves, aí chegava-se a Barreiras na Bahia.
Virando à esquerda, ia-se até Mimoso do Oeste, um distrito de Barreiras, e dali pegava-se a BR-020 que cortava o sertão baiano até entrar em Goiás e chegar-se ao Distrito Federal.
Era o trecho mais desolador da viagem. Passamos 4 horas na estrada reta, sem cruzar viv’alma pelo caminho. Só caatinga, sequidão, buracos e poeira. Nenhum sinal de vida. Aqui e acolá um bode, ou uma carcaça de vaca embranquecendo ao sol.
Meu pai percorreu a mesma estrada esses dias. Mimoso do Oeste virou hoje o município de Luís Eduardo Magalhães, é a décima economia da Bahia e tem uma das maiores rendas per capita do Brasil. A região, a de maior concentração de pivôs de irrigação do país, produz 60% dos grãos do estado.
O gadinho curraleiro, de costelas aparecendo, sumiu para dar lugar a gado com a melhor genética brasileira.
Campos de soja são intermináveis, algodoais fazem crer que caiu neve no sertão.
No sul do Piauí a mesma coisa. Agora o eucalipto chega por ali, e a Embrapa faz experimentos com figos, maçãs, uvas e até oliveiras israelenses.
O que era caatinga virou uma promissora fronteira da agroeconomia. Mesmo no que ainda é caatinga, como na região em volta de Picos no Piauí, hoje existem alternativas para o homem do campo. Picos é um dos maiores pólos exportadores de mel do país, mel silvestre, sem contaminação e de excelente qualidade.
Por isso, quando vosmecê ouvir alguém dizer que o agronegócio oprime o trabalhador, quando um padre ou um bispo de olhos vermelhos falar que o agronegócio cria uma multidão de excluídos, quando uma atriz de rosto bonito e cabeça oca dizer que é contra a obra de transposição de um rio, quando um intelectual de apartamento e bandeira vermelha na mão dizer que o agronegócio provoca o êxodo rural e que é por causa dele que há favelas na cidade, desconfie.
Dê uma volta em Luís Eduardo Magalhães. Veja se a vida do sertanejo do lugar, que hoje tem emprego, plano de saúde e pode pagar escola está melhor ou pior de quando não havia agronegócio por ali.
Ou seria preferível amarrá-los para sempre à própria miséria condenando-os a viver com uma bolsa-esmola todo mês em troca da adulação eterna?
O sertão pode sim, virar um mar de prosperidade. E não vai ser com esmola, vai ser com a força de quem trabalha e produz.
Saturday, November 07, 2009
Monkey business

Thursday, October 08, 2009
Leviathan

Wednesday, September 23, 2009
Chorando o leite derramado
Saturday, June 27, 2009
A Embraer é nossa

Wednesday, June 17, 2009
Tuesday, May 26, 2009
Dia da liberdade de impostos

Hoje é 25 de maio.
Até agora os brasileiros já pagaram este ano mais de R$ 400 bilhões em impostos.
A data é significativa porque do dia 1° de janeiro até hoje, você trabalhou para o governo.
É isso mesmo, tudo o que você ganhou com o seu trabalho de 01/01/2009 até 25/05/2009 equivale ao que você paga no ano em tributos ao Estado.
Hoje, em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte será realizado o dia da Liberdade de Impostos.
Para lembrar a data e chamar a atenção da opinião pública para a questão, a população pode adquirir gasolina (embora em quantidade limitada) sem o preço dos tributos.
Em São Paulo, o Dia da Liberdade de Impostos está sendo organizado pelo Instituto Mises Brasil.
Recebi esses dias uma simpática mensagem de Hélio Beltrão neste blog.
Hélio é do Instituto Mises.
E é filho de outro Hélio que deu nome ao Instituto Hélio Beltrão que trabalha pela desburocratização do Estado.
Fazem parte dos poucos e bravos que combatem esse câncer do Estatismo em nossa sociedade.
Subsídios

Mais de um terço de todo o orçamento da União Européia é destinado a subsídios agrícolas.
A Europa justifica os subsídios em nome da própria segurança alimentar. Com elevados custos de produção, a comercialização e industrialização dos produtos agrícolas europeus seria inviável se não fosse a interferência do Estado.
Fora isso os subsídios ajudam a manter a população rural no campo, a conservar a paisagem e o meio ambiente e a manter a produção das regiões rurais mais tradicionais.
Para o resto do mundo, os subsídios distorcem preços e o mercado internacional, e penalizam produtores mais eficientes e não subsidiados como o Brasil.
Até aí tudo bem, mas se você achava que quem estava recebendo o tutu de Bruxelas era aquele típico paisano criando ovelha na montanha e fazendo queijo bolorento, pense de novo.
Pela primeira vez a UE obrigou seus países membros a tornar público o nome dos beneficiários dos subsídios agrícolas.
E ao que parece, a realeza e multinacionais são os maiores beneficiários da mamata.
A rainha da Inglaterra recebeu em subsídios no ano passado a módica quantia de 530.000 euros. O príncipe Charles e sua horta orgânica 180.000 euros.
Duas empresas italianas produtoras de açúcar receberam mais de 100 milhões de euros cada uma.
Dos top 5 da lista, só a multi irlandesa Greencore Group, processadora de alimentos, não era italiana. A Greencore recebeu 83 milhões.
A francesa Doux, produtora de frangos e dona da Frangosul recebeu 62 milhões.
Na Holanda, foram duas produtoras de açúcar também as maiores beneficiárias, com mais de 26 milhões de euros cada uma.
A Alemanha se recusou a publicar os dados em nome da privacidade das empresas e a Comissão Européia vai iniciar uma ação legal contra o país. A idéia é tornar o sistema todo mais transparente.
Enquanto isso o mega-estado europeu faz seu contribuinte pagar cada vez mais por uma política agrícola insustentável.
E graças às taxas extorsivas cobradas por exemplo em cima do açúcar brasileiro, indiano ou sul africano, os consumidores europeus pagam o dobro do que pagariam por uma colherzinha do produto para por no café.
A UE parece não entender também que o livre comércio ajudaria mais o Terceiro Mundo a sair da pobreza do que toda a ajuda financeira e toda a miríade de ONGs inúteis que eles despacham mundo afora.
Deveriam usar seus subsídios para proteger realmente o paisano queijeiro e a agricultura familiar tradicional com suas hortas orgânicas (mas não a do príncipe, eu acho que ele pode muito bem se virar sozinho).
Thursday, May 21, 2009
Negócio da China

Friday, May 08, 2009
Yes, nós somos bananas
Andei passeando por São Paulo, conversando com gente importante das indústrias de alimentos deste país. Depois da era do dinheiro fácil, onde todo mundo recebia crédito a rodo, a marolinha do Lula chegou para trazer todo mundo de volta à Terra.
Hoje, esses grandes empresários estão todos com a corda no pescoço, precisando desesperadamente de crédito, alguns já quebrados, outros com dívidas impagáveis, outros estudando fusões e joint-ventures.
A quem eles recorrem nessa hora? Ao todo poderoso BNDES.
É interessante notar como o governo Lula está fazendo uma gigantesca reestatização da economia através do BNDES. Comprando ações das empresas em crise para tirá-las do sufoco, o BNDES já virou sócio dos maiores frigoríficos do país. E não vai parar por aí.
Coisa típica de socialista que adora essas empresas mastodônticas e mal geridas onde a chance de corrupção e intervenção é imensa.
Ah, mas um dia a casa cai.
O governo poderia ajudar muito mais a indústria brasileira (toda ela, não só seus sócios) de outras formas, como por exemplo mandar deputado parar de pagar passagem pra família visitar a Europa e duplicar uma BR163 que mata vários desgraçados por dia tentando transportar nossa produção agrícola para o porto.
Um outro exemplo? Nos procedimentos para a exportação de alimentos foi criado o Vigiagro, uma invenção estúpida para checar a qualidade do que é exportado. Só que é um trabalho que já havia sido feito pelo Serviço de Inspeção Federal e pelas secretarias de Defesa. É o governo checando o que já estava checado.
Isso atrasa uns três dias a exportação de qualquer coisa. Imaginem o valor de tudo o que o Brasil exporta em alimentos, três dias parado, a juros de 12%. Quanto vale o show?
O pior é que essa mentalidade burocrática parece ser um mal deste país bananeiro, parece ser absorvida por todo mundo. Levei um importador de vinhos holandês à Expovinis
O holandês desistiu daquilo e eu só não disse à cretina que nos proibiu de entrar o que ela deveria fazer com o convite porque mamãe me deu educação.
Para comprar um maldito caderno na papelaria preciso fazer um cadastro, o vendedor passa um pedido, eu pago no caixa e busco o raio do caderno no balcão de pacotes.
Porque tudo aqui precisa virar um cartório, uma enrolação, uma perda de tempo, de paciência e obviamente de dinheiro?
Um outro exemplo? Eu levei meses tentando descobrir os meandros da Receita Federal para conseguir uma habilitação para fazer importação e exportação, para finalmente descobrir que o estado do Mato Grosso do Sul recolhe ICMS de quem exporta. Ou seja, em vez de incentivar a exportação ele a penaliza. Só se consegue isenção se você der um jeitinho com o governo.
Eu digo que todo empresário que recolhe seus impostos, paga seus trabalhadores, cria empregos e sobrevive do que produz e vende, sem boquinha do BNDES, mereceria um troféu do tamanho da catedral de Brasília.
O que ele ganha hoje é uma banana.
Sunday, April 19, 2009
Friday, April 17, 2009
Garrote Fiscal

Do site de Joelmir Beting:
Segundo o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, a arrecadação total de tributos federais, estaduais e municipais, desde 1º de janeiro, vai alcançar R$ 300 bilhões, redondão, nesta sexta-feira, 17 de abril.
Ano passado, essa marca foi atingida dia 14, três dias antes. E em 2007, quase meio mês depois, em 1º de maio.
Na marcha de agora, os brasileiros pagarão de impostos cerca de R$ 1 trilhão, este ano - ou R$ 2,8 bilhões por dia.
Carga tributária da ordem de 38% do PIB, para uma capacidade contributiva da economia e da sociedade de, no máximo, 24% do PIB.
É garrote puro.
Enquanto isso tem deputado levando Adriane Galisteu e suas amigas passear no Carnaval de graça! E pensar que esse é o mais pé rapado dos picaretas...
Thursday, April 09, 2009
Populismo rasteiro

Lembram dessa campanha do Banco do Brasil? É o Banco do Bruno, é o Banco da Dona Maria, agora é o Banco do Lula e da Dilma.
Sigam o raciocínio.
O PSDB tem Serra e Aécio, fortes candidatos à Presidência em 2010.
O PT tem Dilma, com aquele carisma de atendente de cartório, que vai na onda da popularidade de Lula.
A popularidade de Lula está diretamente ligada à economia do país.
A economia descobriu que o que está atravessando não é uma marolinha.
A popularidade de Lula, e de Dilma no vácuo, escorrega.
Lula e Dilma tomam uma medida populista com a de demitir o presidente do Banco do Brasil, interferindo indevidamente não só na economia como na direção de um banco com ações negociadas em bolsa.
A petralhada aplaude.
As ações do BB caem 9%.
O governo dá mais um passo para controlar a sociedade.
Tuesday, January 27, 2009
Monday, January 19, 2009
Banzai
E nestes tempos de crise, Haruka Nishimatsu, o CEO da Japan Airlines virou uma espécie de novo ídolo do proletariado.
Ao contrário de outros dirigentes de grandes empresas acostumados com gastos excessivos, grandes pompas e salários maiores ainda, Nishimatsu prima pela austeridade. Vai ao trabalho de trem, almoça no refeitório com os outros empregados e acaba de cortar 60% do próprio salário para ajudar a JAL sair da crise.
A CNN fez uma reportagem sobre seu estilo de vida em dezembro. O vídeo foi parar no YouTube e virou hit no mundo empresarial. O japonês está recebendo cartas de apoio de empresários e fãs do mundo inteiro.
Mas realmente, tem gente que come o pão que o diabo amassou em suas empresas e que realmente não merece perder o emprego e ainda por cima ver os big bosses, aqueles responsáveis por perdas de trilhões de dólares de pura incompetência, saírem com bônus de bilhões no bolso enquanto a casa cai. Caso dos bancos e montadoras americanos. Que aprendam um mínimo de decoro e sobriedade com Haruka Nishimatsu.
Mas...

Nada está tão ruim que não possa piorar. Se aqui é assim, imagine no Zimbábue.
A nota de 100 bilhões de dólares lançada há pouco tempo só compra uns três ovos.
Daqui a um mês não vai dar nem para comprar um chicrete de segunda mão.
Agora a Casa da Moeda de lá acaba de lançar a nota de 1 trilhão de dólares.
Ah se fosse do verdinho...
E enquanto o resto do mundo calcula o quanto a economia vai encolher, aqui no Brasil, mesmo os mais pessimistas falam em crescer menos. Não é assim uma marolinha mas dá para encarar. Afinal somos brasileiros e não desistimos nunca, só aos domingos e feriados.
E como lembra o amigo blogueiro empresário e marketeiro Miguel Cavalcanti: A crise chegou. E você, vai chorar ou vai vender lenço?
Boa essa.
Carga Pesada
Essa vem do blog Arrastão: A reportagem, escrita por Eduardo Militão, informa ainda que "apenas nos primeiro cinco dias de janeiro foram arrecadados R$ 16 bilhões em impostos, contribuições e taxas", mesmo sem a CPMF. Em 2008, o recolhimento bateu R$ 1,06 trilhão.
Não sei você, mas de vez em quando eu penso a sério em desobediência civil.
Monday, December 08, 2008
The Story of Stuff




