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Wednesday, September 01, 2010

Der Baader-Meinhof Komplex


O Grupo Baader-Meinhof era como a imprensa alemã, ciosa em não dar credibilidade a terroristas, chamava uma guerrilha urbana alemã-ocidental que se auto-intitulava RAF, ou Red Army Faction (Rote Armee Fraktion).
A RAF atuou desde o fim dos anos 60 até 1998, mas foi nos anos 70 que teve sua fase mais sangrenta realizando assaltos a bancos (ou desapropriações, idéia tirada dos movimentos semelhantes na América Latina), seqüestros, assassinatos e atentados a bomba.
O filme de Uli Edel, baseado no livro de Stefan Aust recria a conturbada atmosfera política na Alemanha dos anos 70.
Os filhos da geração nazista temiam especialmente que seu país voltasse às suas raízes totalitárias. Os Baader-Meinhof optaram pelo extremo oposto, o marxismo-leninismo com influência das idéias e atos de revolucionários como Ho Chi Mihn, Mao e Che Guevara. Como forma de atuação, escolheram a guerrilha urbana sul-americana, especialmente os Tupamaros uruguaios. O manual da RAF tem também grande influência do manual de guerrilha urbana de Marighella. Os membros da RAF chegaram a treinar em acampamentos palestinos na Jordânia. Tudo pela luta anti-capitalista, anti-imperialista, anit-burguesa e anti tudo o que está aí.
O que fica de tudo isso é a profecia de Hegel de que a vontade de transformação revolucionária não teria jamais outra expressão histórica senão “a fúria da destruição”. Olavo de Carvalho explica:
O revolucionário faz a sua parte: destrói. Substituir o destruído por algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade. Se a realidade não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é má e merece ser destruída um pouco mais.
A destruição é óbvia nas sequências de assassinatos e explosões cometidas por aqueles que queriam um mundo melhor. A dialética revolucionária também já que o contraste entre a liberação sexual e o fundamentalismo islâmico parece não fazer diferença para os revolucionários. Tudo o que destrua o que existe é considerado bom. O que acontecer depois ninguém sabe, mas será melhor.
Aqueles tempos passaram. Nossos revolucionários de ontem estão na política hoje (os alemães foram presos). E nossa revolucionária mor, Dilma Roussef, pode se tornar presidente.
As antigas armas e práticas de guerrilha urbana, é certo, foram abandonadas. Mas e os ideais? Com o poder na mão, não está o PT empenhado em destruir a velha ordem, à base de canetadas, PNDH's, neo-censura e afins? Terá a dona Dilma propostas efetivamente concretas para substituir o que existe, ou a realidade o fará?
Porque, como disse Luiz Felipe Pondé, o jargão "por uma sociedade mais justa" pode ser falado pelo pior dos canalhas. E ele lembra, a primeira propriedade privada é invisível: sua alma, seu espírito, suas idéias. É sobre ela que essa nova oligarquia de esquerda (herdeira das guerrilhas), agora avança a passos largos. Em nome da "justiça" social, ela silenciará a todos.

Wednesday, July 07, 2010

Tuesday, June 22, 2010

Entre les Murs


Quando a França ganhou a Copa do Mundo em 1998, a imprensa do país exaltava a seleção black-blanc-beur formada na maior parte por imigrantes africanos, antilhanos e árabes liderada pelo argelino Zinedine Zidane como um exemplo do multiculturalismo da sociedade francesa.
Passada a ufania nacional, virou moda vaiar a Marseillaise nos jogos da seleção. O hino francês foi vaiado, algumas vezes no próprio Stade de France, no jogo França-Argélia em 2001 e na final da Taça da França entre Lorient e Bastia em 2002, quando Jacques Chirac deixou o estádio em protesto.
Depois disso o hino foi vaiado novamente por franceses nos jogos da França com Israel em 2005, com a Espanha em 2006, com a Itália e o Marrocos em 2007 e com a Tunísia em 2008.
As revoltas nas cités parisienses de 2005 destruíram o mito da integração racial francesa.
Há uma tolerância mal tolerada, um racismo disfarçado e uma agressividade incomum entre as comunidades que convivem no país, o que vi de perto quando morei ali.
A sociedade francesa é uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento e em qualquer lugar, e o pior é que os franceses não tem idéia de como lidar com isso.
As brigas e a a recente eliminação da França na Copa são um pequeno sintoma disso. Zidane, que está lá dando pitaco saiu-se com uma típica explicação Lula-Dunga: a culpa é da imprensa. Se a imprensa não divulgasse o que acontece entre os muros da concentração, eles se entenderiam.
A Ministra dos Esportes francesa chegou a discursar para lembrar aos jogadores quem eles eram e o que representavam. Acho que não surtiu muito efeito.
Domenech é realmente um técnico ruim, arrogante e pretensioso. Não digo que os problemas de sua equipe sejam uma questão racial. Mas o time francês é um microcosmo das periferias problemáticas das cidades francesas, onde o relativismo cultural transformou entendimento e cordialidade em uma fantasia.
A briga do técnico, "entre os muros" com seus jogadores me lembrou justamente do filme Entre les Murs, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.
O filme mostra a vida cotidiana uma escola francesa lidando com alunos de origens e histórias distintas, e da esquizofrênica sensação de impotência de professores com a tarefa de integrar quem não quer ser integrado.
Quanto ao timeco de Domenech, já vai tarde.

Friday, April 23, 2010

Green Zone


Em maio de 2003, Paul Wolfowitz em entrevista à Vanity Fair declarou que as armas de destruição massiva (Weapons of Mass Destruction ou WMD) foram o denominador comum que levou todo o time da administração Bush a embarcar na idéia de remover Saddam Hussein do poder no Iraque.
As histórias sobre as WMD foram plantadas pela administração na imprensa americana que não se deu muito ao trabalho de checar as informações e acabou apoiando a Guerra ao Terror de Bush.
Ali Kamel, em seu livro "Sobre o Islã" enumera alguns dos desastres que se seguiram após a invasão americana no país. Entre eles o de confiar nas informações de exilados interessados na invasão e o de desmontar completamente o exército iraquiano que sobrou após a queda de Saddam, deixando o país à beira de uma guerra civil entre milícias rivais.
Green Zone, como era chamada a Zona de Segurança em Bagdá onde ficava a nova administração iraquiana e o quartel general americano, é também o título do filme de Paul Greengrass, baseado no livro The Imperial Life in the Emerald City de Rajiv Chandrasekaran (ex-chefe do escritório do Washington Post em Bagdá).
O filme traz Matt Damon no papel do tenente Roy Miller, de um time que busca as WMD sem nunca encontrá-las. Ao ir atrás da verdade, ele nos leva a uma caçada humana de tirar o fôlego, onde aparecem com nítidade veracidade todos os erros e conflitos da inteligência americana no Iraque.
Tudo isso faz de Green Zone não só um excelente filme de ação mas um dos melhores filmes feitos sobre o Iraque até agora.
George W. Bush declararia posteriormente que o maior arrependimento de sua presidência foram as falhas de inteligência no Iraque.

Tuesday, April 20, 2010

Kuhle Wampe

Bertold Brecht, o café do Brasil e o prenúncio do nazismo na Alemanha de 1931.

Kuhle Wampe é um filme realizado em 1931 e lançado em 1932. Trata do enorme desemprego na Alemanha, da tragédia entre trabalhadores desempregados e de sua reação. O título trata de um acampamento próximo a Berlim, onde muitos moravam.
O texto é de Bertolt Bretch que em 1933 se exila na Áustria com a ascensão de Hitler.

Saturday, April 03, 2010

Um Sonho Possível


Não nascemos com destinos pré determinados. Outro dia assisti Zuenir Ventura falando sobre a violência no Rio. Contou como desistiu da idéia comunista de que o homem é produto de seu meio ao recontar em livro (Cidade Partida) as histórias de dois garotos sobreviventes da chacina de Vigário Geral que conheceu na favela. Um saiu dali, estudou, virou sociólogo e vive nos Estados Unidos. O outro virou traficante e foi morto num tiroteio.
Há lugares e circunstâncias que parecem empurrar pessoas para um caminho de perdição.
Algumas pessoas que procuram esse caminho voluntariamente, algumas vezes por pura estupidez.
Outras, que nasceram e viveram ali pensam que talvez este seja o único caminho.
Já outras, às vezes com imenso esforço, percebem que há outros caminhoas a seguir, e agarram qualquer oportunidade que lhes passe pela frente para sair dali.
Um Sonho Possível é a história de como Michael Oher, um garoto negro, gordo, sem família e saído do pior gueto de Memphis conseguiu estudar e se tornar uma estrela do futebol americano com a ajuda de uma família rica, branca e republicana, da qual acabou fazendo parte. Sandra Bullock mereceu o Oscar com todas as honras pelo papel que tem no filme da mãe adotiva de Oher.
Um crítico babaca da Folha de S. Paulo escreveu que o filme era "paternalista" e que a personagem vivida por Sandra Bullock é daquelas que fazem caridade mais pelo prazer de mostrar aos outros que está fazendo caridade do que pelo ato em si.
Talvez o crítico tenha pensado que a verdadeira Leigh Anne Tuohy fez o que fez porque sabia que algum dia sua história iria parar em Hollywood.
Não, no Brasil não existe filme em que o pobre possa escolher seu destino. Escrevi isso quando assisti Em Busca da Felicidade (Pursuit of Happinness) com Will Smith. Como a culpa de todos os males que te afligem é sempre do "sistema", sua salvação está sempre em rebelar-se contra o sistema, é o que se chama aqui de conscientização. Tem que virar líder sindical, traficante, herói-bandido, o que quer que seja, menos alguém que tomou as rédeas da própria vida, ainda mais com a ajuda de uma branca da elite.
Que alguém como Leigh Anne responda à sua formação cristã como o filme mostra, também é inconcebível para a crítica brasileira. Uma branca rica só pode fazer caridade se for por vaidade, é óbvio.
Mas não é tão óbvio assim para mim. É como disse David Bentley Hart em Atheist Delusion, mesmo os piores de nós criados à sombra da cristandade somos incapazes de olhar com indiferença o sofrimento alheio sem ferir a nossa própria consciência.
É disso que o filme fala, e é esse sentimento que ele traz nas pessoas que o assistem.
Há milhares de pessoas no Brasil que fogem diariamente do destino que lhes foi jogado nas costas. Esses sonhos podem ser sempre mais possíveis quando não são olhados com indiferença.

Saturday, March 27, 2010

Chico Xavier, o filho do Brasil


Não sou médium mas recebi uma mensagem do além. O filme de Chico Xavier vai dar de dez a zero em bilheteria no filme do Lula.
Um é o filme sobre um homem que o povo santificou. Outro é um filme de um homem que quer se santificar aos olhos do povo.
Um é o filho do Brasil (de verdade). O outro é só um filho da p&%$#@.

Tuesday, March 09, 2010

Dia da Mulher


Kathryn Bigelow e o Oscar por The Hurt Locker
Girls and her brains beats boy and his toys...Como sempre.
Tomou James Cameron? E da ex-mulher ainda...

Tuesday, March 02, 2010

Invictus


Em 1995 eu havia entrado na posição de segundo centro para o glorioso Luiz de Queiroz Rugby Club, time da ESALQ em Piracicaba.
Era ano da Copa do Mundo de Rugby na África do Sul. O apartheid havia terminado em 1990 e o país era novamente aceito nas competições internacionais
Em Piracicaba compramos camisetas com o emblema da Copa e acompanhávamos as notícias da competição através daqueles que tinham o luxo da TV a cabo. Ali eu ouvi o nome de François Pienaar, capitão dos Springboks pela primeira vez.
O desempenho da África do Sul, liderada por Pienaar, foi surpreendente. Um ano antes o buraco na defesa dos Springboks parecia maior do que a Table Mountain. Agora eles não só haviam chegado à final como haviam vencido os melhores do mundo, os All Blacks da Nova Zelândia de Jonah Lomu. No rugby sabe-se que ganha a partida que tem mais vontade de ganhar, e a África do Sul tinha essa sede de vitória.
Mas Invictus não é um filme sobre este magnífico esporte que é o rugby (eu daria meu reino por um par de ombros novos para jogar de novo).
Invictus é sobre um homem e o nascimento de uma nação.
Nelson Mandela chegou à presidência de um país com a alma dilacerada, dividido em duas metades que se odiavam. A maioria negra poderia facilmente ter cedido à tentação da vingança e declarado uma guerra civil à minoria branca que por tantos anos os havia subjugado, como ocorrera no Zimbábue, em Angola, Moçambique e outros países africanos. Mandela tomou o país pelas mãos falando em perdão e reconciliação. Viu no time dos Springboks, antigo símbolo do apartheid, e na Copa do Mundo uma oportunidade para construir sua Rainbow Nation, um país com todas as cores. E conseguiu. A final no Ellis Park de Johannesburg foi o nascimento da nova África do Sul.

Invictus
William Ernest Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Monday, March 01, 2010

Food Inc.


Somos o que comemos. E Food Inc. quer mostrar que há algo de errado com o que comemos. Preciso realmente ver o filme antes de qualquer comentário para ter certeza de que não se trata de um Michael Moore da comida, mas basicamente concordo com a premissa de que a indústria quer tudo mais rápido e mais barato. Isso é verdade tanto para carros e eletrodomésticos como para alimentos, com a diferença que estes últimos vêm parar dentro de nós.
O problema, como todos os outros problemas, está no comportamento individual do consumidor. Em resumo, se você continua comprando lixo vão continuar produzindo lixo.
Indicado ao Oscar de melhor documentário.

Tuesday, February 23, 2010

Lumières Top 12 Hollywood Eco Productions


Em Robocop II de 1990, quando a grande discussão ambiental era o buraco de ozônio, aparece em uma cena um hilário comercial de um bronzeador solar super power, uma espessa gosma azul que as pessoas usariam para se proteger do sol no futuro. Depois disso as mensagens ecológicas de Hollywood ficaram muito mais elaboradas e diretas. O Lumières apresenta aqui uma lista das doze produções mais ecologicamente corretas de Hollywood, aquelas que mostram como a mais pura verdade que o homem é a grande desgraça do planeta:

1. Avatar

Avatar é a obra prima do ambientalismo hollywoodiano que não poupou esforços em tecnologia e orçamento para levar esta fantasia à telona. No filme, cujo enredo é o mais tosco possível, os extraterrestres Nav'i que vivem em harmonia com a natureza são ameaçados por humanos mercenários em busca do vil metal. Pandora, a lua onde vivem os Nav'i é o arquétipo da deusa Gaia, a mãe natureza à qual somos todos intimamente ligados e que deveria estar no centro da nossa adoração e espiritualidade. Indiscutível primeiro lugar. (Curiosamente a moça azul do comercial de filtro solar de Robocop nos lembra deste filme, 20 anos depois).

2. Uma Verdade Inconveniente (Inconvenient Truth)

A apologia do aquecimento global by Al Gore. O filme tenta estabelecer como verdade hegemônica e indiscutível que a atividade humana é a causa do aquecimento, com previsões catastróficas para o futuro da humanidade se não fizermos o que ele nos diz para fazer. Há uma cena clássica onde ele compara as curvas de concentração de CO2 na atmosfera e a temperatura do planeta. Ele só não explica que a curva de aumento de temperatura precede (e não sucede) a de concentração de CO2 em alguns milhares de anos...

3. O Dia Depois de Amanhã (The Day after Tomorrow)

É o aquecimento global na versão mais Hollywoodiana, com granizos gigantes, tornados destruindo o centro de Los Angeles, inundações e uma nova era glacial surgindo em apenas dois dias. Culpa de um vice-presidente americano que é a cara do Dick Cheney. Como punição humilhante, os ricos do norte são obrigados a cruzar o Rio Grande em direção ao México para fugir do clima. Bem feito, quem mandou eles não pararem de poluir e transferirem toda sua tecnologia aos subdesenvolvidos antes?

4. O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still)

A versão de 1951 alertava contra os perigos do armamentismo. O ET, seu robô de espuma e seu disco voador de latão vinham nos avisar que se não parássemos de guerrear íamos ser considerados como uma ameaça por outros planetas da galáxia que iam nos varrer do mapa. A versão de 2009 é mais ecologicamente correta. Nosso planeta é considerado especial porque é capaz de suportar formas complexas de vida. Como o homem está destruindo o planeta, o ET Keanu Reeves vem, desta vez com uma nave e um robô mais elaborados, avisar que se não pararmos a nossa espécie vai ser exterminada. O fato do homem ser a forma de vida mais complexa do planeta aparentemente não é muito importante e nem contraditória para o enredo do filme.

5. O Fim dos Tempos (The Happening)

Apesar de porcamente traduzido, o título diz respeito a uma série de acontecimentos mal explicados mas localizados no nordeste americano. Ao final descobre-se que as plantas conversam entre si e descobriram um jeito de exterminar humanos espalhando substâncias neurotóxicas no ar. Essas substâncias deixam os humanos com uma irresistível vontade de se matar. Deve ser o sonho da Hera Venenosa e de muitos ambientalistas por aí.

6. 2012

Aparentemente por causa do buraco de ozônio as radiações solares acabam fazendo o núcleo da terra ferver (como se já não estivesse fervendo). Isso transforma a crosta terrestre em paçoca provocando terremotos, vulcões e um tsunami capaz de cobrir o Himalaia. Isso tudo os Maias já sabiam há muito tempo. A parcela da humanidade pré selecionada e a que pode pagar o ticket é salva em arcas de Noé gigantes. Depois de todas as desgraças, a civilização é varrida do mapa e só sobra a África para contar a história. Ninguém nunca ligou para a África mas agora e lá que nós vamos morar.

7. Os Doze Macacos (12 Monkeys)

Um vírus extermina 99% da humanidade. O resto é obrigado a viver em um mundo subterrâneo enquanto os animais voltam a dominar a Terra. Destaque para o ambientalista louco de Brad Pitt e seu exército de 12 macacos. Típico de gente que explode carrinho de hambúrguer.

8. A Praia (The Beach)

O filme mostra uma comunidade jovem vivendo em um paraíso tropical, trabalhando em harmonia e vivendo em paz na praia fumando maconha. Quando um dos jovens tem a perna comida por um tubarão, o pessoal discute se deve levá-lo ao hospital ou não, sob pena de revelarem a localização de seu mundinho. Leonardo di Caprio faz o favor de sufocá-lo com um travesseiro para resolver o problema. Essas mesquinharias humanas do tipo querer ser tratado em um hospital arruinam o sonho e a festa acaba. O mais interessante é que para filmar essa fantasia hippie a equipe de produção praticamente arrasou a ilha de Phuket na Tailândia. Levaram até coqueiros para plantarem por lá (que não existiam no ecossistema da ilha).

9. Grizzly Man

Este é um documentário sobre a vida de Timothy Treadwell, que depois de uma overdose de heroína nos anos 60 virou ambientalista, rejeitou a civilização e foi morar no Alaska para observar ursos. Depois de horas de gravações em vídeo dizendo que os animaizinhos da natureza eram seus amigos e os homens uns cretinos, foi comido por um urso.

10. Into the Wild

É um filme sobre a vida de Christopher McCandless, um riquinho entediado com a vida que resolve também desistir da civilização e viver só com o básico, em contato com a mãe natureza. Tal como o homem urso vai parar no Alaska, e acaba morrendo de fome e frio em um ônibus abandonado. A vida de McCandless virou inspiração para milhares de outros jovens entediados.

11. Wall-E

No simpático filme da Disney, os humanos acabam transformando a Terra em um enorme depósito de lixo. Quando toda a vida aqui é arruinada, partem em um cruzeiro espacial e deixam um robozinho para arrumar a bagunça. Enquanto os homens se transformam em gordos indolentes no espaço, uma amiga do Wall-E vai descobrir a chance do recomeço. Pelo menos aqui há esperança.

12. Deep Impact/Armaggedon

Merecem uma menção honrosa. Os dois filmes saíram ao mesmo tempo, em 1998. Aqui não é uma catástrofe ecológica que ameaça a Terra mas o impacto de cometas e meteoros capazes de eliminar qualquer forma de vida no planeta. Trata-se de acostumar a platéia com a existência de ameaças globais, assim como o aquecimento ou o buraco de ozônio que precisam de um poder central para tomar as decisões capazes de nos salvar.

Wednesday, February 03, 2010

Sherlock Holmes


Eu li toda a obra de Conan Doyle. Sei exatamente como era o Sherlock literário imaginado por Doyle.
Em aparência é verdade que Sherlock Holmes estava muito mais para Basil Rathbone do que para Robert Downey Jr. E no entanto, assim como o James Bond de Daniel Craig, achei que esse outro ícone britânico merecia uma repaginada no cinema.
Bond deixou de ser o cara de pau meio cafajeste e irônico para se tornar o assassino fleugmático, físico e brilhante que um agente secreto deve ser, sem no entanto perder o que lhe faz ser Bond.
O Sherlock Holmes de Downey Jr. também é mais físico, sem perder a agudeza mental. E esse ar de superioridade irritante é a especialidade do ator. A dupla com o Watson de Jude Law fica melhor ainda. Perde-se aquela imagem de Dom Quixote e Sancho Pança e o que vemos é uma dupla que realmente se completa em qualidades e defeitos.
Além do mais é divertido ver o detetive em vez daquele ar sério de lupa e cachimbo torto de ressaca em casa, fazendo experimentos estranhos, brigando na ruae sacaneando o Watson em um cenário fantástico da sombria Londres vitoriana.

E vale a pena a música divertida do filme também. Aqui, The Dubliners:

Wednesday, December 23, 2009

Avatar


Em o Império Ecológico, Pascal Bernardin afirma que o movimento ambientalista tem um propósito definido, um horizonte utópico para sua revolução: colocar a natureza de volta no centro da espiritualidade humana, apagando assim o conceito judaico-cristão do homem que moldou nossa civilização. Na utopia verde, o homem é despido de sua consciência individual para se tornar parte da mãe terra, tão importante como um cacto ou um mosquito.
Sabemos, como Gramsci recomendava, que uma revolução pode ser feita sem armas ao tornar seu pensamento hegemônico na sociedade. As ferramentas mais óbvias para isso estão nos sistemas de ensino e nas produções culturais. Hollywood tornou-se uma das ferramentas nas mãos dos revolucionários do verde. Nunca, nenhuma outra produção recente foi tão abertamente propagandística da utopia verde como Avatar, a megaprodução de James Cameron.
No filme, os aliens azuis chamados de Na’vi, ou um “povo da floresta” como diria Marina Silva, vivem em comunhão com Eywa, ou a Gaia de James Lovelock, a mãe natureza. Comunicam-se e trocam energias com plantas e animais em uma espécie de Éden que será perturbado pela chegada dos humanos exploradores em busca do vil metal.
Está tudo ali, a vida bucólica em meio a flores e riachos, a clássica cena do bulldozer derrubando a floresta, helicópteros voando ao estilo Apocalipse Now, o massacre dos nativos e a love story entre Pocahontas e o Capitão Smith.
Levamos 10.000 anos e um bocado de sangue para sair da Idade da Pedra e criarmos a roda, agricultura, livros, remédios, aviões e satélites. Hoje nos querem de volta às selvas.
Há realmente gente que acha que antes da chegada do branco os índios viviam nas Américas em uma espécie de paraíso, onde eles não matavam, comiam ou escravizavam-se uns aos outros. Há gente que acha que devemos fechar os índios em suas reservas, como se fosse um grande zoológico, onde eles possam morrer de fome em paz e enterrar vivas suas crianças deficientes sem serem perturbados.
Há gente que acha que água encanada e eletricidade são ruins, assim como a agricultura é ruim.
Há gente que acha enfim, que o grande mal do mundo é o homem.
Pela utopia verde todo desenvolvimento será castigado. O remédio é nos curvarmos à revolução verde e renunciarmos a nossa civilização. É a este serviço que James Cameron se presta.
Seu filme visualmente é um espetáculo, filosoficamente é um flagelo.

Avatar screenshots









Tuesday, November 17, 2009

Sexo forte

Em homenagem às mulheres que não gostam de apanhar, aqui vai a Lumières Ass-Kicking Girls All Time Movie Awards:

Xena, Princesa Guerreira

Red Sonja
Elektra
Chris Sanchez
Sarah Connor

Jean Grey
The Bride

Trinity

Bandidas

Silk Spectre II

Aeon Flux

Selene

Nikita

Charlie's Angels 1

Charlie's Angels 2

Lieutenent Ripley

Guinevère

Elizabeth

Lara Croft

E a Lumières All-Time favorite!!

Milla como Alice
Milla como Leeloo

Milla como Joana d'Arc

Milla como Violet