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Sunday, September 12, 2010

Tapa na cara


Seria bom nesta data falar um pouco do projeto de se construir uma mesquita de treze andares e 100 milhões de dólares ao lado do Ground Zero em Nova York, o buraco deixado pela queda das torres do WTC em 11/09/2001.
A discussão é entre os que acham que é um tapa na cara de qualquer americano e os que acham que é um gesto de tolerância de um país onde a liberdade de credo é um de seus pilares institucionais. Entre estes últimos está o próprio Barack Hussein Obama.
Pois é, a mente atrás do projeto é o imam Feisal Abdul Rauf, um kwaitiano naturalizado americano. Às audiências ocidentais ele diz ser contra o fundamentalismo etc e tal. Aos seus, ele proclama como o Islam deve mudar a América. Ou seja, sua função e a dos muçulmanos da América seria a de descobrir as melhores maneiras de impor a sharia na vida dos americanos em geral.
E ele também não conta de onde estão vindo os 100 milhões para construir a obra.
Obviamente é fácil para islamistas pregarem a tolerância na América, quando em seus próprios países qualquer cristão pode ser preso, linchado ou apredejado sem maiores consequências.
O Islamismo usa a democracia e a liberdade que a América lhes oferece como ferramenta para minar por dentro estas mesmíssimas democracia e liberdade.
Mais ou menos o que o bolivarianismo e o lulismo fazem hoje.
Este é o verdadeiro tapa na cara, que os politicamente corretos recusam-se a enxergar.

Friday, September 10, 2010

Fidel admite


"O modelo cubano não funciona mais nem para nós."

Fidel Castro em entrevista a
Jeffrey Goldberg da Atlantic Monthly

Wednesday, September 01, 2010

Der Baader-Meinhof Komplex


O Grupo Baader-Meinhof era como a imprensa alemã, ciosa em não dar credibilidade a terroristas, chamava uma guerrilha urbana alemã-ocidental que se auto-intitulava RAF, ou Red Army Faction (Rote Armee Fraktion).
A RAF atuou desde o fim dos anos 60 até 1998, mas foi nos anos 70 que teve sua fase mais sangrenta realizando assaltos a bancos (ou desapropriações, idéia tirada dos movimentos semelhantes na América Latina), seqüestros, assassinatos e atentados a bomba.
O filme de Uli Edel, baseado no livro de Stefan Aust recria a conturbada atmosfera política na Alemanha dos anos 70.
Os filhos da geração nazista temiam especialmente que seu país voltasse às suas raízes totalitárias. Os Baader-Meinhof optaram pelo extremo oposto, o marxismo-leninismo com influência das idéias e atos de revolucionários como Ho Chi Mihn, Mao e Che Guevara. Como forma de atuação, escolheram a guerrilha urbana sul-americana, especialmente os Tupamaros uruguaios. O manual da RAF tem também grande influência do manual de guerrilha urbana de Marighella. Os membros da RAF chegaram a treinar em acampamentos palestinos na Jordânia. Tudo pela luta anti-capitalista, anti-imperialista, anit-burguesa e anti tudo o que está aí.
O que fica de tudo isso é a profecia de Hegel de que a vontade de transformação revolucionária não teria jamais outra expressão histórica senão “a fúria da destruição”. Olavo de Carvalho explica:
O revolucionário faz a sua parte: destrói. Substituir o destruído por algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade. Se a realidade não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é má e merece ser destruída um pouco mais.
A destruição é óbvia nas sequências de assassinatos e explosões cometidas por aqueles que queriam um mundo melhor. A dialética revolucionária também já que o contraste entre a liberação sexual e o fundamentalismo islâmico parece não fazer diferença para os revolucionários. Tudo o que destrua o que existe é considerado bom. O que acontecer depois ninguém sabe, mas será melhor.
Aqueles tempos passaram. Nossos revolucionários de ontem estão na política hoje (os alemães foram presos). E nossa revolucionária mor, Dilma Roussef, pode se tornar presidente.
As antigas armas e práticas de guerrilha urbana, é certo, foram abandonadas. Mas e os ideais? Com o poder na mão, não está o PT empenhado em destruir a velha ordem, à base de canetadas, PNDH's, neo-censura e afins? Terá a dona Dilma propostas efetivamente concretas para substituir o que existe, ou a realidade o fará?
Porque, como disse Luiz Felipe Pondé, o jargão "por uma sociedade mais justa" pode ser falado pelo pior dos canalhas. E ele lembra, a primeira propriedade privada é invisível: sua alma, seu espírito, suas idéias. É sobre ela que essa nova oligarquia de esquerda (herdeira das guerrilhas), agora avança a passos largos. Em nome da "justiça" social, ela silenciará a todos.

Thursday, August 26, 2010

Moby Dick e o touro


Dei um tempo nos meus livros de política, e voltei um pouco aos meus amados clássicos de aventura para relaxar um pouco.
Reli Moby Dick, de Melville. Desnecessário dizer, a história é a luta entre uma força bruta da natureza e um homem obcecado por ela, o irascível capitão Ahab.
Sei que serei certamente crucificado por alguns, mas eu adoraria subir em um bote e enfiar um arpão no coração do monstro. É o que dá ler livros bem escritos.
Tá, não vai acontecer nunca, estou falando mesmo só por falar.
Mas Moby Dick hoje me leva a uma reflexão. Por séculos o homem orgulhou-se de seu lugar na Criação, de dominar as forças da natureza.
Hoje somos obrigados a nos envergonhar disso. Na espiritualidade nascida na New Age que desembocou no ambientalismo moderno, a natureza é o centro da Criação divina, e um homem parte dela, tão importante quando uma urtiga ou um minhocuçu.
Sou politicamente incorreto dizendo que quero arpoar uma baleia, isso equivale hoje a uma verdadeira blasfêmia.
A proibição das touradas na Catalunha foi um sintoma disso. Uma tradição secular, inigualável nas cores e gestos, no contraste entre sol e sombra, homem e natureza, areia e sangue, graça e elegância e uma luta feroz, imortalizada por Picasso inúmeras vezes, hoje extinta com a canetada politicamente incorreta.
Ao contrário dos que pensam que esta luta simbolizava a arrogância humana, tanto o touro como Moby Dick existiam para trazer a humildade de volta aos homens, porque contra a Natureza, a despeito de nossas ilusões, nem sempre ganhamos.

Thursday, August 19, 2010

Irredutíveis?


Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor.

Hehe, nem tão irredutíveis assim...Mas a campanha publicitária acima está revoltando os gauleses.

Tuesday, July 27, 2010

Tá sobraaaaaaaaando!!!


Lei Nº 12.292, DE 20 DE JULHO DE 2010.
O Presidente da República.

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Fica o Poder Executivo autorizado a doar recursos à Autoridade Nacional Palestina, em apoio à economia palestina para a reconstrução de Gaza, no valor de até R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais).

Parágrafo único. A doação será efetivada mediante termo firmado pelo Poder Executivo, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, e correrá à conta de dotações orçamentárias daquela Pasta.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 20 de julho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
Luiz Inácio Lula da Silva.

Nota do blog: As doações internacionais feitas em toda a história da Autoridade Palestina não serviram para absolutamente nada a não ser engordar as contas do pedófilo e homossexual Yasser Arafat na Suíça. Nada indica que será diferente desta vez, principalmente porque a Autoridade Palestina não manda em Gaza, que está sob controle dos terroristas do Hamas.

Monday, July 19, 2010

Nem os mortos em paz

Hugo Chávez sacando o esqueleto de Simón Bolívar da tumba para assombrar os vivos...

Saturday, July 17, 2010

Holocausto radical


Todo movimento revolucionário radical tem a sua utopia.
A dos vermelhos é a do paraíso proletário, sem divisão de classes e sem propriedade privada. A dos verdes é a volta à aldeia do primitivismo, adorando a natureza e renunciando ao desenvolvimento.
A dos gays é a do mundo sem divisão de gêneros, onde ninguém é de ninguém.
Em Holocausto Radical, capítulo de seu livro The Politics of Bad Faith, David Horowitz analisa os efeitos do ativismo gay nos Estados Unidos, especialmente em relação às origens da epidemia de Aids no país.
Assim como vermelhos e verdes culpam o capitalismo pela opressão dos trabalhadores e da natureza, o movimento gay e o feminismo correlato culpam a sociedade hetero-normativa pela opressão das mulheres e homossexuais. E como os homens brancos e heteros são também culpados pelo capitalismo selvagem, não é de se estranhar que estes movimentos encontrem um no outro muitos pontos em comum. Como diz o Reinaldo Azevedo, é impossível achar uma ONG que defenda o homem branco, cristão e heterossexual.
De fato, as agendas dos movimentos revolucionários às vezes são tão solidárias entre si que movimentos gays chegam por exemplo a defender o terrorismo palestino (criado por comunistas) mesmo sabendo que gays correm risco de vida em territórios islâmicos. Já os verdes acreditam que mais sexo entre pessoas do mesmo sexo não aumenta a população, o que acaba sendo bom para o planeta.
Como todo movimento radical, a ordem não é modificar pelo diálogo, e sim destruir e substituir a ordem vigente. Com os gays não foi diferente. Nos anos 70, o movimento gay pretendia fazer essa destruição da heteronormatividade pelo "liberou geral". A ordem era fazer sexo com mais parceiros possíveis, conhecidos e anônimos, em todos os lugares possíveis.
Quando a Aids surgiu em território americano, as saunas e pontos de encontro gays passaram a ser os principais focos de disseminação da doença. Descobriu-se logo que o sexo anal e a promiscuidade eram os maiores propulsores da doença.
Até 1983, 95% dos infectados nos Estados Unidos em cidades como Los Angeles e Nova Iorque (lugares de maior incidência da doença) eram homens gays.
Os serviços de saúde pública americanos deveriam ter agido como agiriam no caso de qualquer outra doença, controlando a população de risco e fechando estabelecimentos considerados como focos de epidemia. O ativismo gay organizado no entanto impediu que isso fosse feito alegando discriminação, quando na verdade queria proteger a "revolução" gay.
O resultado é que por conta do ativismo, os serviços de saúde simplesmente não agiram, e os esforços do governo foram direcionados para pesquisas por uma cura e campanhas educativas.
Na busca da cura, gastou-se em dólares por paciente mais do que qualquer outra doença na história da humanidade. Gasta-se muito mais com Aids do que por exemplo em pesquisas com câncer de próstata, que mata muito mais homens por ano do que a Aids.
Nas campanhas educativas, o ativismo gay fez com que menções a sexo anal e promiscuidade fossem praticamente banidas de todo e qualquer material educacional. Ao contrário, apregoou-se que a doença apresentava um risco idêntico para toda a população.
A único instrumento de prevenção aceito pelas organizações militantes gays foi o uso do preservativo, porque interferia pouco com o estilo de vida dos revolucionários.
Aqui no Brasil as coisas não foram muito diferentes. O liberalismo gayzista e sua determinação em subverter a ordem social deu e ainda dá resultado, nas escolas, nas ruas, na televisão e até dentro do governo. Nas escolas públicas distribuem cartilhas de sexo (que de educativas tem muito pouco), camisinhas e pílulas à torto e à direito nas escolas, e qualquer professor de primeiro grau já encontrou vários de seus alunos se atracando no banheiro. Na televisão, do BBB às novelas a ordem é liberar geral. Torna-se tolerável aos olhos da população qualquer tipo de comportamento sexual.
Não há efetivamente nada de errado em ser gay, dado que isso acontece naturalmente com uma parcela ainda que pequena da população. E é dever de um estado democrático tratar todos como iguais perante a lei. Mas fazer do homossexualismo uma bandeira para transformar a sociedade como um todo em uma grande suruba, tentando provar que todo mundo é ou quer ser gay, tem consequências graves. E a Aids é apenas a mais óbvia delas. Nos Estados Unidos a epidemia levou 300.000 vidas, a grande parte de jovens gays que o ativismo diz proteger. Aqui, entre outro tanto, levou nosso Cazuza há 20 anos atrás. E apesar das vítimas, ou usando-as a seu favor, a revolução continua.

Friday, July 16, 2010

A cultura de um país não é sua política


Trechos do artigo de Umberto Eco no Clarín (07).

1. Na minha análise, eu observei duas coisas. Primeiro, que é necessário haver uma distinção entre as políticas governamentais de um país (incluindo sua constituição) e o fermento cultural, que está agindo dentro dele. Em segundo lugar, notei que responsabilizar implicitamente todos os cidadãos de um país pelas políticas de seu governo era uma forma de racismo. Não há diferença entre aqueles que discriminam todos os israelenses e os que sustentam que, uma vez que alguns palestinos cometem atos de terrorismo, devemos bombardear todos os palestinos.

2. Recentemente, em Turim, apareceu uma carta aberta publicada sob o patrocínio da filial italiana da “Campanha para o Boicote Acadêmico e Cultural de Israel”, uma rede de acadêmicos e organizações que trabalham para forçar uma mudança nas políticas israelenses mediante boicote a instituições israelenses. Porque esse boicote deve ser tão amplo? Devemos boicotar os filósofos chineses para que não assistam às conferências, porque Pequim censurou o Google? Se os físicos em Teerã ou Pyongyang estivessem trabalhando ativamente na fabricação de armas nucleares para os seus países, então seria compreensível que seus pares em Roma ou Oxford preferissem romper todas as relações institucionais com eles. Mas eu não vejo por que eles gostariam de romper relações com acadêmicos que trabalham em áreas distintas: todos perderíamos o diálogo sobre a história da arte coreana ou literatura antiga persa.

3. Meu amigo, o filósofo Gianni Vattino, está entre os partidários do último chamado para um boicote. Vejamos hipoteticamente, por diversão, se ele concordaria: suponhamos que em certos países estrangeiros circulem boatos de que o governo italiano de Berlusconi está tentando prejudicar o sagrado princípio democrático da separação de poderes para deslegitimar o sistema judicial, e que está fazendo isso com o apoio de um partido político racista e xenófobo. Agradaria a Vattino, que é um crítico do governo, que as universidades dos EUA protestassem contra a política italiana deixando de convidá-lo para ser professor visitante, ou que comissões especiais adotassem medidas para remover todas as suas publicações das bibliotecas dos Estados Unidos?

4. Ninguém aceitaria que todos os romenos são estupradores, todos os padres são pedófilos e todos os estudiosos de Heidegger, nazistas. Do mesmo modo, nenhuma posição política ou polêmica contra o governo deve condenar toda uma raça ou cultura. Este princípio é particularmente importante no mundo literário, onde a solidariedade global entre acadêmicos, artistas e escritores, sempre foi uma forma de defesa dos direitos humanos através de todas as fronteiras.

Wednesday, June 23, 2010

The Runaway General

Although McChrystal has been in charge of the war for only a year, in that short time he has managed to piss off almost everyone with a stake in the conflict. Last fall, during the question-and-answer session following a speech he gave in London, McChrystal dismissed the counterterrorism strategy being advocated by Vice President Joe Biden as "shortsighted," saying it would lead to a state of "Chaos-istan." The remarks earned him a smackdown from the president himself, who summoned the general to a terse private meeting aboard Air Force One. The message to McChrystal seemed clear: Shut the fuck up, and keep a lower profile

Reportagem na Rolling Stone

Estados Falidos


Ranking de Estados Falidos elaborado pela Foreign Policy em parceria com The Fundo for Peace.

Top 10

1. Somália
2. Chade
3. Sudão
4. Zimbábue
5. R.D. do Congo
6. Afeganistão
7. Iraque
8. Rep. Centro-Africana
9. Guiné
10. Paquistão

Brasil aparece em 113.
Nossas piores notas: Desenvolvimento desigual e segurança pública.

Entre os melhores estão os países escandinavos, Suíça, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia, Holanda e Áustria.

Tudo bem, mas perder dos argentinos pô?

Tuesday, June 22, 2010

Entre les Murs


Quando a França ganhou a Copa do Mundo em 1998, a imprensa do país exaltava a seleção black-blanc-beur formada na maior parte por imigrantes africanos, antilhanos e árabes liderada pelo argelino Zinedine Zidane como um exemplo do multiculturalismo da sociedade francesa.
Passada a ufania nacional, virou moda vaiar a Marseillaise nos jogos da seleção. O hino francês foi vaiado, algumas vezes no próprio Stade de France, no jogo França-Argélia em 2001 e na final da Taça da França entre Lorient e Bastia em 2002, quando Jacques Chirac deixou o estádio em protesto.
Depois disso o hino foi vaiado novamente por franceses nos jogos da França com Israel em 2005, com a Espanha em 2006, com a Itália e o Marrocos em 2007 e com a Tunísia em 2008.
As revoltas nas cités parisienses de 2005 destruíram o mito da integração racial francesa.
Há uma tolerância mal tolerada, um racismo disfarçado e uma agressividade incomum entre as comunidades que convivem no país, o que vi de perto quando morei ali.
A sociedade francesa é uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento e em qualquer lugar, e o pior é que os franceses não tem idéia de como lidar com isso.
As brigas e a a recente eliminação da França na Copa são um pequeno sintoma disso. Zidane, que está lá dando pitaco saiu-se com uma típica explicação Lula-Dunga: a culpa é da imprensa. Se a imprensa não divulgasse o que acontece entre os muros da concentração, eles se entenderiam.
A Ministra dos Esportes francesa chegou a discursar para lembrar aos jogadores quem eles eram e o que representavam. Acho que não surtiu muito efeito.
Domenech é realmente um técnico ruim, arrogante e pretensioso. Não digo que os problemas de sua equipe sejam uma questão racial. Mas o time francês é um microcosmo das periferias problemáticas das cidades francesas, onde o relativismo cultural transformou entendimento e cordialidade em uma fantasia.
A briga do técnico, "entre os muros" com seus jogadores me lembrou justamente do filme Entre les Murs, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.
O filme mostra a vida cotidiana uma escola francesa lidando com alunos de origens e histórias distintas, e da esquizofrênica sensação de impotência de professores com a tarefa de integrar quem não quer ser integrado.
Quanto ao timeco de Domenech, já vai tarde.

Friday, June 18, 2010

Los Guardianes de Chávez


A Venezuela armada.
Documentário de Reporteros Cuatro.

Los Guardianes de Chávez

Tuesday, June 08, 2010

Dr. Strangelove, ou porque queremos a bomba


"it (Israel has actually rung the final countdown for its existence. It shows that it has no room in the region and no one is ready to live alongside it. Actually, no country in the world recognizes it, and you know that the Zionist regime is the backbone of the dictatorial world order."

"Ele (Israel) realmente iniciaram a contagem final para sua existência. Isso mostra que ele não tem espaço na região e ninguém está pronto para viver ao seu lado. Na verdade, nenhum país do mundo o reconhece, e você sabe que o regime sionista é a espinha dorsal da ordem mundial ditatorial"

Mahmoud Ahmadinejad, amigo do Brasil e da Turquia.

We con the World

Friday, June 04, 2010

Lula em Israel

Vergonha nacional...

Wednesday, June 02, 2010

Israel fala


Soldados corriam perigo de vida; reação foi de autodefesa.
Ataque a tropas israelenses foi premeditado; militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada".


Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado.
Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo.
O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência. Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar".
Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frota, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer".
Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000.
É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda.
A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel.
Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.
Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas [sobre] quebrar o cerco de Israel".
A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos.
Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.
Os organizadores estavam cientes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Gaza.
Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod.
Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa.
Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses.
O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.

Giora Becher, Embaixador de Israel
Artigo publicado pelo jornal “Folha de S. Paulo” em 01 de junho de 2010

Tuesday, June 01, 2010

A paz do Hamas

Quando o Hamas enviava milhares de foguetes de Gaza a cidades israelenses matando gente inocente, os humanistas se calavam. Quando o Hamas usou civis palestinos como escudos humanos armazenando armas, bombas e munição em suas casas, os humanistas não disseram nada.
Quando o Hamas entrou em guerra contra o Hezbollah na Faixa de Gaza, matando palestinos a torto e a direito, os humanistas trataram o caso como "assunto interno" dos palestinos.
Agora quando Israel intercepta uma flotilha que deliberadamente tentou furar um bloqueio militar, apesar de ser prevenida diversas vezes a não fazê-lo, os humanistas levantam-se aos gritos apontando o dedo para o demônio sionista.
O vídeo abaixo da uma idéia de como os soldados israelenses foram recebidos pelos pacíficos manifestantes turcos e seus amigos humanistas, amigos também aliás do pessoal gente boa do Hamas. Lembra o vídeo dos PMs sendo recebidos pelo MST em Eldorado dos Carajás...
E porque os humanistas querem levantar o bloqueio a Gaza? Para que o Hamas possa continuar a bombardear Israel em paz. Essa é a ajuda humanitária que querem dar ao mundo.
E agora aguenta o Lula e Celso Amorim querendo promover a paz... A paz do Hamas.

Thursday, May 27, 2010

Anjos e Demônios


Por Thomas Friedman, no NY Times:

Confesso que tão logo vi a foto, no dia 17 de maio, do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao lado de seu parceiro brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, de braços levantados — depois da assinatura do suposto acordo para pôr fim à crise gerada pelo programa nuclear do Irã — tudo o que pude pensar foi: “Há coisa mais feia do que assistir a democratas vendendo baratinho outros democratas a um negador do Holocausto, assassino e ladrão de voto só para cutucar os EUA e mostrar que eles também podem atuar na cena global?
Não! Mais feio impossível!
Por muitos anos, os países não-alinhados e em desenvolvimento culparam os EUA por cinicamente perseguir seus próprios interesses, sem se preocupar com os direitos humanos”, observa Karim Sadjadpour, do Carnegie Endowment. “Como a Turquia e o Brasil aspiram a fazer parte do cenário global, eles vão enfrentar as mesmas críticas que antes faziam. A visita de Lula e Erdogan ao Irã aconteceu poucos dias depois de o país ter executado cinco prisioneiros políticos, torturados em interrogatórios. Eles abraçaram calorosamente Ahmadinejad como a um irmão, mas não disseram uma só palavra sobre direitos humanos. É expressão da suposição errada de que os palestinos são os únicos que buscam justiça no Oriente Médio e de que, se você evoca a causa deles, pode, então fazer as vontades de Ahmadinejad.
Turquia e Brasil são duas democracias nascentes que tiveram de superar suas próprias histórias de governos militares. É vergonho para seus líderes abraçar e fortalecer o presidente iraniano, que usa o Exército e a polícia para esmagar e matar democratas iranianos — pessoas que buscam a mesma liberdade de expressão e de escolha política de que desfrutam turcos e brasileiros.
"Lula é um político gigantesco, mas, moralmente, é uma profunda decepção”, disse Moisés Naim, editor da revista Foreign Policy e ex-ministro do Comércio da Venezuela.
Lula, observou Naim, “apoiou o enfraquecimento da democracia na América Latina”. Ele freqüentemente venera o homem forte da Venezuela, Hugo Chávez, e Fidel Castro, o ditador de Cuba, e, atualmente, Ahmadinejad, mas denuncia a Colômbia — um dos grandes exemplos de sucesso da democracia — porque o país permite que aviões americanos usem suas bases militares para combater o narcotráfico. “Lula tem sido bom para o Brasil, mas terrível para seus vizinhos democráticos”, disse Naím. Lula, que surgiu para a fama como um progressista líder trabalhista, virou as costas para os líderes trabalhistas violentamente reprimidos no Irã.
Certo! Tivessem o Brasil e a Turquia realmente convencido o Irã a, comprovadamente, pôr um fim a seu suspeito programa de armas nucleares, os Estados Unidos teriam dado seu apoio. Mas isso não aconteceu.
O Irã tem hoje algo em torno de 2.197 quilos de urânio pouco enriquecido. Segundo o acordo de 17 de maio, o país supostamente concordou em enviar 1.200 quilos de seu estoque para a Turquia para trocar por um tipo de combustível nuclear necessário para uso medicinal — o combustível não pode ser empregado para fazer uma bomba. Mas isso ainda deixaria o Irã com aproximadamente uma tonelada de urânio estocado, que o país se recusa a pôr sob inspeção internacional e que pode continuar a ser processado para elevar o nível de enriquecimento e fazer a bomba.
Então, o que esse acordo realmente faz é aquilo que o Irã já queria fazer: enfraquecer a coalizão global que pressiona o país a abrir suas instalações nucleares à inspeção da ONU e, de quebra, legitima Ahmadinejad no aniversário do esmagamento do movimento pela democracia no Irã, que reivindicava a recontagem dos votos nas eleições de junho de 2009.
Do meu ponto de vista, a “Revolução Verde” no Irã é o mais importante, e espontâneo, movimento democrático a surgir no Oriente Médio em décadas. Ele foi reprimido, mas continua, e, no fim das contas, seu sucesso — e não qualquer acordo nuclear com o clero iraniano — é a única base sustentável para a segurança e a estabilidade. Nós temos gastado pouquíssimo tempo e energia alimentando esse princípio de democracia e tempo e energia demais buscando um acordo nuclear.
É como me disse Abbas Milani, um especialista em Irã da Universidade de Stanford: “A única solução de longo prazo para o impasse é um regime mais democrático, responsável e transparente em Teerã. A grande vitória do regime clerical do Irã foi fazer com que a questão nuclear fosse praticamente o único foco de suas relações com o Estados Unidos e com o Ocidente. O Ocidente deveria desde sempre ter perseguido uma política de duas vias: negociações sérias nos assuntos relativos ao programa nuclear e não menos sérias naqueles relativos aos direitos humanos e à democracia no Irã.
Eu preferiria que o Irã jamais conseguisse a bomba. O mundo seria mais seguro sem novas armas nucleares, especialmente no Oriente Médio. Mas o Irã vai se tornar uma potência nuclear, e faz uma baita diferença se um Irã democrático tem o dedo no gatilho ou a atual ditadura clerical e assassina. Qualquer pessoa que trabalhe para retardar a bomba e para fortalecer a democracia no Irã está do lado dos anjos. Qualquer um que fortaleça esse regime tirânico e dê cobertura para sua delinqüência nuclear terá de prestar contas, um dia, ao povo iraniano.

Wednesday, May 19, 2010

Winston & Barão

No melhor estilo Wagner & Beethoven:













Além do mais recente vexame internacional, aqui vai uma pequena compilação, by Reinaldo Azevedo, dos desastres da diplomacia lulista:

NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!! Culpa do Itamaraty, não de Seixas Corrêa.

OMC DE NOVO
O Brasil indicou Ellen Gracie em 2009. Perdeu de novo. Culpa do Itamaraty, não de Gracie.

NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil — do Mercosul, apenas um: a Argentina. Culpa do Itamaraty, não de Sayad.

ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.

CHINA
O Brasil concedeu à China o status de “economia de mercado”, o que é uma piada, em troca de um possível apoio daquele país à ampliação do número de vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A China topou, levou o que queria e passou a lutar… contra a ampliação do conselho. Chineses fazem negócos há uns cinco mil anos, os petistas, há apenas 30…

DITADURAS ÁRABES
Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio.

CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância… No Irã, agora, ele tentou ser rival de Barack Obama…

ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, o país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur — mais de 300 mil mortos! Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.

UNESCO
Amorim apoiou para o comando da Unesco o egípcio anti-semita e potencial queimador de livros Farouk Hosni. Ganhou a búlgara Irina Bukova. Para endossar o nome de Hosni, Amorim desprezou o brasileiro Márcio Barbosa, que contaria com o apoio tranqüilo dos Estados unidos e dos países europeus. Chutou um brasileiro, apoiou um egípcio, e venceu uma búlgara.

HONDURAS
O Brasil apoiou o golpista Manuel Zelaya e incentivou, na prática, uma tentativa de guerra civil no país. Perdeu! Honduras realizou eleições limpas e democráticas. Lula não reconhece o governo.

AMÉRICA DO SUL
Países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, promove a entrada do Beiçola de Caracas no Mercosul. Quem está segurando o ingresso, por enquanto, é o Parlamento… paraguaio! A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.

CUBA, PRESOS E BANDIDOS
Lula visitou Cuba, de novo, no meio da crise provocada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Comparou os presos políticos que fazem greve de fome a bandidos comuns do Brasil.

IRÃ, PROTESTOS E FUTEBOL
Antes do apoio explícito ao programa nuclear e do vexame de agora, já havia demonstrado suas simpatias por Ahmadinjead e comparado os protestos das oposições contra as fraudes eleitorais à reclamação de uma torcida cujo time perde um jogo.