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Friday, October 16, 2009
Thursday, October 15, 2009
Comida di buteco
Belo Horizonte aparentemente é uma das cidades com mais butecos por habitante do país. Buteco ali é levado a sério.Não é por menos que há dez anos existe um concurso gastronômico destinado a eleger os melhores petiscos da cidade.
No domingão antes do feriado, meio sem rumo, encontrei um buteco na rua atrás do meu hotel.
O buteco era o Estabelecimento, que já foi eleito pela Veja Brasil o melhor buteco e o melhor ambiente de happy hour da cidade.
O Estabelecimento é um legítimo buteco de fundo de quintal, com mesinhas toscas em volta de uma jabuticabeira, dois puxadinhos de telhado, muitos badulaques espalhados e uma cozinha aberta onde duas tias gordas preparam a comida. Mais mulamba impossível, e por isso mesmo autêntico e perfeito para tomar aquela gelada.
O prato do Estabelecimento para a edição atual do Comida di Buteco é a Costelinha do Piru.São espetinhos de costelinha de porco desossadas com molho de mexerica e acompanhados de uma farofa de milho e pescoço de peru desfiado. Delicioso.
Experimentei também a Batata do Malandro, batatas ao murro com carne cozida no vinho desfiada e molho de creme de leite e queijo. Bão tamém.
E tudo isso tomando uma brahma geladésima e uma dose de cachaça Vale Verde, a número um do meu ranking...
Mineiro sabe o que é bom.
Belo Horizonte
Ah, esse capitalismo!

A jornalista Anna Ramalho escreveu na sua coluna no Jornal do Brasil:
“A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada anteontem no Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora."
Pois é, a bolsinha da Dilma custa uns R$ 14 mil reais... Dava para quantos bolsa família?
Este é Zelaya
Friday, October 09, 2009
O fim da solidão

Trechos do artigo de Emma Riverola, publicitária e novelista, no El País de 04/10:
1. Agora, Facebook, Twitter, Tuenti e outras redes sociais estão convertendo o desenvolvimento pessoal em um cruzeiro de massas. Os jovens crescem na rede, compartilham cada minuto de sua evolução e de sua intimidade. Perda terrível da vida privada, dirão uns. Aumento da transparência e da sinceridade, dirão outros. A única certeza é que, com seus prós e contras, o vírus do exibicionismo dos reality shows penetrou em nossa conduta social.
2. Há uma necessidade, uma obrigação de ser visíveis. Somos a imagem que se reflete nos olhos dos demais. E nessa obsessão por compartilhar a existência, se esconde um modo de reafirmar a identidade, de reclamar um lugar no grupo, e de lançar ao ar um "aqui estou, conte comigo!".
3. O anonimato produz terror, do mesmo modo que assusta a sociedade. As redes sociais são o espantalho que afasta o fantasma da exclusão, o rincão das vozes que rompem o silêncio e a tristeza. Frente à tela do computador podes sentir que formas parte de um grupo, que tens um lugar onde levar as emoções, onde compartir seu tempo.
4. Mas a solidão também é uma fonte de riqueza em nossas vidas. Nela se encontra o germe do pensamento, da arte, de nossa própria identidade. Em um mundo permanentemente conectado, os espaços de isolamento se reduzem até converter-se em preciosas pérolas exóticas. Então surge a dúvida. A incerteza de saber se a geração que está crescendo sobre o abraço contínuo das redes sociais saberá estar só. Se ao não receber a dose habitual de solidão adolescente não deixará mais vulnerável ao sombrio e temível ataque do gregarismo (viver aglomerado).
Do ex-blog de César Maia
1. Agora, Facebook, Twitter, Tuenti e outras redes sociais estão convertendo o desenvolvimento pessoal em um cruzeiro de massas. Os jovens crescem na rede, compartilham cada minuto de sua evolução e de sua intimidade. Perda terrível da vida privada, dirão uns. Aumento da transparência e da sinceridade, dirão outros. A única certeza é que, com seus prós e contras, o vírus do exibicionismo dos reality shows penetrou em nossa conduta social.
2. Há uma necessidade, uma obrigação de ser visíveis. Somos a imagem que se reflete nos olhos dos demais. E nessa obsessão por compartilhar a existência, se esconde um modo de reafirmar a identidade, de reclamar um lugar no grupo, e de lançar ao ar um "aqui estou, conte comigo!".
3. O anonimato produz terror, do mesmo modo que assusta a sociedade. As redes sociais são o espantalho que afasta o fantasma da exclusão, o rincão das vozes que rompem o silêncio e a tristeza. Frente à tela do computador podes sentir que formas parte de um grupo, que tens um lugar onde levar as emoções, onde compartir seu tempo.
4. Mas a solidão também é uma fonte de riqueza em nossas vidas. Nela se encontra o germe do pensamento, da arte, de nossa própria identidade. Em um mundo permanentemente conectado, os espaços de isolamento se reduzem até converter-se em preciosas pérolas exóticas. Então surge a dúvida. A incerteza de saber se a geração que está crescendo sobre o abraço contínuo das redes sociais saberá estar só. Se ao não receber a dose habitual de solidão adolescente não deixará mais vulnerável ao sombrio e temível ataque do gregarismo (viver aglomerado).
Do ex-blog de César Maia
Nobel da desesperança

Barack Hussein Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz. É provavelmente a primeira vez na história (e Obama adora ser o primeiro da história em muitas coisas) que o prêmio é dado a alguém que ainda não fez nada.
Qual a paz de Obama? É a vitória do relativismo. É saber que no futuro o fundamentalismo islâmico será visto como "diversidade cultural". E ver a América renunciar a seu arsenal nuclear para abrir espaço ao regime de Putin e aos chineses.
E essa paz vai custar bem caro ao mundo.
E essa paz vai custar bem caro ao mundo.A esperança é que enquanto Obama discursa feito pavão para virar um queridinho aos olhos dos genocidas da ONU, os americanos estão finalmente percebendo onde foram amarrar seu burro. Seu presidente é um estadista que enfraquece o país no cenário mundial e ao mesmo tempo aumenta o controle sobre a vida dos seus próprios cidadãos.
Cerca de dois milhões de americanos foram às ruas em Washington protestar contra Obama, fato ignorado não só pela mídia brasileira mas pela própria mídia americana, que foi quem criou o mito.
Cria corvos e te devorarão os olhos.
Tradições


Nas longínquas Ilhas Faroe, uma possessão dinamarquesa colonizada por vikings e localizada entre a Dinamarca e a Islândia, uma antiga tradição promove todos os anos nas baías das ilhas uma matança de golfinhos calderón (pilot whales). É um rito de passagem para que o jovens entrem na idade adulta. Para provar que já são machos, a molecada viking entra na água e mata o golfinho com um gancho de metal.
Há um email circulando por aí com fotos como essa itntitulado Vergonha da Dinamarca ou algo assim. O email foi para um amigo na Holanda que passou para um amigo dinamarquês que devolveu com o comentário:
"Okay, now I understand. It is the Faroe Islands. I know it is official a part of Denmark - they are independent of Denmark, with their own government and all. Language and all are very much different from Danish. Killing of the pilot whale is - unfortunately - a part of their history and a heritage of this country. Like the seal killing in Greenland. It have never been accepted by the Danes. Personally I think it is disgusting and I have no understanding for the heritage of killing the Whales. I strongly put a line under that this is not Denmark and never will be.
But I can understand that there could be - when it is presented like this - misunderstanding. It make me very sad - and a bit angry - that people in the world have this picture of Denmark, due to the facts written above. Please inform your friends of this. But still they have to keep in mind that things similar to this happens in many small an bigger countries around the world - not an excuse, but a explanation - like Japan killing whales around the world in big floating whale factories, in Spain they kill Bulls for fun and entertainment, in China they eat dogs - I could continue, but I do hope you see my point. But still not an excuse for what the Faroe Island do".
Quem sou eu para dar palpite em tradições milenares de povos que não tem nada a ver comigo, mas mesmo assim guardamos a esperança de que os Faroesenses um dia perceberão que este espetáculo é triste demais. Quem sabe eles substituam essa tradição por uma saudável ida ao puteiro para provar que são machos e deixem os golfinhos em paz.
O melhor ator do País
Thursday, October 08, 2009
Leviathan

A revista Exame de 07/10 traz uma série de reportagens que nos fazem refletir sobre o tema estampado em seu editorial: qual o nível ideal de intromissão do Estado no mercado?
Bem, a capa da revista é sobre a notável expansão do frigorífico JBS, e o sucesso do estilo Frog (from Goiás) de administrar dos irmãos Batista, que elimina degraus na hierarquia e na cadeia de comando, fazendo as decisões mais rápidas e o contato da gerência com as fábricas mais eficiente.
A reportagem deixa claro no entanto que as formidáveis aquisições do JBS no mundo inteiro (Swift, Smithfield, Inalca, Pilgrim's Pride, Bertin etc) só foram possíveis graças aos aportes de capital efetuados pelo BNDES, que também já é sócio da BR Foods (Sadia+Perdigão) e do Marfrig, para ficar só na área de alimentos. Enquanto centenas de pequenas indústrias lutam para sobreviver em meio a fúria da Receita Federal e enterradas na burocracia legislativa, um punhado de famílias se regala com o leite de pata da viúva, que nem mesmo sabe como essas mega-neo-semi-estatais podem ser administradas em todo seu gigantismo.
Outra reportagem mostra os desentendimentos entre o presidente da Vale Roger Agnelli e o governo Lula, que insiste em dar palpites nos negócios da empresa. Agnelli, outrora aliado de Lula está a perigo na diretoria da empresa por confrontar figuras como Edison Lobão, mionistro das Minas e Energia que quer criar uma nova estatal mineradora, Guido Mantega do Planejamento e o próprio Lula que acha por exemplo um absurdo que a Vale exporte minério de ferro em vez de aço, mesmo se aquele dá à empresa uma margem de lucro muito maior.
A revista também mostra como a Receita tem retido o dinheiro de incentivos fiscais que deveriam ser devolvidos à empresas exportadoras, que chegam a brigar até 10 anos na justiça para reaver oq ue é delas por lei. Enquanto isso, o governo insiste em enfrentar a crise aumentando seus gastos com funcionalismo, uma estratégia que no futuro irá certamente demandar novos aumentos de impostos. O PAC? O PAC não existe, é uma ficção eleitoreira de Dilma Roussef. Os investimentos do PAC até agora representam 0,36% do PIB brasileiro.
O Pré Sal e sua nova estatal é outro tema. Como a Petrosal, o gasto é do contribuinte e o risco de exploração é do País. Tudo por causa do pavor da iniciativa privada.
Esse neo-estatismo, cuja inspiração vem da China e da extinta União Soviética todos nós sabemos onde vai dar. Em nenhum lugar do mundo, em nenhum momento da história, o Estado foi mais competente para administrar empresas do que a iniciativa privada.
Reduzir impostos e investir em educação e pesquisa faria à economia nacional um bem muito maior do que qualquer nova estatal e as obras de papel do PAC.
A crise recente no sistema financeiro mundial foi a desculpa que a esquerda precisava para que o Estado extendesse seus tentáculos pela sociedade como um câncer. E no entanto reflitam. O capitalismo amoral que gerou a crise financeira foi criado pela própria esquerda, aquela de maio de 68. Em sua guerra cultural, lutou para destruir tudo o que dava sustentação moral à sociedade ocidental. Lutou, e ainda luta, para destruir o conceito de família, a religião e as tradições. E dessa sociedade amoral que nasce a selvageria do mercado. É essa selvageria que o Estado hoje deve regular. O resto é andar para trás.
Wednesday, October 07, 2009
Terra sem lei

Este é o Correio do Estado, jornal de Mato Grosso do Sul, de hoje. A manchete chama a atenção para os novos métodos do ativismo indígena por aqui. Ontem os índios armados de arcos e flechas bloquearam as duas principais rodovias do Estado, incluindo o acesso a Campo Grande para quem vem de Cuiabá, por onde é escoada para os portos do Sul grande parte da produção agrícola do Mato Grosso.
A integração CPT/CIMI - MST - Índios parece estar dando certo, pelo menos na proliferação dos métodos de ataque.
Em uma nota no meio do jornal achei outra notícia interessante. A Polícia Federal de Ponta Porã entrou na aldeia de Taquapery (sim, a polícia normal não pode entrar em áreas indígenas, só a PF) para reprimir uma milícia dentro da aldeia que se auto-intitula Polícia Indígena. Entre os crimes da milícia estão formação de quadrilha, lesão corporal, cárcere privado e incêndio criminoso. A milícia foi criada por uma dissidência dentro da aldeia que se recusa a obedecer a liderança eleita pela maioria, e visa coagir e assustar os oponentes. Um dos líderes foi preso em abril com um tijolo de maconha. Na operação de ontem foram apreendidas armas brancas e um colete com a inscrição de Vice-Capitão.
Atenção que estes são crimes de índios contra índios. E nessas horas não aparece nenhum santo da Funai ou do CIMI para condenar quem quer que seja.
E se dentro da aldeia eles não tem lei, porque teriam fora dela, não é mesmo?
Se querem terras no Brasil, que ajam como brasileiros e que se submetam à lei como todos os outros brasileiros.
O Curioso Caso de Benjamin Button

Talvez nada seja tão apavorante aos homens quanto a perspectiva do envelhecimento inevitável. De nada adiantariam os anos de experiência de vida, a sabedoria acumulada, a possibilidade de evitar ou reparar erros cometidos no passado, se o nosso corpo cansado, fraco ou doente não responde mais aos nossos comandos.
Como diz o ditado, ah se os jovens soubessem, ah se os velhos pudessem.
No curioso caso de Benjamin Button, que nasce velho e rejuvenesce com os anos que passam, essa foi talvez a única reflexão que me ocorreu, e no entanto é algo que o filme, que achei decepcionante, não deixou aparecer.
Afinal o que você faria quando tivesse 70 anos de experiência de vida em um corpo de 20 anos em aparência física?
Esta é uma das utopias modernas, em nome da qual apareceram e multiplicaram-se todas as dietas, spas, exercícios e operações plásticas da vida moderna.
Por outro lado, como dizia Antero de Quintal, a tolice num velho é tão desagradável quanto a gravidade em uma criança.
Deve ser por isso que me dá tanto enjôo ver senhoras de 60 anos se comportando e se vestindo como se tivessem dezessete.
Eu espero ficar velho pelo menos com dignidade.
Tuesday, October 06, 2009
Golpistas são os outros

Lula já disse que a Venezuela de Chávez tem democracia até demais.
Lula aceita calotes de filoditadores como Evo Morales, Rafael Correa e Fernando Lugo.
Lula já chamou Muammar Gaddafi de meu amigo, irmão e líder.
Lula defendeu o governo genocida do Sudão de ser investigado por crimes contra a humanidade.
Lula saudou a reeleição do louco anti-semita Mahmoud Ahmadinejad em uma eleição fraudulenta, que nem os iranianos engoliram.
Lula defende a ditadura dos fuziladores irmãos Castro em Cuba, e quer incluir a ilha-prisão na OEA.
Lula elogiou a democracia na África ao lado do ditador de Bukina Fasso, há 25 anos no poder.
Lula quis fechar acordos de cooperação com o facínora Robert Mugabe, do Zimbábue.
Lula disse que queria aprender com o ditador do Gabão como ficar 37 anos no poder.
E Honduras?
Nenhuma ditadura do planeta, nem as mais facinorosas, receberam o tratamento que a diplomacia brasileira reservou ao governo de Roberto Micheletti. Nem Kim Jong Il merece o desprezo que Lula e Celso Amorim reservam ao presidente interino de Honduras.
E isso porque Micheletti não é um ditador e nem um golpista.
Micheletti assumiu o poder porque Manuel Zelaya desrespeitou a Constituição hondurenha, e foi deposto por isso, como manda a lei.
Os militares hondurenhos cumpriram seu dever, o de defender a Constituição, como manda a lei. Micheletti assumiu por ser presidente do Congresso, como manda a lei.
As eleições de Honduras vão acontecer como estavam previstas, como manda a lei.
E apesar disso o Brasil armou o mais covarde cerco diplomático já visto neste continente, juntando os bolivarianos, chavistas e sandinistas da OEA e da ONU a favor de Zelaya, transportando-o ilegalmente para dentro do país e lhe dando abrigo ilegal dentro da embaixada brasileira.
Não vão sossegar até poderem abraçar um novo ditador.
Burocracia
Zuenir Ventura e a violência

Fui ver Zuenir Ventura falar sobre a cultura da violência em um evento chamado Diálogos Contemporâneos, uma bela iniciativa da prefeitura de Campo Grande.
Zuenir passou dez meses na favela de Vigário Geral no Rio de Janeiro para entender a história da trágica chacina e ver de perto as origens da violência na guerra urbana do Rio. Aí nasceu seu livro Cidade Partida.
Como ele mesmo admite, no tempo em que todos os intelectuais eram marxistas, era lugar comum dizer que o homem era produto de seu meio, e que a violência seria fruto da miséria. Argumento que hoje ele percebe ser uma grande bobagem.
Em primeiro lugar, ele mesmo constatou que na favela, uma mínima porcentagem de pessoas está ligada ao tráfico e ao crime. A grande maioria é de trabalhadores que vive ali porque é onde puderam achar lugar na cidade. Dizer que miséria gera crime é na prática ofender a quem é pobre e vive honestamente, já que este não tem culpa da violência.
Os dois protagonistas de Cidade Partida nasceram e viveram sob as mesmas exatas condições. Um tornou-se sociólogo, líder da comunidade e depois ameaçado foi viver nos EUA. O outro virou chefe do tráfico e morreu em um tiroteio.
Há portanto outros caminhos para a violência, que não passam necessariamente pela condição social do indivíduo, e sim por escolhas que lhe são oferecidas.
Ao visitar uma obra de assistência que tirava crianças do crime, ele lembra de ter-se perguntado "como é que há tantas crianças no tráfico?". Depois de conhecer suas histórias e a absoluta falta de perspectivas de vida na favela perguntou-se "como é que não há mais crianças no tráfico?".
E a percepção que o jornalista e escritor tem da violência é que esta na verdade há muito saiu da favela e impregnou-se na sociedade carioca (e o que vale lá vale também em diferentes escalas para o resto do Brasil). Está no trânsito, no jeitinho, nos subornos, nos pit-boys que batem em empregadas, no bullying nas escolas, no culto da porrada, nas madames que levam os cachorrinhos fazer cocô na calçada pública, nos políticos e policiais corruptos, em todos os lados. É o que ele batizou de cultura da bandalha, uma cultura estimulada pela impunidade, pelo exemplo que vem dos altos escalões, por uma legislação falha e por uma polícia com grande parte podre.Perguntei-lhe se a classe média alta da Zona Sul, a grande consumidora do tráfico não tinha noção de estar alimentando a violência. Zuenir diz que a mentalidade dominante é aquela que diz o problema é sempre dos outros. Até que as balas perdidas lhes comecem a chover nas cabeças. Mas ele não acredita na guerra contra o tráfico, acha que ninguém vai ganhar. É do partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a descriminalização do uso, ou que pelo menos o tema seja debatido pela sociedade.
Zuenir foi inteligente, coerente, sincero. Mas nesse ponto eu permito-me discordar. Primeiro vamos resolver o problema da polícia podre, da impunidade, da corrupção e aí vamos pensar nessa tal descriminalização.
Até lá eu sou da opinião do Capitão Nascimento. Tá vendo aquele corpo ali? Quem matou? Foi tu, maconheiro.
Monday, October 05, 2009
Rio 2016
Em 2008, depois que os jogos de Pequim acabaram, escrevi um post com o título Rio 2016? onde dizia que o COI não seria doido de organizar jogos em uma cidade onde morre mais gente de bala do que no Iraque. Pois é, eu errei. Ao que parece o COI adotou, como diz o Reinaldo Azevedo, a política de reparações de injustiças da Era Obama e resolveu mandar os jogos para o lado de baixo do Equador.
E agora apareceu uma cariocada comentando "chuuuupa!" naquele post.
Não me levem a mal gente. Acredito, como diz o Lula, que chegou a nossa hora. Nosso Gran Communicatore (que é como o Umberto Eco chama o Berlusconi) já se apoderou da escolha da cidade sede dos Jogos como mais uma de suas realizações.
Teremos a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Será a nossa hora mesmo. Nunca antes na história desse país a gente vai aparecer tanto.
Eu sei que isso é bom. O Joelmir Beting notou que logo depois do anúncio a bolsa que andava patinando fechou com uma alta puxada pelas empresas de construção, logística, comunicação e transportes. E mandou ver: "Sem mistério: na vida moderna, megaevento esportivo global é mercado, projeto, produto, emprego, renda e consumo. Não é gasto. É ganho".
Não quero ser pessimista, mas é que fico pensando no superfaturamentos, nos orçamentos estourados, nas falcatruas, nas propinas por baixo dos panos. Ou como diz o Chico, fico pensando na pátria mãe tão distraída sem perceber que é subtraída em tenebrosas transações.
Quando tudo vai bem, quando o povo tem pão e circo, ele não está muito preocupado se estamos abrigando ditadores bolivarianos, terroristas italianos, se nosso Congresso está sendo comprado, se o Sarney empregou mais um parente... Daí vem meu desconsolo.
Mas estou feliz pelos cariocas, quem sabe algum político macho resolva subir o morro e erradicar o tráfico antes que uma bala perdida acerte um maratonista, resolva despoluir a Baía da Guanabara e evitar que o emissário submarino quebre no meio da prova de vela, e resolva melhorar a vida dos cariocas antes que haja um arrastão no vôlei de praia.
Também torço para que o esporte nacional seja mais prestigiado em outras categorias que não o futebol (espero sinceramente assistir o rugby brasileiro), e que não tenhamos que assistir tanto choro em 2016.
Enfim, Viva o Rio!
Ranking da cachaça

Em mais um serviço de utilidade pública, o blog Lumières apresenta o ranking das melhores cachaças do Brasil. E dá-lhe Minas Gerais:
1. Vale Verde, Betim, MG
2. Anísio Santiago, Salinas, MG
3. Canarinha, Salinas, MG
4. Germana, Nova União, MG
5. Caludionor, Januária, MG
6. Boazinha, Salinas, MG
7. Casa Bucco, Passo Velho, RS
8. Armazém Vieira, Florianópolis, SC
9. Magnífica, Miguel Pereira, RJ
10. Piragibana, Salinas, MG
11. Maria Izabel, Parati, RJ
12. Indaiazinha, Salinas, MG
13. Sapucaia Velha, Pindamonhangaba, SP
14. Corisco, Parati, RJ
15. Mato Dentro, São Luiz do Paraitinga, SP
16. Lua Cheia, Salinas, MG
17. Abaíra, Chapada Diamantina, BA
18. Seleta, Salinas, MG
19. GRM, Araguari, MG
20. Volúpia, Alagoa Grande, PB
Escolhidas por:
MARCELO CÂMARA, Degustador profissional e autor do livro Cachaça - Prazer Brasileiro
JOÃO BOSCO FARIA, Doutor e pesquisador em química de destilados pela Unesp e Unicamp
ERWIN WEIMANN, Químico e mestre-cervejeiro, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira
MARIA JOSÉ MIRANDA, Diretora da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que coordena o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Cachaça ou Caninha
PAULO MAGOULAS, Jornalista, publicitário e presidente da Academia Brasileira da Cachaça
CLÁUDIA FERNANDES, Cachaciére e presidente da Confraria do Copo Furado
MAURÍCIO MAIA, Presta assessoria e consultoria especializada para cachaçarias
RONALDO RIBEIRO, Repórter da revista National Geographic, autor de reportagens sobre Anísio Santiago
CELSO NOGUEIRA, Especialista em destilados e palestrante sobre harmonização de cachaça e charutos
MARCO ANTÔNIO MARIANO, Comanda a cachaçaria paulistana Consulado da Cachaça
SÉRGIO ARNO, Dono da Universidade da Cachaça (SP) e colecionador com mais de 1.600 garrafas
MOACYR LUZ, Músico apaixonado por cachaça
MARION BRASIL, Cachaciére carioca responsável pela carta de diversas cachaçarias do Rio de Janeiro
2. Anísio Santiago, Salinas, MG
3. Canarinha, Salinas, MG
4. Germana, Nova União, MG
5. Caludionor, Januária, MG
6. Boazinha, Salinas, MG
7. Casa Bucco, Passo Velho, RS
8. Armazém Vieira, Florianópolis, SC
9. Magnífica, Miguel Pereira, RJ
10. Piragibana, Salinas, MG
11. Maria Izabel, Parati, RJ
12. Indaiazinha, Salinas, MG
13. Sapucaia Velha, Pindamonhangaba, SP
14. Corisco, Parati, RJ
15. Mato Dentro, São Luiz do Paraitinga, SP
16. Lua Cheia, Salinas, MG
17. Abaíra, Chapada Diamantina, BA
18. Seleta, Salinas, MG
19. GRM, Araguari, MG
20. Volúpia, Alagoa Grande, PB
Escolhidas por:
MARCELO CÂMARA, Degustador profissional e autor do livro Cachaça - Prazer Brasileiro
JOÃO BOSCO FARIA, Doutor e pesquisador em química de destilados pela Unesp e Unicamp
ERWIN WEIMANN, Químico e mestre-cervejeiro, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira
MARIA JOSÉ MIRANDA, Diretora da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que coordena o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Cachaça ou Caninha
PAULO MAGOULAS, Jornalista, publicitário e presidente da Academia Brasileira da Cachaça
CLÁUDIA FERNANDES, Cachaciére e presidente da Confraria do Copo Furado
MAURÍCIO MAIA, Presta assessoria e consultoria especializada para cachaçarias
RONALDO RIBEIRO, Repórter da revista National Geographic, autor de reportagens sobre Anísio Santiago
CELSO NOGUEIRA, Especialista em destilados e palestrante sobre harmonização de cachaça e charutos
MARCO ANTÔNIO MARIANO, Comanda a cachaçaria paulistana Consulado da Cachaça
SÉRGIO ARNO, Dono da Universidade da Cachaça (SP) e colecionador com mais de 1.600 garrafas
MOACYR LUZ, Músico apaixonado por cachaça
MARION BRASIL, Cachaciére carioca responsável pela carta de diversas cachaçarias do Rio de Janeiro
Gorilas do mundo, uni-vos!

“Mugabe transformou-se num alvo de ataques de diferentes entidades do sistema mundial que o diabolizam e atacam na Imprensa ocidental. Quero dar o meu apoio moral e político ao presidente Mugabe e ao povo do Zimbabwe. Trata-se de um homem que consagrou a sua vida à luta contra a colonização. Devemos unir-nos para o defender”
Hugo Chávez na II Cimeira África-América do Sul, na ilha venezuelana de Margarita.
Celso Amorim deve estar louco por ter perdido esse abraço!
O Louco

A cigana leu o meu destino, eu sonhei. E um desses tarôs de internet me deu essa carta, que o blogueiro astrólogo Randler Michel descreve assim:
"O louco é um dos nomes dados a esse eterno viajante em busca de si mesmo. Em suas diversas representações este personagem é simbolizado como um homem na forma de um coringa ou simplesmente um andarilho que segue pelo caminho que é muitas vezes desconhecido. Um cão sempre acompanha em sua jornada, talvez seja a voz de sua consciência o impelindo ar ir de encontro a uma nova realidade ou o acompanhando sempre. Sem medo, olha para frente e caminha em direção os seu sonhos e ideais. Pois parece confiar na voz que vem de dentro do seu coração. E é o que cada um deveria aprender a escutar e valorizar mais. Percebo que o louco é na verdade cada um de nós quando estamos num nível de estresse tão grande e insatisfeito com alguma coisa quer seja no trabalho ou na nossa relação decidimos por um ponto final, romper com tudo e iniciar uma nova etapa de vida, rompendo barreiras, quebrando tabus, superando obstáculos, confiando em nós mesmos. Sempre pergunto quando recebo esta carta numa consulta de tarô; Será que estou realmente pronto para um novo começo? Devo confiar nas minhas capacidades intuitivas? Mas, por outro lado, reflito: Agora é o melhor momento para ir de encontro com minha felicidade, dizer sim ao fluxo das oportunidades."
Perfeitamente. Sejamos um pouco loucos.
Mercedes Sosa
Gracias a la vida
Gracias a la vida que me ha dado tanto,
Me dio dos luceros que cuando los abro,
Perfecto distingo lo negro del blanco,
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y el las multitudes al hombre que yo amo.
Gracias a la vida que me ha dado tanto,
Me ha dado el sonido y el abecedario,
Con él las palabras que pienso y declaro,
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando.
Gracias a la vida que me ha dado tanto,
Me ha dado el oído que en todo su ancho,
Graba noche y día grillos y canarios,
Martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
Y la voz tan tierna de mi bien amado.
Gracias a la vida que me ha dado tanto,
Me ha dado la marcha de mis pies cansados,
Con ellos anduve ciudades y charcos,
Playas y desiertos, montañas y llanos,
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.
Gracias a la vida que me ha dado tanto,
Me dio el corazón que agita su manto,
Cuando miro el fruto, del cerebro humano,
Cuando miro al bueno, tan lejos del malo,
Cuando miro el fondo de tus ojos claros.
Gracias a la vida que me ha dado tanto,
Me ha dado la risa, y me ha dado el llanto,
Así yo distingo dicha de quebranto,
Los dos materiales que forman mi canto,
Y el canto de todos que es el mismo canto,
Y el canto de ustedes, que es mi propio canto.
Violeta Parra
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