Wednesday, April 15, 2009

Marcha a ré


JR Guzzo na Veja dessa semana resume bem o desserviço que o PT e o esquerdismo politicamente correto estão prestando à nação com a história das cotas raciais.
Estamos criando racismo quando deveríamos varrer para sempre o conceito de raça, cientificamente sem sentido, da cabeça dos brasileiros. Daqui a pouco teremos graduações de cor carimbadas em nossos RG's como os belgas faziam com hutus e tutsis em Rwanda (e deu no que deu) e portas separadas para entrar em prédios públicos.
Estamos dando marcha a ré na história.
E já que estamos nesse túnel do tempo, onde estavam os militantes das cotas na época do Xou da Xuxa? Se fosse hoje a Xuxa levaria um nabo dos tribunais do tamanho da vara cível do Pelé.
Aliás se fosse hoje as loiras verdadeiras também teriam que exigir uma cota no Xou da Xuxa.
A promotora Déborah Kelly pediu cotas para modelos negros em desfiles de moda. E modelo japonês que eu nunca vi? Eu quero cotas para gordos e baixinhos. Aposto que gordo é muito mais discriminado que modelo negro. Quem sabe ainda viro garoto Ford Model XXL?
Enquanto isso na Universidade Federal de Santa Maria, Tatiana Oliveira de 22 anos é expulsa do curso de pedagogia. Ela se declarou parda (e é parda) e entrou pelo sistema de cotas. A Universidade decidiu rever o processo porque o moça disse na entrevista à reitoria que nunca foi discriminada.
As estatísticas mais estapafúrdias de raças são usadas pela militância para justificar a política de cotas. Nessa hora todo índio, moreno, mulato, cafuzo, negão ou sarará vira negro.
Na hora de conceder os benefícios dessa política imbecil, só vale para quem é do "movimento".
Um dia chegamos a nos orgulhar de nossa miscigenação, hoje queremos apartheid.
É só o começo da ditadura das minorias.
Daqui a pouco será obrigatório distribuir nas escolas livros de histórias infantis onde o príncipe casa com outro príncipe, como está acontecendo na Inglaterra.

Pale Blue Eyes


Tuesday, April 14, 2009

Anna Maria Sibylla Merian















Metamorphosis insectorum Surinamensium, 1705

Coelhinhos


Sunday, April 12, 2009

Feliz Páscoa

Resurrectio Domini, spes nostra

Thursday, April 09, 2009

Populismo rasteiro


Lembram dessa campanha do Banco do Brasil? É o Banco do Bruno, é o Banco da Dona Maria, agora é o Banco do Lula e da Dilma.
Sigam o raciocínio.
O PSDB tem Serra e Aécio, fortes candidatos à Presidência em 2010.
O PT tem Dilma, com aquele carisma de atendente de cartório, que vai na onda da popularidade de Lula.
A popularidade de Lula está diretamente ligada à economia do país.
A economia descobriu que o que está atravessando não é uma marolinha.
A popularidade de Lula, e de Dilma no vácuo, escorrega.
Lula e Dilma tomam uma medida populista com a de demitir o presidente do Banco do Brasil, interferindo indevidamente não só na economia como na direção de um banco com ações negociadas em bolsa.
A petralhada aplaude.
As ações do BB caem 9%.
O governo dá mais um passo para controlar a sociedade.

Protógenes, o homem que sabia de menos


O novo herói e defensor dos fracos e oprimidos, o homem que sabe de todos os esquemas sórdidos dos bastidores da República falou por 6 horas à CPI e não disse nada. A frase mais repetida do depoimento: "Excelentíssimo Sr. Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas, deputado Marcelo Itagiba, eu me abstenho de responder a essa pergunta."
Canalha.
Tá com medo de quê?
Vai lá posar de cavaleiro solitário machão no palanque do PSOL e agora amarela na frente da CPI?
Conta tudo Protógenes...

Tuesday, April 07, 2009

Comunicação e Sustentabilidade


A simpática Maria Teresa da Atitude Brasil, (por recomendação de alguém que não sei quem é mas agradeço) me convidou a escrever no blog do II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade.
Muito me honra o convite e farei o possível para estar à altura da missão.
Minha primeira contribuição já está no ar e pode ser acessada aqui:

http://www.comunicacaoesustentabilidade.com/blog/

Por favor acessem e participem da discussão!
E me ajudem a não apanhar muito.

O homem de seis milhões de grampos


Quem ainda leva a sério Protógenes Queiroz?! O homem se acha o próprio Cavaleiro Solitário, justiceiro dos fracos contra as elites e os banqueiros. Um dia aprova Lula, no outro pede seu impeachment. Até carta a Barack Obama ele mandou denunciando as conspirações que o assombram.
O certo é que até agora não produziu absolutamente nada de concreto. Ao contrário, com todas as ilegalidades que cometeu em suas investigações, ele só ajudou a proteger Daniel Dantas, contribuiu para a balcanização da Polícia Federal e para a desmoralização dos serviços de inteligência do País.
Em vez de andar por aí em comícios do PSOL construindo sua futura imagem política (porque sim, o biruta um dia ainda se candidata), ele deveria era abrir o bocão de vez e contar tudo o que ele tanto diz que sabe.
Não é só a PF e as instituiçoes que sofrem com o esquizofrenismo de Protógenes, a liberdade de imprensa é um de seus alvos. Kill the messenger!
O site Consultor Jurídico dá um insight interessante sobre a caça às bruxas de Protógenes na imprensa. O engraçado é ver Janaína Leite e Diogo Mainardi por exemplo ao lado da turma da Carta Capital no mesmo complô imaginário do "dotor". Até jornalistas italianos estão nessa salada mista.
Qualquer repórter que cite Daniel Dantas está, segundo o relatório de Protógenes, sendo manipulado pelo banqueiro. Daniel Dantas é uma espécie de Dr. Octopussy do mundo surreal do delegado.
Repetindo, alguém leva ele a sério? O De Sanctis quem sabe...

Muro na favela


Murar as favelas é uma típica solução de avestruz, em vez de resolver o problema a gente tapa os olhos e espera que ele suma.
Em seu ex-blog, César Maia cita trechos de artigo do Coordenador de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio, Sérgio Besserman, ex-presidente do IPP na gestão anterior:
1. O muro cercando favelas no Rio seria a mais completa demonstração de não uso do conhecimento. Vai servir para interromper o crescimento horizontal? Não! Na verdade,
vai ser uma parede para um domicilio do lado de dentro e outra para o do lado de fora. Sei que vão responder que estarão fiscalizando... É mesmo? Então não precisa de muro...
2. Vai servir para segurança, para evitar que a bandidagem use as matas como refúgio? Não! Precisamente o contrário. Em duas semanas só quem vai conhecer os buracos, as passagens secretas, os túneis, será a bandidagem... para a polícia vão sobrar as armadilhas ou dar a volta toda...
3. O Dona Marta não está ocupado? Vão cercar por quê? Vão abandonar a ocupação?
4. Murar não vai ajudar em nada, mas pode ferir de morte a cidade do Rio... Murar as favelas tem um impacto simbólico terrível. É gueto, separação... É partir a cidade voluntária e
conscientemente... Mata nosso mais precioso bem, arruína nossa alma, e o faz sem benefício algum.

Doomsday clock

I Just Don't Know What to Do With Myself



White Stripes cantando
Kate Moss estrelando
Sofia Coppola dirigindo
Lance Acord filmando

Biscoito fino crianças...

Saturday, April 04, 2009

The Last Best Hope


Muitas vezes me referi aqui ao Estado do Bem Estar Social europeu como uma espécie de suicídio sócio-econômico coletivo.
A New Criterion publicou em seu site um artigo, um dos melhores que já li por ali, intitulado a Síndrome Européia, em que analisa uma palestra proferida por Charles Murray no American Enterprise Institute sobre a filosofia européia de vida.
O ex-presidente americano James Madison definiu que "um bom governo implica duas coisas. A primeira é a fidelidade ao objetivo de governar, que é a felicidade do povo. A segunda é o conhecimento dos meios com os quais atingir aquele objetivo".
A felicidade a que Madison se referia não é um simples contentamento, mas antes o sentido que Aristóteles lhe dava em Ética a Nicômaco, a satisfação ativa que se consegue após um próspero e virtuoso engajamento com a vida.
A verdadeira felicidade vem de coisas importantes, custa esforço, e segundo Murray está intimamente ligada a instituições como família, trabalho, comunidade e fé. A política deveria assegurar o respeito e a força de cada uma destas instituições.
O Estado Europeu, ao contrário, as enfraquece. O estado do bem estar social, ao tentar remover todos os obstáculos da vida de seus cidadãos tira a vitalidade destas instituições.
Por exemplo, toda a legislação trabalhista européia com seu protecionismo ao trabalhador, suas bolsas, férias, folgas e seguros faz com que o europeu veja o trabalho como um mal necessário, não como uma vocação.
Murray ficou espantado ao constatar na Europa que o conceito de "vida bem vivida" não fazia muito sentido por lá, e resumia-se a férias em Mallorca, BMW na garagem e a vida sexual satisfatória.
É este niilismo europeu que ameaça a América hoje, cujas elites sucumbiram ao politicamente correto que elegeu Barack Obama.
O mesmo Obama que hoje quer se aproximar da Europa, quer aumentar impostos, socializar o sistema de saúde e aumentar o controle do Estado sobre a economia.
O perigo de que o dano se torne irreversível nos próximos anos é bem real.
O essencial é que as elites voltem ao que Murray chama de o excepcionalismo americano, a crença de que o indivíduo é o mestre de si mesmo, uma crença que apesar de tudo tem mais defensores na América do que em qualquer outro lugar do mundo.
E é essencial que essas mesmas elites que repensem o que é o conceito de felicidade, como descrito por Madison.
Obama gosta de se apropriar indevidamente da imagem de Abraham Lincoln. O Obama "europeu" de hoje é o que há de mais distante de Lincoln.
Murray diz que a crucial escolha que estamos enfrentando é entre o igualitarismo e niilismo soporífico da Europa e um retorno ao individualismo robusto e autoconfiança que fizeram da America, nas palavras de Lincoln: “ the last best hope of earth.”

Human Wrongs Council


Na sua tentativa desesperada de amenizar a imagem dos Estados Unidos junto à comunidade internacional, o governo de Barack Obama anda se superando.
Obama já mandou recadinhos aos iranianos via internet, e Hillary Clinton já reconheceu a Venezuela como sendo uma democracia.
Esta semana Barack Obama anunciou querer candidatar os EUA a uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Como definiu Anne Bayefski na National Review é uma rendição dos valores americanos como nenhuma outra, e que irá assombrar Obama até o fim de seu mandato. Anne ainda dá um resumo histórico do tal Conselho, criado em 2006 sem o apoio americano que exigia um mínimo de bom senso na escolha dos países membros.
O tal Conselho de Direitos Humanos é formado por algumas das piores ditaduras do planeta, é só serve mesmo para proteger seus próprios membros de denúncias de abuso.
O Conselho, dominado por países islâmicos, tem uma agenda de dez itens que comanda todas as suas reuniões. Um item é especialmente reservado para condenar Israel por abuso. O Conselho adotou em seus 3 anos de existência mais resoluções condenando Israel do que os outros 191 países juntos.
Enquanto isso investigações sobre abuso de direitos humanos em lugares como Congo, Bielorússia, Cuba, Libéria, Uzbequistão, Maldivas, Irã e Quirguistão foram completamente suspensas. A última decisão tomada a respeito do Sudão onde está em andamento o maior genocídio do planeta foi há sete meses atrás. A resolução "reconhecia"os passos tomados pelo governo sudanês para melhorar a situação dos direitos humanos no país.
O Conselho também transformou em procedimento normal descreditar qualquer conexão entre a prática do Islã e o abuso de direitos humanos. De fato, os países muçulmanos, o maior bloco de votos da ONU, estão se unindo para aprovar resoluções que transformem em crime de difamação qualquer crítica ao Islã. E aproveitam para isentar países islâmicos dos padrões universais de direitos humanos em nome da diversidade cultural, leia-se sharia.
É com essa gente que Obama quer sentar-se, dando-lhes uma credibilidade há muito perdida. E não só credibilidade como dinheiro, já que agora os contribuintes americanos irão contribuir com o Conselho, coisa que Bush se recusou a fazer.
E há quem ache que a mudança é para melhor.

Ditadura da celebridade


Ainda sobre a ditadura da celebridade e sua influência sobre a sociedade, um dia desses, já faz um tempo, vi a Bruna Surfistinha no programa do Serginho Groissman, o Altas Horas.
A molecada na platéia via a moça como alguém que havia chegado lá. Uma adolescente a citou como exemplo de coragem.
O fato dela ser uma prostituta, ladra e drogada assumida não era levado muito em conta. O importante é que ela "estava" famosa.
Algum tempo depois uma revista para o público adolescente dava dicas às meninas que queriam seguir a carreira de Bruna.
Se mesmo uma celebridade efêmera e suspeita como a Surfistinha tem esse tipo de influência junto à juventude, imaginem o que o futuro nos reserva.
Imaginem por exemplo o fato de celebridades, cientes de seu poder, estarem cobiçando cargos públicos. Bem, Arnold Schwarzenegger e Jesse Ventura viraram governadores nos EUA. Clodovil virou senador no Brasil. Até a Gretchen quis ser vereadora. Quando teremos um ex-BBB deputado? Susana Vieira presidente? Decretando que garotões de 25 anos passem a andar só de sunga em lugares públicos?
Em o Aviador, Howard Hughes passa um descompostura em Katharine Hepburn e dispara: "Mas quem você pensa que é? Você não passa de uma atriz!"
Bons tempos aqueles em que famosos não eram a encarnação da Verdade.
Querem ver alguém enfrentando a fama com dignidade?
Em 2006, José Wilker declarou em entrevista ao Jornal da Tarde: "Por favor, não me peça opiniões políticas porque não me sinto qualificado para isso. No Brasil, as pessoas acham que os atores precisam ter opinião formada sobre tudo, até buraco de rua."
Falou e disse.

Friday, April 03, 2009

Uma profecia de Orlando Villas Bôas

Cafetões


Uma ONG espanhola planeja comprar 100 mil hectares na Amazônia para a criação de uma reserva indígena e ambiental.
A reserva natural ficaria entre a cidade colombiana de Leticia e o Parque Nacional de Amacayacu, situado na fronteira com o Brasil e o Peru, e às margens do Rio Amazonas.
Lá vem essa história de novo... Mais um europeu que não tem o que fazer em casa e acha que aqui é a Disneylândia deles.
Quer criar um zoológico gigante para vir aqui passear de vez em quando observando os pássaros e as nativas peladas no rio.
Quanto tempo levará para que essa reserva em uma tríplice fronteira se torne um porto seguro para tudo o que é tráfico e contrabando? Fernandinho Beira Mar tinha excelentes amigos em Leticia.
Javier Lobon, da ONG diz que as políticas de integração fizeram com que algumas etnias perdessem sua identidade. "A prova disso é o fato de que, quando entram em contato com a civilização, a primeira coisa que os indígenas fazem é instalar antenas de televisão e, com elas, a cosmologia ocidental" indicou o especialista.
É óbvio, se eu morasse no meio da Amazônia também ia querer ter uma televisão. E um freezer, e um fogão, e uma farmácia, e ia querer saber o que há no resto do mundo... Ou o Lobon aí acha que devemos isolar os índios no zoológico para sempre? O homem um dia vai pisar em Marte e o índio lá, atrás das grades do seu mato.
Índio precisa é de educação, de uma fonte de renda, não desses cafetões da miséria alheia.
Ah, e é claro que para conseguir os 100.000ha a ONG espera conseguir financiamento com algumas entidades e organismos oficiais.

Lança Kim lança...


Lembram daquela marchinha de carnaval?

O Brasil vai lançar foguete,
Cuba também vai lançar.
Lança Cuba, lança...
Quero ver Cuba lançar!


Fidel em seus bons tempos hospedava mísseis russos em Cuba. Hoje a ilha-presídio comunista é um país decrépito, onde a miséria é dividida igualmente entre todos, exceto os dirigentes do Partido.
Lembrei disso quando vi que a Coréia do Norte está pronta para lançar um foguete com "fins pacíficos" amanhã. Este outro paraíso comunista também é um país que prefere deixar o povo na miséria para poder gastar seu orçamento com brinquedinhos atômicos.
E o biruta Kim Jong Il ainda ameaça entrar em guerra contra os EUA, Japão e a Coréia do Sul se alguém estragar a brincadeira dele.
Em Team America - World Police, uma hilária animação com marionetes feita pela turma do South Park, Hans Blix da ONU diz que se Kim não cumprir seus requisitos ele irá escrever uma carta muito muito zangada... Kim o atira aos tubarôes. Só o Team America vai arrancá-lo dali e o enviar de volta a seu planeta natal.
Eu quero é que o circo pegue fogo, e quem sabe alguém arranque esse demente do poder na Coréia do Norte.
Lança Kim, lança...

BBB


Após intermináveis semanas o BBB edição sei lá qual está chegando ao fim.
E temos que decidir se vamos dar um milhão de reais à morena-fogosa, à loura-desequilibrada-e-mimada, à burrinha-engraçadinha ou ao artista-plástico-desencanado-não-estou-nem-aí-para-isso.
O quê? Estou julgando demais? Mas não foram os próprios participantes que se dispuseram a ser julgados por milhões de outras pessoas? Só estou fazendo minha parte...
Cada um deles encarnou um arquétipo literário daqueles mais manjados. O engraçado é que todos eles falam ao Pedro Miau: ah, eu sou assim mesmo. Nada mais falso.
É absurdo achar que alguém aja naturalmente sabendo que está sendo filmado 24 horas por dia ao vivo para todo o país.
Não condeno de modo algum a Rede Globo ao por o programa no ar, afinal estão fazendo o que lhes compete, dar um milhão para ganhar centenas de outros.
Como constatou JP Coutinho ao analisar o caso da inglesa que mostrou seu câncer ao mundo pela TV, temos a tendência de culpar os tubarões capitalistas da mídia pelo lixo que despejam em nossa sala. Já dizia Adam Smith no entanto que se não houvesse demanda, não haveria oferta. Isto vale para a indústria de entretenimento e para qualquer outra: quanto mais lixo consumirmos, mais lixo nos será oferecido.
O que me perturba no fenômeno Big Brother não é sua assustadora audiência. É constatar o tipo de pessoa que nossa sociedade contemporânea decide recompensar.
De fato, em vez de caráter, talento, coragem, capacidade ou realização, o único atributo que importa hoje para ser recompensado chama-se atenção. A medida de sucesso de uma pessoa é dada pela quantidade de anteção que ela consegue obter (Pense em Paris Hilton por exemplo, um role model imitado por milhões de adolescentes no mundo).
Ter atenção em quantidade suficiente é o que basta para você passar ao que Giuliano da Empoli em l'Orgie et la Peste chama de über-class dos tempos modernos, a superclasse das celebridades. E vale tudo para chegar lá. Nem que se chegue lá como aquela subcategoria conhecida como ex-BBB.
E como atenção é coisa difícil de se conseguir neste planeta globalizado e frenético, a idéia é adotar comportamentos cada vez mais exóticos para tentar monopolizar mesmo que por pouco tempo os holofotes. Pense em Lindsay Lohan, Britney, Michael Jackson, Madonna, Amy Wiinehouse...Seguindo o exemplo, virou moda entre meninas americanas por exemplo divulgarem suas fotos bêbadas em seus sites de relacionamento, ou relatarem sua vida sexual e sentimental em fotologs. Moda que está se espalhando por aqui.
Não é por exemplo motivo de espanto nenhum que a ex-modelo de ensaios sensuais e agora ex-BBB Maíra, cujo filme pornô amador anda circulando aí pela internet, queira comandar um programa infantil. Se ela é uma candidata a celebridade, ninguém irá lembrá-la de que pornografia e educação infantil são incompatíveis.
Um estudo psicológico desenvolvido durante os anos de ferro do nazismo na Alemanha recolhia relatos dos sonhos de pessoas comuns. O sonho mais recorrente entre elas era o de estar em uma casa de vidro, com paredes transparentes onde ela soubesse ser observada o tempo inteiro. Reflexo da paranóia que o controle totalitário exercia sobre a vida do cidadão.
A diferença hoje é que todos querem voluntariamente pular para dentro da casa de vidro.
O BBB é só mais um sintoma, de como o totalitarismo das celebridades está entrando em nossas vidas.

O Brasil que o PT criou


O que foi postado abaixo é realmente uma síntese do país que o PT criou. Ou no mínimo do país que ajudou a piorar.
Todo o relativismo moral dessa gente está estampada em cada um dos tragicômicos paradoxos que citei. E a lista poderia continuar indefinidamente, há inúmeros exemplos ainda a explorar.
Mas dá tristeza.
Ainda que a gestão petista fosse um assombro de eficiência, ainda que tivéssemos crescido como tigres asiáticos, o preço que estamos pagando não teria valido a pena.
O Brasil que está sendo criado, seguindo os princípios dos companheiros é de uma pobreza moral e intelectual atroz.
São estes os valores que deixaremos aos nossos filhos?