
Vivemos tempos perigosos. E não estamos nos dando conta.
Raciocine comigo amigo leitor, amiga leitora:
Você tem medo de sair às ruas porque pode ser a próxima vítima da violência que toma conta das nossas cidades, uma imensa parte dela fruto do crime organizado ligado ao tráfico de drogas. Mui suspeitosamente, nossos traficantes são tratados como vítimas da desigualdade social, como se todo pobre estivesse já de nascença condenado ao crime. Por outro lado a legalização e o consumo de maconha e cocaína é celebrizado entre o beautiful people intelectual, enquanto os fumantes de tabaco são relegados à condição de párias da sociedade.
Agora o governo vai atacar as bebidas, e depois os alimentos altamente calóricos. Daqui a pouco teremos agentes em nossa casa vigiando o que podemos ou não comer e beber. Tudo pelo nosso bem.
Párias também são os católicos, os que defendem a família, e que daqui a pouco poderão ser colocados todos na cadeia por uma legislação que vai condená-los por homofobia. Também os que são contra o aborto são sumamente tachados como reacionários e obscurantistas medievais. Agora querem o aborto dos anencéfalos. Daqui a pouco será o aborto de forma geral. E depois a eutanásia. Tudo pelo humanismo. Depois virão os deficientes físicos e mentais. Porque não se é para livrá-los do sofrimento? Tudo no melhor estilo eindlosüng...
Com os sistemas de cotas racias, negam a Constituição que diz que a lei é igual para todos. Agora, alguns são mais iguais que os outros. As cotas atendem a minorias barulhentas sedentas de poder e privilégios, mas foram consideradas ineficientes por países que já fizeram a experiência. E criam um apartheid onde o que existia antes era uma nação orgulhosa de sua mestiçagem.
Vivemos em um estado policial onde até nossos juízes do Supremo Tribunal são grampeados com escutas telefônicas. Nosso Ministro da Justiça, diz que não tem jeito, e que precisamos tomar cuidado.
A imprensa é cerceada, vigiada. Nunca antes na história deste país um governo hostilizou tanto a imprensa, e tentou tanto controlá-la. Tentou censurar a programação das tv's e criou ainda sua própria rede de televisão, que ninguém assiste. Agora tenta também re-estatizar a telefonia. Quer o controle das telecomunicações. Quer re-estatizar outras empresas outrora privatizadas. A máquina incha sem parar, e os gastos públicos aumentam mais do que suas receitas.
Nas escolas, nossas crianças são doutrinadas por livros didáticos e professores que em vez de ensinar português, matemática e geografia preferem focar sua atenção para as lutas de classe e em apontar todos os males do mundo como culpa do capitalismo e dos americanos, como escancarou a reportagem da Veja na semana passada.
No campo, os que produzem a comida que temos à mesa todos os dias são tratados como cães. Fazendeiro virou uma palavra horrível, denunciando alguém arrogante, rico e reacionário. Mas o cidadão comum desconhece o fato de que a produção agrícola e pecuária no Brasil ocupa um terço das terras totais disponíveis, enquanto os dois terços restantes estão paralisados como reservas indígenas, ambientais, assentamentos do MST e quilombolas. E mesmo assim a pressão continuam para que os fazendeiros cedam ainda mais terras. O estado ignora os conflitos agrários, e quem perde sempre são os que produzem.
Áreas outrora férteis e promissoras como várzeas e montanhas que poderiam ser usadas para a produção de arroz ou café já não podem mais ser exploradas por decretos ambientalistas.
Nossas fronteiras, em vez de protegidas e vigiadas pelos nossos militares são doadas a tribos e ONG's que não querem outra coisa a não ser esquartejar o território nacional.
Nos tribunais, juízes seguidores do tal "Direito Achado no Rua", uma imbecilidade surgida no forno ideológico da UnB, em vez de seguirem a lei tentam fazer justiça em prol dos mais fracos, mesmo se os mais fracos forem criminosos, traficantes ou invasores.
Estamos assistindo impávidos a um país sendo despedaçado, incapaz de controlar vastas porções de seu território nos campos e nas cidades. Seus produtores de alimentos são humilhados todos os dias, seus protestos ignorados. A lei virou uma referência flexível, passível de inúmeras interpretações, condicionada ao contexto social. Nosso direitos constitucionais são relativizados.
As vítimas de um roubo por exemplo, mesmo as que trabalham e pagam impostos tornam-se culpadas pelas desigualdades sociais. E todo mundo acredita nisso.
Gramsci venceu. Os tentáculos da revolução estão por toda parte, na mente das pessoas, nas artes e na mídia, nas páginas dos jornais, no governo, na cidade, no campo e nos tribunais. Sem barulho, sem sobressaltos, a revolução oculta começou. Esse kraken vermelho, gigante, onipresente, está nos agarrando e nos levando para o fundo.
É o começo do fim.
















































