Sunday, September 12, 2010

Tapa na cara


Seria bom nesta data falar um pouco do projeto de se construir uma mesquita de treze andares e 100 milhões de dólares ao lado do Ground Zero em Nova York, o buraco deixado pela queda das torres do WTC em 11/09/2001.
A discussão é entre os que acham que é um tapa na cara de qualquer americano e os que acham que é um gesto de tolerância de um país onde a liberdade de credo é um de seus pilares institucionais. Entre estes últimos está o próprio Barack Hussein Obama.
Pois é, a mente atrás do projeto é o imam Feisal Abdul Rauf, um kwaitiano naturalizado americano. Às audiências ocidentais ele diz ser contra o fundamentalismo etc e tal. Aos seus, ele proclama como o Islam deve mudar a América. Ou seja, sua função e a dos muçulmanos da América seria a de descobrir as melhores maneiras de impor a sharia na vida dos americanos em geral.
E ele também não conta de onde estão vindo os 100 milhões para construir a obra.
Obviamente é fácil para islamistas pregarem a tolerância na América, quando em seus próprios países qualquer cristão pode ser preso, linchado ou apredejado sem maiores consequências.
O Islamismo usa a democracia e a liberdade que a América lhes oferece como ferramenta para minar por dentro estas mesmíssimas democracia e liberdade.
Mais ou menos o que o bolivarianismo e o lulismo fazem hoje.
Este é o verdadeiro tapa na cara, que os politicamente corretos recusam-se a enxergar.

Friday, September 10, 2010

Fidel admite


"O modelo cubano não funciona mais nem para nós."

Fidel Castro em entrevista a
Jeffrey Goldberg da Atlantic Monthly

Goela abaixo

Thursday, September 02, 2010

Carniceria Brasil

Discurso de José Serra 02/09/2010


Fico feliz de estarmos todos reunidos neste momento tão crucial para a História do Brasil. Qualquer eleição é sempre uma aposta sobre o futuro, mas só se pode olhar para o futuro tendo o passado como referência.
Vejo nos olhos de cada um de vocês o reflexo da luta que travamos pela democracia, aqueles anos de sacrifício em que demos nossas melhores energias para que hoje todos os brasileiros pudessem ter sua voz ouvida.Vejo nos olhos de vocês os reflexos da luta que empreendemos para reconstruir o Brasil. Eu quero dizer que tenho muito orgulho do Brasil democrático que eu ajudei a construir. Eu me reconheço neste Brasil que se deseja cada vez mais livre e vibrante. Tenho certeza de que o mesmo orgulho bate no peito de cada um de vocês. E é essa caminhada comum que me inspira a enfrentar os imensos desafios colocados diante de nós.
Aliás, que futuro queremos para os nossos filhos e netos? Quando entramos numa luta dura, como esta agora, acho que é a primeira pergunta a se fazer. Eu disse em 10 de abril: “No país com que eu sonho, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político.”
Porque esta foi uma lição que eu aprendi com o meu pai. O sucesso deve vir como resultado do trabalho duro e do esforço. Não da esperteza, dos expedientes escusos, do favorecimento ou da delinqüência. E aqui nós chegamos a um ponto vital nesta discussão sobre a liberdade. Ela é essencial também porque todo ser humano precisa ser livre para buscar o progresso para si mesmo, para sua família, para sua comunidade.
Sem liberdade, a igualdade de oportunidades fica capenga. Eis porque, amigos, amigas, companheiros e companheiras, quando os tiranos, ou candidatos a tiranos, desejam subjugar uma sociedade aos seus propósitos, começam restringindo a liberdade. Minando a liberdade dos outros. Não apenas a de pensar, ou de falar, mas principalmente a de adotar posições sem a sombra do temor, sem o medo de comprometer o bem-estar e os sonhos, os próprios sonhos e os dos amigos e entes queridos.
Dia sim outro também, alguém deste governo fala em controlar a imprensa. O partido do governo sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa. A expressão, bonita, é “controle social”, como se a palavra “social” pudesse legitimar o conteúdo horroroso. Maquiar as más intenções. Em palavras diretas, querem estabelecer comitês partidários para decidir o que os jornais e as revistas poderão ou não publicar, as rádios, tevês e a internet poderão ou não veicular. Querem sufocar economicamente quem ousa discordar.
Não vamos nos enganar, não vamos maquiar a realidade. É isso que estamos enfrentando nesta eleição. Vamos lutar e vamos vencer.
A defesa da liberdade nos une nesta candidatura, nesta caminhada em condições extremamente desafiadoras, caminhada que vai nos levar ao Palácio do Planalto. Liberdade não apenas de consciência, mas liberdade de ação. Liberdade para empreender e trabalhar. Liberdade para a cidadania plena.
Os brasileiros e brasileiras precisam ser livres para não temer que o Estado, financiado com o dinheiro de todos nós, seja ocupado por uma máquina partidária que ameaça e persegue as pessoas, que viola nossos direitos fundamentais. Como ,por exemplo, o direito ao sigilo bancário e fiscal. As notícias estão aí, o segredo fiscal de pessoas que o governo identifica como adversárias foi quebrado por gente na Receita Federal evidentemente a serviço de uma operação político-partidária.
Quando se viola o sigilo bancário de um caseiro, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo fiscal de representantes da oposição, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo telefônico e de correspondência de adversários, viola-se a Constituição. Não perguntem jamais quem é Francenildo Pereira. Francenildo são vocês. Francenildo somos nós. Não passo a mão na cabeça de malfeitores. Exijo é que se respeitem os Francenildos e as Marias, os Josés e as Anas.
Sabem o que é o mais impressionante? O mais impressionante é que ninguém do governo, do partido do governo, ou da campanha da candidata do governo deu-se ao trabalho de fingir que acha grave, de simular indignação, de vir a público para dar alguma satisfação à sociedade. Dão de ombros, emitem notas protocolares, ameaçam até processar as vítimas. Indignação? Nem pensar! Como acham que podem tudo, acreditam que podem também violar as leis do país e seguir em frente assoviando.
Mas o Brasil é maior do que eles. Com muito trabalho, luta e fé, vamos derrotá-los. O Brasil, repito, não precisa de alguém que “tome conta” da gente, como se nós, brasileiros e brasileiras, fôssemos incapazes de construir nossos próprios caminhos. E é isso que nós vamos fazer.
Nosso projeto político está claro há muito tempo para o Brasil. Para nós, democracia, estado de direito e justiça social são coisas inseparáveis. Repudiamos quem usa o desejo profundo dos brasileiros por mais justiça social e menos desigualdade para negar às pessoas o direito fundamental de viver num país que seja realmente de todos. Mas todos mesmo, e não só dos amigos, sócios, cupinchas ou cúmplices.
Na economia, somos o país campeão dos altos impostos, campeão dos juros, campeão do atraso na infraestrutura. Você vê o horário eleitoral deles, você vê a propaganda do governo, paga com o dinheiro do povo, e parece que todos os problemas do Brasil foram resolvidos. Obras que não existem, que andam mais devagar que tartaruga, são divulgadas dia e noite como se já estivessem prontas. Eles seguem a receita repugnante, repudiada pela História, de que a mentira repetida mil vezes se transforma em verdade. Só que eles não sabem que a receita está errada. O povo não é bobo.
Claro que há avanços, pois este governo teve a felicidade de colher o que os outros plantaram. Talvez estejamos assistindo à mais escancarada exibição de falta de caráter de que se tem notícia na história da política brasileira. A ingratidão é um defeito de caráter, a ingratidão é a cicatriz que revela uma alma complicada. O que é o PT? Um partido que tenta destruir os que o antecederam no governo, enquanto governa sobre as bases construídas com muito esforço e suor por quem veio antes. Governa e estraga essas bases.
O Novo Brasil - que se depara com o futuro do pré-sal, de uma nova e pujante classe media, que vai sediar Copa do Mundo e a Olimpíada - ainda precisa enfrentar grandes problemas: metade dos adolescentes fora das escolas, a necessidade de uma completa reforma do sistema de saúde, organizar o combate ao crime e as drogas, a construção e recuperação da infraestrutura, o déficit habitacional que chega a milhões de moradias. Grandes problemas que precisam de uma economia forte para serem resolvidos.
Agora, no momento de escolher um novo Presidente, é hora de perguntar: “Quem tem mais condições de manter a estabilidade?” Nesse terreno, um passo em falso que seja pode trazer prejuízos irremediáveis para os brasileiros. Quem tem mais condições de brigar lá fora para defender a economia do Brasil? Quem tem mais condições de defender os ganhos da estabilidade que chegaram ao bolso dos brasileiros na forma de salário, crédito e benefícios? Somos nós! É de nós que o Brasil Novo precisa.
Aí alguém vai me dizer. “Poxa, Serra, tudo bem falar disso. Mas e das outras coisas? Será que este é o melhor discurso para a eleição?” Essa é mais uma diferença. O PT diz a cada momento o que é mais conveniente, tem uma conversa para cada platéia. Nós temos um só discurso, uma só personalidade, uma só cara.
Nós não nos escondemos, não somos bonecos de ventríloquo, não precisamos andar na garupa de ninguém. Nós, acima de tudo, não somos produto de uma fraude. Nenhum pedaço da minha biografia precisa ficar trancado no cofre na época da eleição. E, se o povo brasileiro me der a honra de governar este país, saberá quem está a governar. Nós não seremos reféns de um projeto continuísta nem do apetite enlouquecido de um partido por posições de poder, que é forma bonita de chamar as verbas orçamentárias e os cargos cujos salários são pagos com o dinheiro do povo. Nós não somos candidatos a donos do Brasil. Somos candidatos a servir ao Brasil e ao nosso povo.
No horário eleitoral, nas entrevistas, nas palestras, tenho deixado claro o que pretendo fazer em benefício do Brasil e dos brasileiros. Por isso, faço propostas de cara limpa, sendo quem sou. Porque o grande patrimônio que tenho e que submeto ao julgamento da população é, sim, a minha biografia; é, sim, o meu trabalho; é, sim, o meu compromisso com o bem-estar de todos; é, sim, o meu compromisso com a liberdade; é sim, a minha luta por justiça e igualdade. E isso ninguém vai me tirar. Em campanhas eleitorais, nossos adversários têm optado pelo caminho da sordidez; sabotadores da ordem democrática se movem nas sombras para manchar reputações, para manchar biografias. É inútil no meu caso. Desde os meus tempos de presidente da UNE, são quase 50 anos de vida pública. Cinqüenta anos de uma vida ficha limpa!
- Não tenho nada a esconder do meu passado;
- não preciso que reescrevam a minha vida excluindo passagens nada abonadoras;
- não preciso que tentem me vender, como se eu fosse um sabonete;
- Não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. Posso fazer cara feia às vezes. Mas é uma cara só. Não digo uma coisa hoje para desdizer amanhã. E ninguém me diz o que tenho de falar ou não. Respondo pelas minhas palavras e pelas minhas escolhas. Não fui inventado por ninguém! Foi a luta democrática que me fez. Foram as minhas escolhas de vida que me trouxeram até aqui.
Vocês não imaginam a tristeza que eu sinto quando vejo o governo do meu país transformado num porta-voz planetário de todo tipo de ditador, de facínora, de genocida ou candidato a genocida. Transformaram o Brasil num avalista dos negadores de que tenha existido um Holocausto contra os judeus na Segunda Guerra Mundial. Pensam que enganam alguém, mas ajudam a criar um ambiente favorável a que os novos fascistas do século 21 construam a bomba atômica.
Meus amigos, minhas amigas, meus companheiros, minhas companheiras. Obrigado a todos vocês, a todas vocês, por terem vindo aqui hoje. Obrigado por terem vindo ouvir o que eu penso sobre esta luta e sobre o futuro. Obrigado por terem me dado a oportunidade de falar sobre os meus valores, sobre as idéias que defendo para o meu Brasil.
Obrigado por estarem comigo nesta caminhada. Que é difícil, eu sei. Exige muita firmeza, mas, para nós, pode ser conduzida com suavidade, serenidade, tranqüilidade. Pois, nesta campanha, nós temos a felicidade de poder defender exatamente aquilo que pensamos.
Nossa caminhada é difícil, mas Deus só dá a missão a quem pode realizá-la. Por isso nossa caminhada é também suave, já que, nela, podemos ser nós mesmos, sem precisar mentir, esconder, conspirar.
Vamos em frente, pela democracia, pela justiça, pela liberdade, pela igualdade, em defesa do Brasil livre e democrático que nós ajudamos a construir e que vamos ajudar a fazer avançar muito mais.
Pois, de uma coisa, nosso Brasil pode ter certeza:

“Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada ”Brasil!”

Wednesday, September 01, 2010

Jabor, ex-comuna, explica


Muita gente que está aí, gritando slogans, não quer entender que a via mais revolucionária para o Brasil de hoje é justamente o que chamávamos de "democracia burguesa", com boquinha de nojo. Muita gente sem idade e sem memória não sabe que o caminho para o crescimento e justiça social é o progressivo aperfeiçoamento da democracia, minando aos poucos, com reformas, a tradição escrota de oligarquias patrimonialistas. Escrevo isso porque acho que a luta de hoje é entre a verdadeira esquerda que amadureceu e uma esquerda que quer continuar a bobagem, não por romantismo, mas porque o Lula abri-lhes as portas para a lucrativa pelegagem. Vejo, assustado, que querem substituir o patrimonialismo "burguês" pelo sindicalista, claro que numa aliança de metas e métodos com o que há de pior na política deste país. Vão partir para um controle soviético e gramsciano vulgar do Estado para ter salvo-condutos para suas roubalheiras num país sem oposição, entregue a inimigos da liberdade de opinião. Escrevo isso enojado pela mentira vencendo com 80% de Ibope, apagando como da história brasileira o melhor governo que já tivemos de 94 a 2002, com o Plano Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a telefonia moderna de hoje, com o Proer que limpou os bancos e impediu a crise nos atingir, com privatizações essenciais que mentem ao povo que "venderam nossos bens...", com a diminuição da pobreza em 35% e que abriu caminho para o progresso econômico de hoje que foi apropriado na "mão grande" por Lula e seus bolchevistas. Ladroeira pura, que o povo, anestesiado pelo Bolsa-Família e pelas rebolations do Lula na TV, não entende. Também estou enojado com os vergonhosos tucanos apanhando na cara por oito anos sem reagir. O governo Lula roubou FHC e o mais sério período do País e seus amigos nunca o defenderam nem reagiram. São pássaros ridículos em extinção.

100 anos do Timão!


Der Baader-Meinhof Komplex


O Grupo Baader-Meinhof era como a imprensa alemã, ciosa em não dar credibilidade a terroristas, chamava uma guerrilha urbana alemã-ocidental que se auto-intitulava RAF, ou Red Army Faction (Rote Armee Fraktion).
A RAF atuou desde o fim dos anos 60 até 1998, mas foi nos anos 70 que teve sua fase mais sangrenta realizando assaltos a bancos (ou desapropriações, idéia tirada dos movimentos semelhantes na América Latina), seqüestros, assassinatos e atentados a bomba.
O filme de Uli Edel, baseado no livro de Stefan Aust recria a conturbada atmosfera política na Alemanha dos anos 70.
Os filhos da geração nazista temiam especialmente que seu país voltasse às suas raízes totalitárias. Os Baader-Meinhof optaram pelo extremo oposto, o marxismo-leninismo com influência das idéias e atos de revolucionários como Ho Chi Mihn, Mao e Che Guevara. Como forma de atuação, escolheram a guerrilha urbana sul-americana, especialmente os Tupamaros uruguaios. O manual da RAF tem também grande influência do manual de guerrilha urbana de Marighella. Os membros da RAF chegaram a treinar em acampamentos palestinos na Jordânia. Tudo pela luta anti-capitalista, anti-imperialista, anit-burguesa e anti tudo o que está aí.
O que fica de tudo isso é a profecia de Hegel de que a vontade de transformação revolucionária não teria jamais outra expressão histórica senão “a fúria da destruição”. Olavo de Carvalho explica:
O revolucionário faz a sua parte: destrói. Substituir o destruído por algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade. Se a realidade não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é má e merece ser destruída um pouco mais.
A destruição é óbvia nas sequências de assassinatos e explosões cometidas por aqueles que queriam um mundo melhor. A dialética revolucionária também já que o contraste entre a liberação sexual e o fundamentalismo islâmico parece não fazer diferença para os revolucionários. Tudo o que destrua o que existe é considerado bom. O que acontecer depois ninguém sabe, mas será melhor.
Aqueles tempos passaram. Nossos revolucionários de ontem estão na política hoje (os alemães foram presos). E nossa revolucionária mor, Dilma Roussef, pode se tornar presidente.
As antigas armas e práticas de guerrilha urbana, é certo, foram abandonadas. Mas e os ideais? Com o poder na mão, não está o PT empenhado em destruir a velha ordem, à base de canetadas, PNDH's, neo-censura e afins? Terá a dona Dilma propostas efetivamente concretas para substituir o que existe, ou a realidade o fará?
Porque, como disse Luiz Felipe Pondé, o jargão "por uma sociedade mais justa" pode ser falado pelo pior dos canalhas. E ele lembra, a primeira propriedade privada é invisível: sua alma, seu espírito, suas idéias. É sobre ela que essa nova oligarquia de esquerda (herdeira das guerrilhas), agora avança a passos largos. Em nome da "justiça" social, ela silenciará a todos.

Friday, August 27, 2010

Dilma Roussef


Dilma Roussef é a encarnação do mal.
Simples assim.
Não é uma candidata, é um fantoche criado e manipulado.
É uma mentira e é uma mentirosa.
É um instrumento de um projeto de poder, um projeto que beneficia uma república sindical que se apoderou de toda a máquina do Estado em benefício próprio e daqueles que os sustentam.
E é em nome desta neo-burguesia que se diz representante dos interesses do povo que ela fala e trabalha.
É mentira. Não há interesses do povo. Não há utopia socialista, nem um brilhante futuro igualitário para os trabalhadores deste país, embora um punhando de intelectuais imbecis ainda acredite nisso.
O que há é uma quadrilha que se apoderou do Estado brasileiro, em parceria com o que há de mais podre na política brasileira, e que para se perpetuar no poder não mede esforços para desmoralizar instituições, para calar e manipular uma imprensa submissa, para estupidificar os cidadãos deste país tentando controlar como vivem, o que pensam, o que comem, como educam suas crianças.
E no exterior, privilegiam e beneficiam ditadores e facínoras que pensam e agem da mesma maneira.
Na campanha, não se envergonham de fazer o uso da máquina do Estado no seu projeto totalitário, não se envergonham de invadir a privacidade alheia, não se envergonham e nem lhes são apontadas suas incoerências, seus desmandos, suas mentiras, sua podridão.
Com a perspectiva de sua eleição, os ratos se animam, falam em partilhas de ministérios e cargos, tiram da cartola mais projetos mirabolantes de como dominar a sociedade.
E o que aparece ao povo são eternas imagens da terra prometida no horário eleitoral, onde haverá saúde, educação e segurança para todos. E o povo, estupidificado e agradecido elege o que aparece melhor na tela.
No fim, o que morre é a liberdade.
Podem plastificar sua cara, não sua alma.
Esta transparece aos olhos de quem neste país ainda tem um mínimo de inteligência.

Tatoos


Theodore Dalrymple escreve na New Criterion comentando o livro Bodies of Inscriptions de Margo de Mello sobre o recente fenômeno da disseminação de tatuagens na classe média americana e britânica.
O fenômeno obviamente se repete por aqui, e foi tema de artigo na Veja da semana.
dalrymple começa dizendo que cerca de 95% da população carcerária britânica é tatuada, uma correlação estatística maior do que com qualquer outro fator (exceto o tabagismo ) seja o uso de drogas ou lares desfeitos.
Por esta forma de alteração do corpo, criada em ritos tribais e depois replicada por marinheiros e pela classe operária seria tão atrativa assim aos jovens das classes mais abastadas (o que inclui membros da família real e celebridades), que outrora consideravam pessoas tatuadas umas espécies de déclassés?
Há certa diferença entre as tatuagens de criminosos e operários, aquelas (mal)feitas de improviso ou padronizadas e expostas nas vitrines dos estúdios de tatuagens, e as tatuagens dos jovens da classe média e alta, geralmente feitas sob encomenda e cuidadosamente estilizadas para serem únicas.
Margo de Mello, ela mesmo uma antropóloga tatuada, expõe algumas das razões. A primeira seria a de que a tatuagem estaria ligada a uma "filosofia" de vida, uma caldeirada new age que vai do espiritualismo primitivista à ecologia e vegetarianismo.
Mas não é tudo, há uma vontade também de expressar individualidade, de se destacar da massa com algo que chame a atenção. a outra razão seria por uma espécie de "crescimento pessoal".
Dalrymple tem outra explicação para o fenômeno: o vazio da existência moderna. Ele considera infinitamente triste que pessoas tenham que se desfigurar para de alguma forma afirmar a própria individualidade.
As tatuagens da classe média, feitas de modo a imitar ou lembrar aquelas das tribos e das classes proletárias seriam também uma forma de demonstrar seu liberalismo, tolerância e cabeça aberta. A tatuagem seria assim um ataque aos valores da burguesia. O que é um comportamento esquizofrênico, pois o burguês que se tatua para se mostrar próximo do proletariado é aquele mais ansioso para se diferenciar da massa dos homens comuns.
Uma das jovens universitárias entrevistadas por Margo de Mello que trazia a tatuagem "Fuck you", segundo ela feita para chocar o ambiente acadêmico. Pode ser, mas essa mesma jovem dificilmente trocaria de lugar com o zelador da universidade. E provavelmente teria bem pouco a conversar com ele.
Aqueles que acham que estão expondo a alma com suas tatuagens, estão na verdade expressando a própria superficialidade.

Thursday, August 26, 2010

Moby Dick e o touro


Dei um tempo nos meus livros de política, e voltei um pouco aos meus amados clássicos de aventura para relaxar um pouco.
Reli Moby Dick, de Melville. Desnecessário dizer, a história é a luta entre uma força bruta da natureza e um homem obcecado por ela, o irascível capitão Ahab.
Sei que serei certamente crucificado por alguns, mas eu adoraria subir em um bote e enfiar um arpão no coração do monstro. É o que dá ler livros bem escritos.
Tá, não vai acontecer nunca, estou falando mesmo só por falar.
Mas Moby Dick hoje me leva a uma reflexão. Por séculos o homem orgulhou-se de seu lugar na Criação, de dominar as forças da natureza.
Hoje somos obrigados a nos envergonhar disso. Na espiritualidade nascida na New Age que desembocou no ambientalismo moderno, a natureza é o centro da Criação divina, e um homem parte dela, tão importante quando uma urtiga ou um minhocuçu.
Sou politicamente incorreto dizendo que quero arpoar uma baleia, isso equivale hoje a uma verdadeira blasfêmia.
A proibição das touradas na Catalunha foi um sintoma disso. Uma tradição secular, inigualável nas cores e gestos, no contraste entre sol e sombra, homem e natureza, areia e sangue, graça e elegância e uma luta feroz, imortalizada por Picasso inúmeras vezes, hoje extinta com a canetada politicamente incorreta.
Ao contrário dos que pensam que esta luta simbolizava a arrogância humana, tanto o touro como Moby Dick existiam para trazer a humildade de volta aos homens, porque contra a Natureza, a despeito de nossas ilusões, nem sempre ganhamos.

Wednesday, August 25, 2010

Carnes para gourmets


Não é segredo para ninguém que eu seja um carnívoro convicto. Para mim o veganismo é só mais um sintoma da epidemia do “politicamente correto” que assola a inteligência mundial.
Gosto de degustar a carne, como se degusta um vinho.
Assim como temos castas de uvas como a Merlot, Cabernet ou Syrah, temos as raças de gado como Nelore, Angus ou Charolês.
Assim como há as regiões produtoras de vinhos como a Serra Gaúcha, Mendoza ou Bourdeaux, há as regiões produtoras de carne como o Pantanal, os Pampas ou as highlands escocesas.
Assim como o tempo de maturação influencia o sabor do vinho, também o faz com a carne.
Não é à toa que na Europa já existem A.O.C.’s (apelações de origem) de carne como existem há tempo para o vinho.
Já comi um roastbeef de Angus escocês inesquecível. Comi uma carne de hereford grain-fed americano que era como manteiga. Já comi um entrecôte de Parthenaise na mesma cidade de Parthenais que deu origem à raça na França, um sabor dos deuses. E já comi churrasco de boi Nelore assado numa churasqueira de tambor velho no meio do Mato Grosso que foi tão bom quanto todos os outros.
Mas o boi tem uma vantagem sobre a uva. Um boi dá origem a dezenas de cortes diferentes, todos com peculiaridades de sabor e textura únicas.
E para quem conhece carne, não existe carne de segunda, é só saber cortar e preparar. E para uma maioria que acha que churrasco é sinônimo de picanha, existe um horizonte muito além das picanhas em cortes especiais e desconhecidos do churrasqueiro de fim de semana que merecem ser divulgados. O Arildo, famoso churrasqueiro de Campo Grande fala que o melhor churrasco que ele faz é do coxão duro, é provar para crer.
Meu preferido é o assado de tira, a costela cortada em tiras na transversal. O prime-rib, ou o filé de costela com osso. O assado gaúcho, ou fralda. E tantos outros.
Agora é preciso encontrar essa carne com especialistas que gostam tanto de carne como você, e por isso aqui fica a dica para quem é apreciador e está em São Paulo:

www.intermezzogourmet.com.br

Liguei, encomendei, recebi em casa e foi o melhor churrasco que já fiz na vida, com elogios de aprovação e tapas nas costas de mais uns trinta comensais.
Belos cortes, excelente carne.
Quem sabe, sabe.

Friday, August 20, 2010

Boicote!


Em repúdio às repetidas manifestações de desprezo e hostilidade da Scuderia italiana de Fórmula 1 aos pilotos brasileiros Rubens Barrichello e Felipe Massa, conclamamos nossos leitores a boicotarem essa marca.
Portanto durante este mês NÃO COMPREM nenhum veículo da marca Ferrari!
Vamos mostrar nossa força!

Roberto Jefferson no Twitter


Bob Jeff, o homem ventilador, continua metendo a boca no trombone, agora via twitter.
Eu acho que pelo menos o marqueteiro do Zé Serra deveria ouvi-lo, afinal é uma raposa velha e sabe do que fala:

  • Eu apoio Serra a pedido do Geraldo Alckmin. Sou Geraldo, não conheço o Serra. Só de ouvir falar.
  • Eu encontrei com o Serra duas vezes. Uma na convenção do PTB. Outra na casa do Geraldo Alckmin.
  • Serra é responsável pela nossa dispersão. Nunca nos reuniu.
  • Aécio: se o Lula derrotar o Anastasia, pois ele não é confrontado, derrotara você. Derrotara a oposição.
  • Essa estória do empresariado paulista de fazer Dilma & Geraldo, pode dar Dilma & Mercadante. Ninguém se une contra o Lula. Ele esmagará todos.
  • Geraldo: se o Lula desembarcar em São Paulo na eleição, vai ameaçar você. E poderá destruir a última fortaleza tucana. Destruindo a oposição.
  • Gente, a continuar essa coisa de cada um por si; se a oposição não reagir ao Lula vai para o pau.
  • Em São Paulo, o Lula desembarcará para destruir a fortaleza tucana. Está na cara. E ninguém atira no Lula, o bonzinho.
  • Lula está em Minas pedindo votos para Hélio Costa. E ninguém se opõe a Lula. Se Ansatasia perder, o Aécio será um senador isolado.
  • O legado de Lula é dele. Não adianta os marqueteiros orientarem Serra para ser o sucessor de Lula. Ele fez o testamento para Dilma.
  • Todos pouparam o governo do Lula de críticas. Mesmo quando Lula mente. E ele mente muito.
  • Gente, O Lula mente, o Lula é falso, o Lula é hipócrita.
  • Lula surfa nas ondas do momento econômico construído por FHC. Mas o marqueteiro da campanha do Serra não quer que FHC apareca.
  • A oposição não tem rosto. O PSDB nacional escondeu FHC. O PSDB regional esconde Serra.

Thursday, August 19, 2010

Malibu 2009 x BelAir 1959


São 50 anos de evolução tecnológica a serviço do homem...

Irredutíveis?


Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor.

Hehe, nem tão irredutíveis assim...Mas a campanha publicitária acima está revoltando os gauleses.

Repórteres...


O vídeo que aparece aqui é da reportagem do SBT Repórter de segunda feira passada. Eu apareço ali entre o 7:10 e o 7:14 minutos deste bloco.
São 4 segundos de fama na TV mais feliz do Brasil.
Para aparecer 4 segundos, saí de são Paulo em uma van e passei o dia gravando em uma fazenda em Paulínia. Falei horas sobre o impacto ambiental da pecuária, de como a ciência e a tecnologia podem mitigar esses impactos, falei de recuperação de pastagens, da importância que isso terá no combate ao desmatamento, falei de mitos sobre as emissões de metano, falei de nutrição animal.
Tudo isso para que a edição do programa usasse apenas uma frase "engraçadinha" para ir ao ar.
Eu queria fama? Não, principalmente não junto com Silvio, Hebe & cia. Eu apenas cometi o erro de acreditar que a TV realmente se interessa em esclarecer a população sobre determinados assuntos. Mas não foi a primeira vez, e nessas experiências aprendi um pouco sobre jornalismo. Algumas lições (que valem uma faculdade de jornalismo):

1. Reportagem que vende é a que apela às massas. Segundo o Gilberto Smaniotto, nessa categoria estão reportagens sobre comida, sexo e histórias policiais. Fora disso o assunto é "cult".
2. Repórteres são seres absolutamente ignorantes em todos os assuntos. Na verdade, eles aprendem que não precisam saber nada, já que a função deles é a de reportar, ou seja, a de dizer "Fulano que é especialista falou isso". O problema é que nesse processo ele vai acumulando o que ouviu a torto e a direito, e o resultado é o repórter que continua sem saber nada mas que agora acha que sabe tudo.
3. Não interessa qualquer tipo de informação relevante que você queira passar ao público. É o repórter quem decide o que ele acha que é relevante (e isso sem saber nada). E nessa tarefa, ele não vai obviamente reportar o que você acha importante, ele vai ficar de olho na sua frase mais "engraçadinha" ou "polêmica" para por no ar (tipo: carne de porco é afrodisíaca, frase dita pela infame Cristina Kirchner e ridicularizada na Argentina inteira). Essa é a que chama a atenção e traz ouvintes, telespectadores e leitores. Informação é efeito colateral.
4. Jornalismo tem obsessão pelo "outroladismo". Se há uma notícia ruim sobre o PT, ele busca outra pior sobre o PSBD para por na mesma página do jornal. Se a reportagem é sobre carne, vamos ouvir os vegetarianos. Não interessa se o "outro lado" está dizendo os maiores absurdos.
5. O "outroladismo" não significa em absoluto imparcialidade. Porque tudo o que o repórter juntou, ele passa a seu editor. E aí você depende das boas graças desta figura para saber se sua mensagem passou ou não. No caso do SBT Repórter, o editor achou por bem destacar o casalzinho-campineiro-moderno-descolado-consciente-eu sou jóia-vegetariano (que domina o resto do programa) cozinhando estrogonofe de cogumelo e relacionar o consumo de carne aos peões do Pantanal e churrasqueiros pançudos.
6. A praga do politicamente correto que assola a inteligência do país está obviamente presente no jornalismo. E segundo os editores do SBT, politicamente correto é não comer carne. Nessa reportagem, como notado por alguns amigos com um mínimo de QI, o recado foi: Se possível evite carne. Ou como diz a top do Esquadrão da Moda: "Geeeente, meu sonho é ser vegetariana"...Comer carne virou sinônimo de peso na consciência. Felicitações ao jornalismo engajado.

Bem, longe de mim interferir na liberdade de imprensa. Mas a lição está aprendida. E como foi dito no Congresso da ABAG, se o agronegócio quiser aprender a se comunicar melhor, é bom ele mesmo tomar para si esta tarefa.

Monday, August 16, 2010

Sunday, August 15, 2010

Censo 2010

Sexta Feira 13


E eu perdi os documentos do carro.
Não acreditar em superstições dá um azar danado.