Sunday, November 29, 2009

De mudança...



Something Stupid


Robbie Williams Ft. Nicole Kidman- Somethin' Stupid - The best home videos are here

Wednesday, November 25, 2009

Literatura de cordel


I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"

III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"

VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.

Contribuição do Max...

A história se repete...


"O orçamento nacional deve ser equilibrado. O tesouro ressarcido. A dívida pública deve ser reduzida. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar ao invés de viver da assistência pública."

Marcus Tullius Cicero
Roma 106-43 AC

E ainda não aprendemos nada...

Monday, November 23, 2009

Fora terrorista


Toda vez que um justo grita,
um carrasco vem calar.
Quem não presta fica vivo,
quem é bom, mandam matar.

Cecília Meireles

Saturday, November 21, 2009

Vou ser papai!!!

Graças


Às vezes sentimos que estamos tateando no escuro. Eu andava assim há não muito tempo atrás. No começo deste ano mesmo escrevi aqui que andava perdido, com a angústia de um quadro de Munch. Duvidava das decisões que tinha tomado.
Embora houvesse voltado a uma terra calorosa e amiga, continuava distante da família e dos amigos.
Minha vida profissional parecia ter empacado em um eterno brejo de frustrações.
Para completar tínhamos que conviver com outra frustração, a de não conseguir um filho. Tentamos de simpatias a chá dos índios amazônicos, de orações até uma fertilização in vitro com as mais modernas técnicas científicas, e nada parecia funcionar, embora não houvesse nada de errado conosco. Todos têm cruzes a carregar, pensamos, não vamos reclamar da nossa.
O tempo passou. Fizemos excelentes amigos. De toda forma estivemos sempre que possível perto da família.
Chacoalhando a poeira, decidi sair do meu trabalho. Falei com gente, expus o que eu queria para mim, pessoas me ajudaram, e finalmente vou ter um trabalho que já estou adorando fazer. Vou poder realmente influenciar alguma coisa no meu meio, transformar para melhor o lugar em que vivemos, me engajar em algo. E por incrível que pareça algumas coisas que aprendi no ano que eu considerava profissionalmente perdido me servirão para meu trabalho novo.
Vamos mudar de cidade, e ficar mais perto da família e de velhos amigos, sem jamais esquecer os novos. Coincidentemente meu trabalho novo, na maior cidade do país, é a alguns quarteirões de um apartamento que meus pais acabaram de conseguir e de mobiliar, então terei um canto para ficar até achar o meu, sem stress.
E quando nesse grande puzzle tudo parecia estar se encaixando, eis que ele aparece do nada, naturalmente, sem chás nem tubos de ensaio. Uma coisinha do tamanho de um grão de feijão, crescendo no útero da mulher da minha vida. Havíamos finalmente compreendido que um filho não poderia ser nunca um objetivo na vida, especialmente porque ele não nos pertence. Aí ele apareceu, e será sim parte dela, e uma parte extremamente valiosa, mas criada para ser livre e para o bem.
Há um tempo atrás eu quis gritar que a vida era injusta, mas não gritei. Preferi destruir minhas pretensões de querer comandar o universo, e a humildade recém ganha me fez entender que a vida nos leva onde queremos ir, ou onde devemos ir.
Invejo a tradição americana do Thanksgiving. Seria uma festa muito mais útil a ser importada do que aquele Halloween besta de escolinhas de inglês. Seria bom ao menos uma vez por ano dar graças pelo que temos recebido, embora o devêssemos fazer uma vez ao dia.
Eu dou graças porque não acredito que tudo tenha sido mero acaso. E humildemente espero o que a vida reserva para mim no futuro. Pode até ser que outros tempos de dúvida e de angústia venham, e virão. Estarei novamente tateando no escuro, mas com a certeza de que não há trevas sem luz, nem noite sem alvorecer, nem tempestade sem bonança, nem caminhos que uma hora não se iluminem. Graças a Deus.

Sem Limites no Tempo


Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu.

Cecília Meireles

Thursday, November 19, 2009

Inocentes


Aconteceu hoje em Campo Grande. Um carro fechou outro no trânsito, o que acontece umas mil vezes por dia nesta cidade que tem um dos trânsitos mais mal educados e violentos do país. A fechada virou discussão. Durante a discussão, um dos motoristas, um jornalista de 60 anos pegou um revólver e disparou 5 tiros. O carro tinha outras quatro pessoas dentro. Os tiros atingiram o pescoço de uma criança de 2 anos e o maxilar de seu avô que estavam dentro do carro. A criança morreu no hospital durante a tarde de hoje.
Por um motivo estúpido, um homem de 60 anos, com certa experiência de vida para saber o que é importante ou não, deliberadamente destruiu em um segundo a própria vida, a vida de sua família, e a vida da família que perdeu a criança. Que apodreça na cadeia o resto dos seus pobres dias. Que queime no inferno pela eternidade depois.
O que mostra isso? A banalidade do mal.
Mas mostra também um sintoma pior de uma sociedade doente. Em São Paulo um pai joga o filho de um prédio de 18 andares e se joga atrás. Uma mãe esquece o filho por oito horas no banco de um carro no sol quente, e a criança morre.
Quando o preço da vida de uma criança se tornou tão barato? Porque são eles os primeiros a pagarem pelas neuroses, pela estupidez, pela boçalidade dos ditos "adultos"? De quantos João Hélio e Isabella Nardoni precisaremos?

Unitaliban

Do Eramos6

Wednesday, November 18, 2009

Custe o que custar

Danilo Gentili analisando a campanha da Dilma na maior cara de pau e mandando muito bem:

Via Brasileira Insone

Listas


Alice e Clarisse, uma dupla dinâmica lá da Holanda, me chamaram a atenção para esta entrevista de Umberto Eco na Der Spiegel.
Eco é o curador de uma exposição no Louvre sobre um tema inusitado e sobre o qual eu nunca pensaria: listas, na arte e na poesia. Faz parte de seu novo livro: Ther Vertigo of Lists. Diz ele que a cultura é a tentativa humana de tornar o infinito compreensível, e nada melhor do que listas para organizar o pensamento. Por isso fazemos listas de nomes, enciclopédias, dicionários, coleções, até listas de compras. A literatura, a poesia, e mesmo as pinturas estão cheias de listas. Somos fascinados pelo céu infinito e suas estrelas, e mesmo sabendo que a tarefa é infinita, não nos cansamos de listar o que vemos, em constelações e galáxias. Da mesma forma não se pode expressar o amor, mas podemos listar os efeitos que ele nos causa. Naturezas mortas são listas, um punhado de coisas cortadas da infinidade fora das molduras de um quadro.
Segundo Umberto Eco, temos este desencorajante limite à vida chamado morte. Por isso gostamos de listar coisas infinitas, para fugir desse medo da morte.
No entanto, uma ferramenta como o Google por exemplo que lista informações sobre determinado tema, Eco considera uma tragédia. Não para velhos como ele que já aprederam de outras fontes, mas para jovens que não vão saber o que presta e o que não presta dali.
Mas como ele mesmo diz, não adianta listar hoje o que você gosta e não gosta por exemplo, como Roland Barthes fez. Se você interage com a vida, as coisas mudam o tempo todo.
Como o Google...

Tuesday, November 17, 2009

Joss Stone

Furor legiferante


César Maia diz que uma regra que cabe bem na cultura política brasileira é: governar é fazer leis. O furor legiferante produz quatro efeitos: a sensação de solução dos problemas; as relações de clientela com parlamentares; parques de diversões para os escritórios de advocacia; riscos de uso de resíduos legais, em outro tempo.
Resumindo-se, político acha que tem que fazer lei como professor universitário tem que publicar trabalhos, quanto mais melhor. Quanto à qualidade...
As milhares de leis brasileiras, federais, estaduais ou municipais que tentam regular a vida dos cidadãos ao máximo, extraindo deles toda a capacidade de responsabilidade individual não querem dizer nada. O povão é que decide se a lei "pega" ou "não pega". O "não pega" quer dizer que o Estado é incapaz de fiscalizar ou fazer cumprir as leis que ele mesmo promulga a torto e a direito e à revelia da necessidade.
E se era incapaz de fazer cumprir a lei anterior acha que a solução é a de criar uma lei ainda mais restrita, com fiscalização ainda mais difícil.
O quinto efeito do furor legiferante é esse: lei vira piada.

Explicações


From: Charles Montgomery Burns [mailto: mr.burns@springfieldnuclearplant.com]

Sent: Thursday, November 12, 2009 2:07 PM
To: All Employees
Cc: Homer J. Simpson
Subject: Organizational Announcement

Dear all,

On Tuesday afternoon our fellow colleague Homer J. Simpson decided to leave Springfield Nuclear Plant.
Please join me in wishing good luck to Homer in his new role as Controller in Itaipu - Brazil.
Best regards,

Mr. Charles Montgomery Burns
Owner
Springfield Nuclear Plant
1001 Avenue of Montgomery
Springfield, NX 10009
Direct: +1 918 879 6750
General: +1 918 879 8000
Fax: +1 918 879 3333
Mobile: +1 918 879 8888

Sexo forte

Em homenagem às mulheres que não gostam de apanhar, aqui vai a Lumières Ass-Kicking Girls All Time Movie Awards:

Red Sonja
Elektra
Chris Sanchez
Sarah Connor

Jean Grey
The Bride

Trinity

Bandidas

Silk Spectre II

Aeon Flux

Selene

Nikita

Lieutenent Ripley

Guinevère

Elizabeth

Lara Croft

E a Lumières All-Time favorite!!

Milla como Alice
Milla como Leeloo

Milla como Joana d'Arc

Milla como Violet