Thursday, September 10, 2009

Hollywood e Chávez, tudo a ver


Há estudos hoje que apontam a injustiça feita ao senador americano Joseph McCarthy, amaldiçoado pela história pela caçada que promoveu aos comunistas nos EUA dos anos 50.
A recente abertura de arquivos soviéticos demonstra que McCarthy tinha razão quando denunciava a infiltração de agentes duplos comunistas em Hollywood, nas universidades e mesmo em órgãos do governo.
O fato é que Hollywood se tornou um dos principais difusores do anti-americanismo em próprio solo americano. Os filmes de Michael Moore são só a face mais evidente da filosofia dominante por ali. E não é por acaso que um comuna como Barack Obama tenha sido eleito com o apoio indubitável do tripé Mídia-Hollywood-Universidade.
Oliver Stone, depois de Platoon, Nascido a 4 de Julho, Natural Born Killers, JFK, Twin Towers e W., e depois de ter transformado Alexandre, o Grande em uma bicha loira, aparece mais uma vez para polemizar. E vem buscar inspiração aqui na nossa América Latrina, mais precisamente com Hugo Chávez.
Os dois desceram juntinhos o tapete vermelho do Festival de Veneza semana passada para apresentar o filme de Oliver Stone, South of the Border, onde ele diz querer mostrar ao mundo que líderes como Chávez estão trazendo democracia para a América Latina, saindo da influência de Washington e melhorando a vida do povo.
Para embasar suas opiniões sobre Chávez, Stone entrevistou também Raul Castro, Rafael Correa, Evo Morales, Fernando Lugo, Lula e o casal Kirchner. Todos os idiotas latino americanos estão lá. Todos falaram que Chávez é um cara legal. E todos falaram que são democratas.
Obviamente o desastre na economia, as alianças com o narcotráfico, a censura, a prisão de opositores, as estatizações e o fato de que Caracas virou a capital da violência no continente e que os venezuelanos não estão conseguindo comprar nem leite não aparecem no filme.
Oliver Stone deveria mudar-se alguns meses para Havana, La Paz ou para Caracas, mas sem os privilégios do Partido para ver o que é bom pra tosse.
É fácil ser rebelde morando em Beverly Hills. O que Stone esquece, é que se ele fosse um cineasta venezuelando e quisesse fazer um filme mostrando que Bush era um cara legal, provavelmente estaria apodrecendo na cadeia.

10 comments:

Everardo said...

A insustentável doutrina McCarthy objetivava a manutenção no pós-guerra da gigantesca participação dos gastos militares no orçamento dos EUA e os “lucros” com as guerras. A influência dos militares e do alto comando na política externa americana considerava essencial para a hegemonia americana (e para a própria sustentação da sua economia) a continuação da guerra, em outra forma artificial: a guerra-fria. Os americanos, especialmente os milionários, sabiam o quanto a paz era terrível para os seus interesses. Por isso, assassinavam Presidentes (incluindo um seu), promoviam golpes, guerras sujas e forçavam o ocidente a manter seu aparato em razão da “ameaça” comunista. Essa é uma das causas da falência do Estado americano hoje.

Everardo said...

“Nunca eles estarão errados, nem matando, prendendo, cerceando, traficando, calando, extorquindo, chantageando, enganando, mentindo. Isso é o que Olavo Carvalho chama de mente revolucionária. O fim sempre justificará os meios”.
Ora, Fernando, você não pode acusar ao Lula de nenhum desses atos. (eu não falo pelo Chávez). O que vemos, realmente, é que não temos mais explosões de bancas de revista, torturas em porões, desaparecimento de estudantes, perseguições na FAB, corrupção nos quartéis, transferências de fábulas de recursos públicos para contas no exterior, endividamento nacional sem causa visível e, enfim, “atos institucionais”. O “filósofo” que você cita, defende isso. Raso e sem qualificação.

Anonymous said...

Alma, pra variar concordo com tudo, menos com sua crítica ao filme "Alexandre".
O filme retratou filmente a vida do do Alexandre, escrita por Plutarco e descrita também na série "Alexandros" de Valerio Massimo Manfredi.
No mais, essa empreitada do Oliver Stone será de dar azia.
abraço
Big-Ben

Fernando Sampaio said...

É Everardo, o mensalão foi o quê? Não foi enganar, mentir? E as contas do Duda Mendonça lá fora? E os dólares na cueca? E a maleta do Chávez? E os atentados, assaltos e sequestros das guerrilhas da esquerda? E os "justiçamentos"?
Deixa de ser picareta.

Lelec said...

Uma biografia do Chávez com depoimentos de Raul Castro, Rafael Correa e Evo Morales tem o mesmo valor que teria um filme biográfico do Hitler com depoimentos apenas do Goring, Goebbels, Mengele, Mussolini e Franco.

Bruno Pontes said...

Pobre McCarthy, tentou proteger o país, acabou demonizado pelo beautiful people. O fato de o nome McCarthy ter virado sinônimo de "inquisição" mostra o quanto a campanha de difamação foi eficiente.

Décadas depois, a decodificação dos arquivos soviéticos foi liberada (o programa "Venona") e mostrou que McCarthy estava certo. A indústria cultural americana e partes da administração federal estavam infestadas de agentes de Moscow. E o PC americano, claro, ajudando no serviço.

Mas e daí? Danem-se os fatos. A gente aprende desde cedo que McCarthy foi um homem malvado que perseguiu implacavelmente pobres artistas que se atreviam a demonstrar consciência social... Essa batalha da guerra cultural os comunas venceram, Fernando.

Everardo said...

O Eduardo Azeredo (PSDB) nunca deu detalhes sobre como montou o mensalão, mas esse não foi o único "bonde" que o Lula pegou andando. Tem o do Senado e outros mais, que estão sendo desbaratados. Mas, podemos dizer que o Vladimir Herzog suicidou-se em razão de problemas existenciais.

Everardo said...

Na época da "postiça" guerra fria, seus maiores interessados (em verdade os artífices) EUA/URSS possuiam agentes "infestando" um no outro. Essa estratégia ajudava a argumentar para os "aliados" a necessidade de mais militarismo, mais repressão, mais concentração e mais quebra da liberdade. Não se trata de dizer que um lado estava certo e o outro estava errado. O mundo era vitima dos dois. Apenas, nos ressentimos de ser vítima do grande irmão do norte, o mais próximo. O outro, o urso, também nos ameaçava, ameaça que á "comunidade de informações" controla da pela CIA tornava ainda maior. A estratégia imperial do mundo pós-guerra...Naquele período de "caça aos comunistas" quase voltamos a ser colônia...o sonho de muito americanófilos.

Fernando Sampaio said...

Everardo, qual o seu problema, o Reinaldo Azevedo não publica seus comentários e você decidiu encostar por aqui?
Porque você não faz um blog seu com suas idéias brilhantes?
Quer dizer que o Eduardo Azeredo inventou o mensalão...hahaha típica explicação petralha...

Bruno Pontes said...

Fernando, escrevi um tantinho sobre comunistas de butique e botei um link pro teu post.