Sunday, May 28, 2006

Deutschland


Estive na Alemanha neste feriado de Ascenção.
Não muito para fazer dado o tempo chuvoso que tem feito por aqui. Passamos o fim de semana na pequena cidade de Oberhausen, pertíssimo da fronteira holandesa.
Oberhausen não tem muita coisa para se ver mas é onde fica o maior shopping center da Europa, dizem eles, e pelo menos neste feriado, completamente lotado.
A julgar pelo movimento do comércio a economia alemã vai bem obrigado. E nestes dias tudo o que é anunciado nas lojas tem alguma relação com o Fussball e com a Copa que se aproxima.
E a julgar pelos anúncios, a final será de novo Brasil e Alemanha...
Shopping nunca foi o meu programa favorito, mas fazer o quê em Oberhausen na chuva? Além do que mercados, feiras e comércio sempre me divertem.
Dou risada lembrando do ótimo filme Good Bye Lênin de Wolfgang Becker. No filme, Alex tenta convencer a mãe, que esteve em coma durante a queda do muro, de que a RDA não acabou.
O choque para a mãe, comunista fanática, seria grande demais.
A maravilha do capitalismo é que para cada gosto, para cada desejo, sempre vai aparecer um produto. Ou às vezes cria-se um produto e o marketing se encarrega de criar a necessidade dele.
Diriam, porque alguém quer pagar 2.000 euros por uma bolsa Louis Vitton? Eu digo que a Louis Vitton tem absolutamente todo o direito de vender suas bolsas ao preço que bem entender. Assim como a Lacoste ou a Ferrari. Se alguém paga o preço, melhor para eles. Não serei eu obviamente a pagar, pois satisfaço meus desejos e necessidades sem cair nas armadilhas do marketing. Mas enfim esta é a beleza do livre mercado. Nossa individualidade pode ser expressa no que vestimos e no que compramos. No comunismo isso é um crime contra o sistema.
De lembrança da Copa trouxe um hacksack para treinar embaixadinhas em frente à TV, e do shopping otras cositas más.
Passada a chuva, tivemos a chance de encontrar por acaso uma festa de degustação de vinhos da Westfália em uma praça de Oberhausen. Alemães bêbados são bem mais simpáticos do que sóbrios.
Na barraquinha de uma das vinícolas, garimpamos uma delícia. Um prosecco Pricollino Selina branco de uma vinícola chamada Lersch, safra 2004. Três garrafas vieram para casa. Ainda tenho duas. Esse programa sim me diverte mais do que o shopping.

1 comment:

Scot, o seu herói said...

E agente aqui, na base do guaraná!