Thursday, March 12, 2009

O Presidente OB


No melhor lugar, na pior hora...

Dos Mestres com carinho

Atendendo a pedidos, uma versão traduzida por mim (e por isso passível de erros, desculpas antecipadas):

Uma das punições por se recusar a participar da política é que você acaba sendo governando por seus inferiores.
Plato

A democracia deixará de existir quando se começa a tirar daqueles que querem trabalhar para dar aos que não querem.
Thomas Jefferson

Como um político nunca acredita no que diz, ele se surpreende quando outros acreditam.
Charles de Gaulle

Descubra algo a que qualquer pessoa se submeteria em silêncio e você terá encontrado a exata medida de injustiça e mal que lhes pode ser imposta.
Frederick Douglass

Leis são como salsichas. Você dorme muito melhor se não souber como são feitas.
Otto Von Bismark

Devemos todos viver de modo que nossos filhos não tenham que pagar pelos nossos atos.
Andrejs Upits

Direitos individuais não podem ser submetidos a voto popular; a maioria não pode escolher acabar com os direitos da minoria; a função política do direito é precisamente proteger minorias da opressão da maioria (e a menor minoria no mundo é o indivíduo).
Ayn Rand

A progressão natural das coisas é liberdade encolher enquanto o governo ganha terreno.
Thomas Jefferson

O dinheiro que inunda a política hoje é a poluição da democracia.
Theodore H. White

Democracia não garante igualdade de condições, só garante igualdade de oportunidades.
Irving Kristol

Em uma democracia, o povo ganha o que a maioria merece.
James Davidson

A visão do governo sobre economia pode ser resumida em algumas frases: se está funcionando, taxa. Se continua funcionando, regula. Se pára de funcionar, subsidia.
Ronald Reagan

Minha leitura da história me convence que a maioria dos maus governos resultam de governo demais.
Thomas Jefferson

Toda vez que tentamos tirar um problema de nossos ombros e passá-lo às mãos do governo, estamos na mesma medida sacrificando as liberdades do povo.
John F. Kennedy

O objetivo prático de toda política é manter a população alarmada (e por isso clamando para ser guiada à segurança)ameaçando-a com uma infindável série de duendes e gnomos, todos eles imaginários.
H.L. Mencken

O contribuinte: é alguem que trabalha para o governo federal mas nunca teve que prestar concurso de admissão.
Ronald Reagan

Se fossem comandados de Washington quando semear e quando colher, em breve estaríamos precisando de pão.
Thomas Jefferson

Civilizações morrem de suicídio, e não assassinadas.
Arnold Toynbee

As leis da economia nos dizemq ue a expansão de um estado central não pode progredir para sempre. O limite é alcançado quando os saqueados se voltam contra os saqueadores.
Llewellyn H. Rockwell, Jr

Devemos sempre desconfiar a um certo grau de qualquer homem com poder.
James Madison

Penso que temos uma máquina governista maior do que a necessária, são muitos parasitas vivendo às custas dos que trabalham.
Thomas Jefferson

As palavras mais aterrorizantes em língua inglesa são: Eu sou do governo e estou aqui para ajudar.
Ronald Reagan

Se você puser o governo federal para tomar conta do deserto do Saara, em cinco anos haverá falta de areia.
Milton Freidman

O problema do socialismo é que eventualmente o dinheiro dos outros acaba.
Margaret Thatcher

Não devemos deixar que nossos governantes nos carreguem com dívidas perpétuas.
Thomas Jefferson

É vão fazer com mais o que pode ser feito com menos.
William of Occam

Se podemos prevenir o governo de desperdiçar o trabalho do povo, sob a pretensão de cuidar dele, eles deveriam ficar felizes.
Thomas Jefferson

O vício inerente ao capitalismo é a divisão desigual de suas bençãos. A benção inerente ao socialismo é a divisão igualitária da miséria.
Winston Churchill

Muito do pensamento esquerdista é como se fosse gente brincando com fogo que não sabe nem mesmo que o fogo é quente.
George Orwell

Luxos arruinam repúblicas, pobreza, monarquias.
Charles De Montesquieu

A mesma prudência que em nossa vida privada nos proíbe de gastar nosso dinheiro com projetos não explicados, nos proíbe também no uso do dinheiro público.
Thomas Jefferson

Um governo que rouba Pedro para pagar Paulo pode sempre contar com o apoio de Paulo.
George Bernard Shaw

Governo é essa grande ficção onde todo mundo sonha em viver às custas de todo o resto.
Frederic Bastiat

O que este país precisa é de mais políticos desempregados.
Edward Langley

Liberdade nunca veio do governo. Liberdade sempre veio dos governados. A história da liberdade é a história da resistência. A história da liberdade é a história da limitação dos poderes do governo, não o aumento deles.
Woodrow Wilson

Um governo grande o bastante para dar tudo o que você quer, é forte o bastante para tirar tudo o que você tem.
Thomas Jefferson

Nem a vida, a liberdade ou a propriedade de nenhum homem está segura enquanto a legislatura estiver em sessão.
Judge Gideon J. Tucker

Eu entendo que uma nação que quer se taxar para progredir é como um homem sentando em um balde tentando se levantar pela alça.
Winston Churchill

A única diferença entre o cobrador de impostos (tax man) e o taxidermista é que o taxidermista deixa a pele.
Mark Twain

Em geral, a arte de governar consiste em tirar o máximo de dinheiro de uma parte dos cidadãos para dá-lo a outra.
Voltaire

Não ponha confiança em príncipes, nem em nenhum poder humano, pois não há ajuda neles.
Salmo 146

Wednesday, March 11, 2009

Slumdog Millionaire


Slumdog Millionaire, ou Quem quer ser um milionário na tradução brasileira, é a história de um garoto de rua nascido na mais imunda e imensa favela da Índia, em Mumbai.
Enquanto ele, já grande, participa desse show televisivo de perguntas e respostas, vemos em flashback os detalhes de sua infância na favela, a morte da mãe muçulmana por radicais hindus, a violência, a miséria, a exploração, a esperteza nas ruas e a transformação de Mumbai em centro capitalista.
Aí descobrimos que ele está no show não atrás dos milhões mas atrás de seu grande amor, de quem ele se perdeu nas desventuras da orfandade.
O segredo do sucesso do filme não é difícil de se perceber. É a mesma história de Harry Potter ou do patinho feio, do sujeito que apanha e apanha a vida toda até ser recompensado no final. Essas histórias apelam todas aos nossos mais básicos sentimentos de compaixão.
Qualquer um na platéia no final do filme estará torcendo para que ele acerte a última pergunta e encontre Latika, seu amor (a belíssima indiana Freida Pinto).
É um filme excelente, mas não deixa de ser, apesar da crueza do cenário, uma historinha romântica de final feliz, bem Bollywood como sempre.
Houve gente que viu alguns paralelos entre esse filme, ganhador do Oscar e o filme brasileiro Cidade de Deus.
Pessoalmente acho que a única ligação entre os dois é o cenário terceiro-mundista, e o pessoal lá fora adora uma estética da miséria.
Mas entre a violência real de Cidade de Deus e o romantismo brega de Slumdog Millionaire, a Academia parece preferir o segundo.
Terceiro Mundo no tapete vermelho só se for com final feliz.

Viva o Gordo!


Ronalducho fofômeno acabou com a festa da porcada no Prudentão.
Entrou, jogou e marcou para o Timão.
Como disse a Gazetta dello Sport, é a "enesima rinascita de Ronaldo".
Tá certo que com seu peso avantajado ele acabou derrubando o alambrado do estádio, mas mesmo assim fez bonito.
Não sei e nem é da minha conta o que ele faz fora dos gramados, mas dentro deles, mesmo com sua cinturinha de ovo ele faz misérias com a bola. Dá para perceber na hora a diferença entre o craque e a ralé.
Todo mundo que gosta de futebol se não estava no estádio estava com a telinha ligada para conferir a volta do Ronaldo. Sua presença traz público e grana ao futebol brasileiro.
Quem sabe a cartolagem agora veja as vantagens de preservar e repatriar o patrimônio nacional, afinal aqui no Brasil não dá nem para completar o álbum de figurinha do campeonato que metade do time já foi embora para fora do país na primeira oportunidade.
Se voltando da Europa gordos ou aposentados eles já são bons, imagina se voltarem logo (ou nem forem...).

Ligue djá...

Clique para ampliar o recadinho acima...
São inacreditáveis os prodígios de que a educação brasileira é capaz. Segundo o recadinho acima que recebi do orkut posso me formar em direito em 5 dias pagando a bagatela de R$ 180.
Não sei quem é Joana Bianchi mas espero sinceramente que um dia acabe na cadeia. Sei que a perspectiva dessa prisão é, por assim dizer, praticamente impossível mas sonhar não custa nada. E proteger a identidade desses larápios como Google protege alegando liberdade de sei lá o quê, devia ser crime também.
Polícia digital djá...

Monday, March 02, 2009

Operação Valkíria


Operação Valkiria foi o nome dado à tentativa comandada pelo oficial Claus von Stauffenberg de matar Adolf Hitler e tomar o poder na Alemanha usando o exército de reservistas de Berlim em 20 de julho de 1944. Hitler cometeria suicído nove meses depois.
Apesar da devoção nacionalista, ainda havia entre alguns oficiais da Werhmacht alemã um certo sentimento de honra que os faziam desprezar os métodos nazistas e as Waffen SS.
A grande vergonha da Alemanha ainda é saber que grande parte de seus aristocratas, políticos e oficiais, homens educados e civilizados puderam ter suas consciências engolidas pela máquina ideológica nazista.
O golpe de Stauffenberg entrou para a história como parte desse desorganizado movimento de resistência alemão formado de oficiais e alguns políticos, mas é notavel que essa tentativa tenha sido feita apenas nos últimos meses da Guerra, quando todo oficial já pressentia a derrota iminente.
Por isso mesmo, para mim, o maior exemplo de coragem e resistência alemã vem de uma simples estudante universitária, Sophie Scholl, que desafiou o regime no auge de seu autoritarismo.
Tom Cruise faz um Stauffenberg bastante plausível, e sou um grande fã da holandesa Clarice Houten (de A Espiã) que faz sua esposa. Mas o Hitler do filme deixa a desejar. Perde de longe para Bruno Ganz em Untergang, certamente o retrato mais aterrador do tirano já feito no cinema.

Frejat


Acabei de ver Frejat inspirado, em um Parque das Nações hiperlotado em Campo Grande. Gosto do jeito e da voz dele.
Cantou aquele rock bom do Barão e mandou muito bem naquela música Mais Uma Vez de Renato Russo.
Não achei nenhuma gravação dessa música na voz dele para postar aqui, mas recomendo que ouçam. Então fica só esse pedacinho da letra mesmo.

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei...

Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem...

Tem gente que está
Do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar...

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo...

Quem acredita
Sempre alcança...

Nunca deixe que lhe digam:
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos
Nunca vão dar certo
Ou que você nunca
Vai ser alguém...

Simpsonizeme.com

Eu, em Springfield...

A Retirada da Laguna


Li o relato histórico do Visconde de Taunay sobre A Retirada da Laguna assim que voltei da minha visita ao monumento dos heróis de Jardim.
Em 1864, a fronteira entre Brasil e Paraguay no Mato Grosso praticamente não existia. Enquanto o Brasil invocava o princípio de uti possidetis, que considerava território brasileiro todo aquele onde houvessem cidadãos brasileiros, os paraguaios evocavam o tratado de Santo Idelfonso assinado entre as coroas portuguesa e espanhola que estabelecia a divisa pelo rio Branco.
No fim de 64 os paraguaios afundaram a canhoneira Amambay no rio Paraguay e atacaram Corumbá, invadindo o território brasileiro ao mesmo tempo em que iniciavam a guerra contra a Argentina no sul.
Affonso Escragnolle de Taunay, o futuro Visconde e um dos personagens mais interessantes do segundo Império era então um mero secretário do Corpo de Engenheiros do Exército. Seu relato é desprovido de floreios dramáticos, mas os fatos por ele descritos não são por isso menos espantosos.
A coluna brasileira, percorreu em dois anos 2.112km a pé do Rio para São Paulo, Uberaba e chegando finalmente a Coxim no Mato Grosso.
Já grande parte dos seus cerca de 3.000 homens tinha morrido por doenças.
Coxim tinha sido saqueada e abandonada.
Atravessando o Pantanal a coluna chegou a Miranda, também saqueada, incendiada e abandonada.
Em Miranda, a 1º de janeiro de 1867 o Coronel Carlos de Morais Camisão assumiu o comando das tropas que marchou até Nioaque, e de Nioaque até a fazenda chamada Jardim às margens do rio Miranda.
Jardim era propriedade de Francisco José Lopes, uma das personagens mais interessantes da história. Lopes era um criador de gado que ali tomava terras em nome do Imperador D. Pedro II, e que nutria grande ódio pelos paraguaios que lhe tinha morto o irmão e seqüestrado filho e a cunhada, sua futura esposa.
Lopes propôs guiar a tropa brasileira por aquele sertão que ele conhecia tão bem e ainda fornecer seus bois para alimentar os soldados.
A tropa chegou a Bela Vista, às margens do Apa que então era território paraguaio e foi até a fazenda Laguna do ditador paraguaio Solano López.
De lá, cercada pelos paraguaios, sem víveres e com pouca munição decidiu bater em retirada.
Os paraguaios usavam sua cavalaria contra os brasileiros a pé, e táticas de guerrilha aprendidas com os índios. Tocavam fogo à macega seguindo a direção do vento para que os brasileiros morressem sufocados com a fumaça e se queimassem no fogo.
As chuvas traziam febres, frio e as dificuldades dos terrenos alagados do Pantanal.
Arrastando canhões, carros de boi e seguidos por uma trupe de mulheres, crianças e índios, os soldados sofriam com a fome, o cansaço, a fumaça, o fogo inimigo e por último com a terrível doença do cólera.
Camisão morreu de cólera no fim da retirada, já às margens do Miranda nas terras da fazenda Jardim, assim como Lopes e seu filho, onde hoje é a cidade de Jardim. A margem oposta hoje abriga a cidade de Guia Lopes da Laguna.
Dos 1.680 soldados que invadiram o Paraguai em abril de 1867, 700 voltaram em 11 de junho a Porto Canuto.
A história é como um Apocalipse Now brasileiro. A morte, a peste e a guerra estiveram ali presentes durante todo aquele caminho. Pode ter sido uma temeridade organizar uma invasão a pé e com tão parcos recursos. Mas não são dignos de serem chamados de heróis homens que foram ao inferno e voltaram?

Em breve neste mesmo batcanal: Guerra Maldita, de Francisco Doratioto.

Friday, February 27, 2009

Heróis esquecidos


Houve um tempo em que o Mato Grosso era terra para poucos e bravos
Hoje Bonito e as cidades ao redor foram loteadas por agências de ecoturismo que trazem bicho-grilos e playboys das grandes cidades para cá. Paga-se para nadar no rio, paga-se para ver uma gruta, paga-se para tudo.
Fui ver o Buraco das Araras, um buracão no chão onde araras fazem ninhos. (Google Earth 21°29'30.22"S, 56°24'10.97"O). São 25 reaus por pessoa diz a mocinha na entrada. Estávamos em quatro, 100 pilas para ver um buraco no chão. Legal para algum europeu que nunca viu uma arara antes. Ou um buraco.
Sim, sim, traz empregos e desenvolvimento à região, mas convenhamos, porque existe esse senso geral, seja em Paris ou no Mato Grosso, que turista tem um outdoor escrito trouxa na testa com letras luminosas?
Desistimos e voltamos à cidade de Jardim. Na entrada da cidade uma placa modesta indicava Monumento dos Heróis.
- Vamos lá ver, eu disse.
Depois as indicações sumiram. Seguimos por uma estrada de terra, entramos em uma pedreira, voltamos e perguntamos o caminho a um velho que vinha em sua bicicleta no meio da poeira.
- É ali na frente, estou vindo de lá agora.
- O Sr. vai lá todo dia?
- Todo dia eu vou lá e rezo um Pai Nosso.
Um quilômetro adiante havia um muro branco à beira da estrada e um portão aberto.
Abri uma cerveja, entramos e andamos mais uns duzentos metros até chegar a um cemitério simples, de cruzes brancas de madeira fincadas no chão. Um ou outro túmulo de tijolo. Um mastro e uma placa colocados pelo exército serviam de monumento.
Bem mais modesto do que os monumentos de guerra que vi na Normandia, em Waterloo, no Valle de los Caídos. A grama mal aparada, algumas cruzes arrancadas, uma pichação na placa.
Ali, à beira do Rio Miranda estavam enterrados soldados e oficiais que tinham feito a Retirada da Laguna.
Ali estava a lápide de mármore do Coronel Camisão, que liderou a coluna brasileira até terras paraguaias, conquistando Bela Vista e prosseguindo até a fazenda Laguna do próprio Marechal Solano López.
Forçados a retirarem-se pela falta de munições e víveres, foram atacados pela fome, pelo fogo, pela cavalaria paraguaia e pelo cólera durante todo o caminho de volta. Ali pereceram.
Não havia ninguém ali. O lugar não está nos mapas de turismo. Não se pagava para entrar, mas se me cobrassem ali os 25 reais para preservar o sítio eu daria de bom grado. É bom resgatar um pouco da memória em um país que não tem quase nenhuma.
Naquela noite eu encontraria um fazendeiro em cuja propriedade passava o Cambarecê, o riacho do Negro que Chora, onde 130 coléricos haviam sido abandonados para que o resto da coluna se salvasse. Não é raro que encontrem por ali enterrados restos de baionetas, facas e fivelas dos soldados
Pensei no encontro surreal com o velho da bicicleta. E pensei que eu queria estar ali cento e vinte anos atrás, nadando de graça nos rios cristalinos e tomando a terra a paraguaios, bugres e onças a golpes de punhal.
Hoje sou só um turista playboy de latinha na mão.

Bonito


As águas cristalinas do rio Formoso.
Aqui eu estava, naquele domingão de Carnaval, em boa companhia.

Da série conselhos sábios e inúteis


- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas...

Where is the love?

A little R&B for you...


People killin', people dieing
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach
And would you turn the other cheek

Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love

We begin only , a world , a world what is all than we do we begin , a world , a world

Sacaneando campanhas ecológicas

On the other hand, como disse meu irmão, talvez o Tarzan ali sejamos todos nós.

Ga-vi-ões, Fiel!


A moça, de família, patricinha, se preparou toda para ir ao ensaio da Gaviões da Fiel.
Chegando lá, um dos mano suarento e banguela pede pra dançar com ela e, para não arrumar confusão, ela aceita.
Mas o mano suava tanto que ela já não estava suportando mais!
A moça foi se afastando, e disse:
- Você sua, hein?!
Ele puxou-a, lascou um beijo e respondeu:
- Também vô sê seu, princesa! É nóis na fita!

Thursday, February 26, 2009

Quarta feira de cinzas



Agora como diz um amigo, é só recolhimento e oração neste restinho de ano...

Friday, February 20, 2009

3 anos


Este blog fez 3 anos neste mês de fevereiro.
Ainda continua sendo minha diversão, meu desanuviador de pensamentos...
We'll be back depois do carnaval com mais flexões e reflexões.
Agora é encher o cabeção de álcool e fazer da jaca minha pantufa pelos próximos 5 dias.

Fundamentalismo obâmico


Há uns dias um chimpanzé revoltado foi abatido a tiros pela polícia de Connecticut. Um desenhista aproveitou a história e a conjuntura econômica para criar esta charge onde depois de matar o chimpanzé o policial diz "Eles vão ter que achar algum outro para escrever o próximo plano econômico".
Parece que a piadinha tá causando furor nos EUA.
Há até quem tenha visto nesta charge publicada pelo NY Post uma sugestão para que o presidente Barack Obama seja assassinado...
O mundo anda mesmo estúpido.

Diogo acertando na mosca


Apesar do copyright da Abril, tive que reproduzir na íntegra este artigo do podcast do Diogo Mainardi. Quanto mais gente ler melhor:

- Hamas, Hamas, os judeus na câmara de gás.
O bordão foi entoado na Holanda, durante uma passeata organizada por grupos de esquerda para protestar contra a batalha de Gaza. Dois parlamentares do Partido Socialista participaram da passeata.
O antissemitismo? Foi tomado pela esquerda. Gadi Luzzato Voghera é autor de um ensaio sobre o assunto, "Antissemitismo à esquerda", da editora Einaudi. Professor da universidade de Veneza, judeu e esquerdista, ele comparou a cumplicidade da esquerda européia com o Hamas à cumplicidade da esquerda européia com o stalinismo. Assim como os intelectuais de esquerda, no passado, se recusaram a condenar o totalitarismo de Stalin e o caráter assassino de seu regime, os intelectuais de esquerda, atualmente, acobertam o totalitarismo do Hamas e o caráter terrorista de seu regime - são os Jean-Paul Sartre do Hamas.
O antissemitismo de esquerda é camuflado como antissionismo. Para poder colaborar abertamente com os assassinos do Hamas, os antissemitas de esquerda falsificaram a história, associando os terroristas palestinos aos grupos anticolonialistas do século passado ou ao movimento contra o apartheid na África do Sul, como se Israel fosse um império colonial ou um regime segregacionista. Pior: eles igualaram Gaza ao gueto de Varsóvia, como se Israel fosse a monstruosidade nazista. Em nome do antissionismo, a esquerda acolheu alegremente o despotismo do Hamas, o fundamentalismo religioso, a opressão das mulheres e a retórica genocida contra os judeus.
De setembro para cá, o antissemitismo de esquerda ganhou o impulso da crise financeira internacional. De acordo com uma pesquisa realizada em sete países europeus, 31% dos entrevistados culparam os judeus pelos desastres da economia mundial. É o retorno em grande escala daquele arraigado preconceito antissemita do judeu agiota, do judeu conspirador, do judeu inescrupuloso, do judeu golpista. Agora é a vez do judeu do subprime, do judeu dos ativos tóxicos, do judeu capitalista. Os novos Protocolos dos Sábios do Sião afirmam que o neoliberalismo é obra de judeus apátridas, como Bernard Madoff, e que só a esquerda pode extirpá-lo, com um vigoroso Pogrom keynesiano de investimentos estatais.
A esquerda nem sempre foi assim. Eu, como Tristram Shandy, relato o que aconteceu antes de meu nascimento, quando ainda estava acomodado no útero materno. Passei a gravidez num kibbutz, em Israel. O kibbutz Ashdot Iaakov, pertinho do mar da Galiléia, aos pés das colinas de Golan. Data: 1962. Lá estou eu, boiando no líquido amniótico. Lá está ela, minha mãe, aos 27 anos, grávida de mim, trabalhando na creche do kibbutz. Lá está ele, meu pai, colhendo uvas no vale do Jordão. E lá está ele, meu irmão, aprendendo hebraico na escola. Nenhum deles era - ou é - judeu. O que faziam num kibbutz? Experimentavam a vida comunitária, aquele ideal socializante de irmandade e de partilha dos bens. O ideal socializante, agora, é outro:
- Hamas, Hamas, os judeus na câmara de gás.

Diogo foi absolutamente na mosca aqui. O resto, como diz a Marie, são secos e molhados.

Love me two times


Fuck it all...

Thursday, February 19, 2009

Separados por uma Glória Perez

Ou por um pontinho vermelho na testa:

Zé de Abreu visual Caminho das Índias e Uncle Fester...
Tenho que mandar essa pro Kibe Loco!

Wednesday, February 18, 2009

Do céu

No melhor estilo Yann Arthus Bertrand, este é o interior do Mato Grosso do Sul visto do céu:




















E foi o melhor que consegui com uma Sony Cybershot a bordo de um teco-teco Cessna tremelicante.

O homem que sabia demais


Senador Jarbas Vasconcelos nas Amarelas da Veja:

"Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador."

"O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante."

"Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem."

"Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção."

"Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética."

"O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. . É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país."

"Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo."

"A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo."

" O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário."

"Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma."

Parabéns a essa rara sinceridade em um homem público. Palmas ao senador.

Friday, February 13, 2009

JP Coutinho


Entrevistas com João Pereira Coutinho na Dicta & Contradicta. Imperdíveis.

Wednesday, February 11, 2009

Izima Kaoru









Eutanásia


O cartaz diz: "Manter vivo este portador de uma doença hereditária custa à comunidade 60.000 marcos. Cidadão, este também é o seu dinheiro!".
Acho que não preciso dizer nem de onde e nem de quando é esta propaganda pró-eutanásia.
A italiana Eluana, em coma há 17 anos faleceu esses dias. Acho que nem ela aguentou a discussão que seu caso gerou e resolveu ir-se de vez.
Há imensos dilemas éticos por trás de um assunto como a eutanásia. Eu por exemplo não gostaria de ter minha vida prolongada artificialmente por aparelhos, como Eluana tinha. Mas nunca me arriscaria a decidir pela vida dos outros.
Como nas discussões sobre o aborto, tem gente que milita por uma banalização da morte. Tem gente que levianamente defende a legalização do aborto para combater a criminalidade (como nosso ministro Temporão, baseado em Freakonomics). E tem gente que acha que a eutanásia deveria ser usada para abreviar o sofrimento de muita gente, liberar leitos de hospitais e etc.
Muita calma nessa hora. É preciso lembrar que em um momento recente da nossa história, um povo perfeitamente civilizado decidiu que o horror das palavras desse cartaz fosse considerado racional.
E é preciso pensar muito para que esse horror não se repita.