Tuesday, May 12, 2009

Teologia da Libertação


Estudei em um colégio jesuíta. Como se sabe, os soldados de Cristo estão desde o século XVI tentando trazer um pouco de luz aos selvagens aqui.
Um dos meus professores de religião era um noviço, fã declarado da Teologia da Libertação.
Segundo a Teologia, a Igreja deve fazer uma opção preferencial pelos pobres, ou seja, em vez de lutar pela salvação dos homens, a Igreja vira instrumento de uma luta de classes.
A revolução é o martírio que devemos atravessar, derramando nosso sangue no chão para ressuscitarmos no Paraíso. E o Paraíso é o comunismo.
Uma vez fizemos na aula uma eucaristia revolucionária. Pão, vinho, velas acesas numa sala escura com fotos dos “mártires”, militantes de movimentos sociais que tinha morrido à bala em diferentes países da América Latina. Acendemos uma vela para cada um, tomamos vinho, comemos o pão.
Para estudantes de 14 anos foi superlegal, ainda mais tomando vinho às três da tarde em pleno horário escolar. Mas nunca fiquei sabendo se os jesuítas sabiam daquele estranho no ninho.
Eu ainda não tinha idéia de quão estapafúrdia era a base filosófica dessa Teologia.
Li há poucos dias um documento escrito pelo então cardeal Joseph Ratzinger sobre a Teologia da Libertação.
Ratzinger diz que a Teologia da Libertação vê a realidade como sendo inteiramente política, e qualquer Teologia que não seja política é portanto idealista, e não realista. A Teologia da Libertação vê a Igreja tradicional como aliada do poder estabelecido e portanto incapaz de transformar a realidade.
Sua nova interpretação da realidade cristã transforma:
1. Fé em fidelidade (à causa, ao fim da história com a utopia marxista);
2. Esperança em confiança no futuro, ou seja ao desenrolar da história e do conflito de classes;
3. Amor em opção pelo pobre, ou seja, amor vira conflito de classes pelo qual o Reino de Deus se instalará na nossa realidade (de novo o Reino de Deus não é espiritual mas é a utopia marxista na Terra);
O Papa entende os motivos que levaram a Teologia da Libertação a se popularizar no Terceiro Mundo, dado o contexto social, e diz que a Igreja só conseguirá superar essa divisão se conseguir tornar a lógica da fé igualmente atraente e conectada à realidade.
O Papa anda bonzinho. Se não me engano foi João XXIII que decretou que todo católico que servisse ao comunismo seria excomungado. Alguém precisava conter essas bestas. A começar pelo noviço do meu colégio, que a essas horas já deve ser padre e andar por aí mandando alguém para a morte.

2 comments:

bete said...

Fernando, veja pelo lado bom da coisa, você aprendeu com esse bobo mas não virou um bobo.

Anonymous said...

Veja bem, suas afirmações são totalmente incoerentes e nos remetem ao tempo que se pensava que comunista comia criancinha, felizmente este tempo ja passou mesmo que suas cicatrizes tenham permanecidos em algumas pessoas reacionárias... estapafúrdia é este seu texto totalmente sem bases teoricas e de cunho tendencioso.